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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Como a lua influencia a nossa vida



por Ramy Shanaytá - ramyshanayta@kvt.org.br

No céu, à noite, uma avó cuida de seus netos.

A Mãe Lua, Anciã, é mais antiga do que a Terra e do que o Sol e é conhecida e estudada pela ciência como um satélite natural, um pedaço de uma estrela ou de outro astro que realiza uma órbita ao redor da Terra e não possui luz própria, além de ser bem menor que o planeta Terra.
Esse satélite natural influencia as marés e sua história romântica e espiritual acompanha o imaginário do ser humano desde antigas eras, visto que várias sociedades assumiram ser a Lua o seu mais sagrado símbolo espiritual. Ela ensina sobre o tempo e é a força de comando no reconhecimento de um calendário que expressa os ciclos naturais.

Cada fase da Lua é reconhecida com sua potência, pois cada fase mostra, em sua presença, o que é.

A Lua Nova é quando a Mãe Lua se encontra mais oculta. Como não é vista em sua totalidade, ensina sobre o início de uma jornada, sobre a reunião interna e revela sua potência purificadora. Vai gerando no corpo físico a força de desintoxicação, ou seja, o que se encontra acumulado vai ser desagregado.
A energia da Lua, nesta fase, inspira o ser a ir buscá-la, já que encontra-se oculta; esta energia é a ignição para o movimento, a procura, a busca.
Neste período, a força de um vegetal encontra-se na região da raiz, nas regiões subterrâneas da terra, sendo também um bom período para plantar. É o momento de reduzir a alimentação para que o organismo possa fluir com a energia ignidora da desintoxicação.
No preparo de uma fervura de vegetais, a borra acumulada no fundo de uma panela irá engrossar mais, visto que a potência de reunião se encontra ampliada.
Na Lua Nova é muito escuro nas matas, fortalecendo a potência de vegetais que são lunares, ou seja, que não possuem aromas que expandem no ar. Este ciclo lunar produz o movimento interno no ser que adentra em um local de natureza mais fechada, de um melhor desenvolvimento de sua observação, já que para cada passo dado é necessária muita atenção, pois existe vida debaixo da terra, acima dela, na altura dos olhos, no alto das árvores e também no céu.
Nesta época, toda a lenha que for multiplicada ficará com baixa resistência devido à ação da vida de fungos e outros pequenos seres que dela vão se alimentar.

A Lua em Fase Crescente traz a potência de expansão das energias vitais, seja no reino mineral, vegetal, animal e no ser humano, quando as energias pulsantes vão sendo expandidas, continuamente, produzindo uma intensificação no desenvolvimento do organismo físico - neste período os alimentos são mais bem absorvidos, pois o corpo assimila mais rápido seus efeitos - assim como no campo emocional e em níveis mais sutis.
Nesta fase, como a força do vegetal se expande para suas partes aéreas, é o momento de trabalhar com as ervas na ação de poda, de transplantar aquelas que são cultivadas e de colher as folhas, pois sua potência encontra-se ampliada.

A Lua em Fase Cheia é o momento em que a Mãe Lua expressa sua expansão - clareando as matas à noite e possibilitando a caminhada - realizando a potência refletora em sua totalidade e, dessa maneira, produzindo intensos comandos no movimento das águas dos mares, rios, umidade do ar e em nuvens carregadas, além de agir na água dentro de nosso corpo e, portanto, será neste período que, ao ingerirmos água, os minerais serão bem assimilados pelo organismo.
Como ela atua no movimento das águas, produz efeito também na pressão arterial, já que o caminho do sangue é como o caminho dos rios, além de ser também a fase do parto, pois com a virada da Lua, a possibilidade da mulher parir aumenta consideravelmente. É na virada da Lua Crescente para a Cheia o período em que as nuvens se preparam para expandir a chuva renovadora.

Texto revisado por Cris


Fonte:http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=18401


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Como funciona uma estação de tratamento de água?

por Débora Pivotto

As estações de tratamento usam filtros e vários produtos químicos para limpar a água que sai pelas torneiras das casas. Todo esse cuidado não é pra menos. A água captada de rios ou represas vem com folhas, peixes, lodo e muitas bactérias. Para chegar às casas limpa e sem cheiro, ela passa cerca de três horas dentro de uma estação de tratamento (ETA), o que inclui fases de decantação da sujeira, filtragem e adição de cloro e flúor, entre outras etapas. Segundo dados do IBGE, essa superoperação de limpeza atende a maior parte da população do país: 80% dos brasileiros têm acesso à água tratada. Tão complicado quanto o tratamento é a captação de água para abastecer uma grande cidade. No estado de São Paulo, por exemplo, a rede de reservatórios conectados que abastece a capital paulista é tão grande que a água que sai das represas mais distantes pode levar até 30 dias para chegar a uma ETA da capital. No infográfico ao lado, você vê como funciona a maior das 197 ETAs de São Paulo, a de Guaraú, que fica na zona norte da capital e abastece 8,1 milhões de pessoas!

Faxina aquática
Cal, flúor e cloro são empregados na operação limpeza da ETA

1. A captação de água mais distante para abastecer a ETA de Guaraú é na represa Jaguari-Jacareí. A água passa por 48 km de túneis, por outras quatro represas e ainda por uma estação elevatória, onde é bombeada 120 m terreno acima. Assim, ela desce com grande pressão até a ETA

2. Válvulas controlam o fluxo de água que entra na estação. Ao chegar, a água vai direto para um tanque enorme, a bacia de tranqüilização, onde diminui de velocidade. A seguir, passa por grades que retêm sujeiras maiores, como folhas, galhos, troncos e até peixes

3. Na tal bacia dosadores despejam cloro na água para deixar os metais menos solúveis e para destruir microorganismos. De lá, a água vai para o canal de coagulação, onde outros dosadores liberam sulfato de alumínio para desestabilizar as partículas de sujeira

4. A etapa seguinte é a floculação. Em tanques menores, válvulas provocam uma suave turbulência na água. Com o agito, as partículas de sujeira desestabilizadas colidem umas com as outras e vão se unindo, formando flocos maiores

5. A água segue da floculação para uma espécie de grande piscina, o decantador, onde fica retida por cerca de 90 minutos. Esse é o tempo necessário para a decantação, ou seja, para os pesados flocos de sujeira descerem até o fundo da "piscina", formando um tipo de lodo

6. Em cada decantador há duas grandes pás. Com movimentos lentos, elas arrastam a sujeira afundada para o centro do decantador, onde há uma saída para um poço. A cada duas horas, o lodo acumulado no poço é bombeado para um canal de esgoto

7. A água da superfície do decantador é recolhida por canaletas e levada a dezenas de filtros verticais: a água entra por cima deles e sai por baixo. Cada filtro tem camadas de carvão, areia, pedregulho e cascalho que retêm o que resta de sujeira na água

8. A água filtrada vai para um canal onde recebe mais cloro, cal e flúor. O cloro garante que a água chegue desinfetada até a casa mais distante da ETA. A cal eleva o pH, o que impede a corrosão dos canos da rede de abastecimento. Já o flúor previne as cáries na população

9. Terminado o tratamento, a água vai para um reservatório, de onde saem adutoras - grandes tubulações - que distribuem a água para a cidade. Todo esse processo é monitorado 24 horas por dia por funcionários da ETA

Água de beber?
Mesmo com o tratamento, matar a sede direto da torneira tem seus riscos

A água que sai das ETAs é totalmente potável. Portanto, teoricamente, quem mora em cidades abastecidas com água tratada poderia matar a sede direto da torneira.
O problema é que na maioria das casas e prédios a água da rua fica em caixas-d’água que, se não forem mantidas limpas, podem contaminá-la. "Se a caixa não estiver bem fechada, pode cair sujeira e até permitir a entrada de pequenos animais como ratos", diz Simone Gonçalves, química da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A recomendação é manter a caixa-d’água bem fechada e limpá-la a cada seis meses.


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"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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