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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Crianças podem acabar com dor de barriga usando imaginação, diz estudo




Um estudo conduzido por pesquisadores americanos indica que crianças podem aprender a usar a imaginação para lidar com dores abdominais frequentes.

A pesquisa usou um CD de relaxamento pedindo que as crianças se imaginassem "flutuando em nuvens" ou pensassem em um objeto brilhante "que se derreteria em sua mão e então espalharia calor e luz em sua barriga impedindo qualquer irritação na região". A técnica teria levado a uma melhora impressionante dos sintomas.

Ao todo, 30 crianças entre seis e 15 anos participaram do estudo publicado na revista especializada Pediatrics.

A metade delas ouviu diariamente por 8 semanas um CD com sessões de 20 minutos de "imagens guiadas" - uma técnica que estimula o paciente a imaginar coisas que podem reduzir a dor. A outra metade usou tratamentos convencionais.

Entre as crianças que usaram o CD, 73,3% disseram que a dor abdominal diminuiu pela metade ou mais ao fim do tratamento, comparado com 26,7% do grupo que usou o tratamento tradicional.

Imaginação fértil Em dois terços das crianças, a melhora ainda era aparente seis meses depois. Segundo os especialistas, a técnica de "imagens guiadas" funciona particularmente bem em crianças porque elas têm imaginação fértil.

O CD foi usado porque os pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte e do Centro Médico da Universidade Duke não contavam com terapeutas em número suficiente.

Ainda não está claro exatamento como o tratamento funciona, mas estudos mostraram que o resultado se deve em parte à redução da ansiedade, mas também tem um efeito direto na resposta contra a dor.

"Tratamentos auto-administrados são, obviamente, muito baratos e podem ser usados como complemento a outros tratamentos, o que potencialmente abre portas para melhorar os resultados para muitas crianças sofrendo com dores de estômago frequentes", disse a líder do estudo, Miranda van Tilburg.

Hipnose Pesquisas anteriores já haviam indicado que a hipnose é um tratamento eficaz contra uma série de doenças, incluindo vários tipos de manifestações gastro-intestinais crônicas.

O gastroenterologista David Candy, dos Western Sussex Hospitals, disse ter usado hipnose em um pequeno grupo de crianças com dor abdominal intensa e teve 100% de sucesso.

Ele disse agora estar interessado em usar a técnica de "imagens guiadas" para verificar se os resultados do estudo americano podem ser repetidos.

Estimativas indicam que dor de estômago crônica sem causa aparente afeta uma em cada cinco crianças.

"Há uma escassez de informação sobre como lidar com crianças que sofrem de dor abdominal e este é um problema muito comum, que impede as crianças de irem à escola", disse Candy.


http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/10/12/ult5025u306.jhtm

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cresce a necessidade de criar sangue artificial

El PAÍS


Mónica López Ferrado


Os bancos de sangue não estão exatamente transbordando com o chamado "ouro vermelho". Têm as reservas justas. Por isso ressentem de forma grave cada vez que coincidem um acúmulo de acidentes ou de cirurgias que exigem grandes transfusões, ou cada vez que os doadores saem de férias. Neste mês de setembro o Banco de Sangue e Tecidos da Catalunha teve de empreender uma campanha especial para conseguir em cinco dias cerca de 10 mil unidades de sangue (cerca de 5 mil litros). Se isso ocorre agora em um país como a Espanha, que tem um dos índices de doação mais elevados do mundo, o que acontecerá quando a população mundial envelhecer, precisando de mais intervenções e portanto necessitar de ainda mais sangue? Os cientistas se apressam para criar compostos sanguíneos artificiais que possam satisfazer a demanda.


  • Busca por sangua artificial já dura anos no mundo



Hoje a metade das doações é utilizada para cobrir as necessidades de pessoas com mais de 60 anos. Em 2050, a população mundial de idosos terá duplicado. Não só poderá exigir quase a totalidade das doações, como, ao haver menos população jovem, também haverá menos doadores. Isso sem contar com situações imprevisíveis que possam aumentar a demanda, como guerras, desastres naturais ou outros acidentes. Os especialistas dizem que no ano 2050 haverá nos EUA um déficit de 3 milhões de doações por ano. O que significa que faltarão 1,5 milhão de litros de sangue. A situação será semelhante na Europa.

O fluido sanguíneo será mais que nunca um bem procurado se não forem encontrados substitutos. É nisso que trabalham há mais de duas décadas vários grupos de pesquisa em todo o mundo. Mas as tentativas de encontrar um substituto para o fluido da vida já vêm de muito tempo antes.

Os resultados mais promissores vêm pelo lado das células-tronco. São a grande promessa para muitas outras doenças, mas "se há um campo em que os resultados chegaram logo é neste", afirma Juan Carlos Izpisúa, diretor do Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona e pesquisador do Salk Institute, na Califórnia. "Será onde poderemos encontrar a aplicação mais imediata, porque o sangue, diferentemente de outros tecidos, não exige uma estrutura tridimensional para ser funcional", diz.

O grupo de Izpisúa trabalha na criação de sangue artificial com células iPS (células-tronco) obtidas a partir de células do cordão umbilical. Trata-se de uma complexa cadeia de transformações celulares. Primeiro, essas células do cordão umbilical devem se transformar em células-tronco. Depois essas células-tronco induzidas dariam lugar a células progenitoras, que seriam capazes de acabar se diferenciando em todas as células do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, plaquetas e outros compostos do plasma. O sonho de muitos cientistas é o autêntico sangue artificial. Mas para poder recriar esse processo no laboratório e conseguir fluido sanguíneo completo, com todos os seus componentes, ainda falta muito.

Para começar, o projeto está em fase muito experimental. Seus primeiros resultados só serão publicados no final do ano, embora sejam esperançosos. Além disso, por enquanto, Izpisúa afirma que a produção de células sanguíneas por esse método só poderia ser feito transplantando essas células para a medula óssea de um ser vivo para que, uma vez em seu meio natural (a medula é a fábrica de sangue do corpo humano), se inicie o processo de diferenciação nos vários tipos de células que formam o sangue.

Mas o grande desafio será conseguir que o processo ocorra in vitro, no laboratório, e que essas células-tronco se diferenciem e acabem dando origem a todos os compostos do sangue em um cultivo que emule à perfeição as condições da medula óssea para que se possa criar o fluido completo necessário para uma transfusão e armazená-lo. Esse é o autêntico sonho do sangue artificial.

O projeto de Izpisúa é ambicioso. Até agora a maioria dos cientistas havia se concentrado em conseguir glóbulos vermelhos artificiais por diferentes vias. Quando se fala na mídia em pesquisas sobre sangue artificial, na realidade fala-se em pesquisas que se concentraram em conseguir hemácias artificiais ou hemoglobina. Para muitos cientistas, por enquanto, concentrar-se neles é uma linha de pesquisa mais realista e com maiores possibilidades em médio prazo.

De fato, as pequenas células vermelhas achatadas são as necessárias quando há uma grande perda de sangue. Uma das principais funções do ouro vermelho consiste em transportar oxigênio pelo corpo, liberá-lo nos tecidos e recolher o dióxido de carbono. Disso se encarrega, concretamente, a hemoglobina que elas transportam em seu interior e que é a molécula que dá aos glóbulos sua cor vermelha. Essa falta de oxigenação é o que pode levar à morte. "Em 1 litro de sangue, 40% são glóbulos vermelhos, cerca de 55% plasma e o restante outros componentes, como as plaquetas ou os glóbulos brancos. Se você perder glóbulos brancos, eles também existem em outros tecidos e portanto continuam fazendo sua função. Mas para o sangue a diminuição de glóbulos vermelhos é crítica de forma imediata", explica Joan García, responsável por terapias avançadas do Banco de Sangue e Tecidos da Catalunha, que também participa de um consórcio europeu recém-criado, Red-on-Tap, para conseguir sangue a partir de células-tronco.

O Exército norte-americano, por exemplo, realizou diferentes projetos para obter glóbulos vermelhos artificiais. As guerras, por necessidade, fizeram avançar o conhecimento sobre as transfusões. Já no século 17, o cientista e arquiteto britânico Christopher Wren teve a idéia de utilizar vinho e, inclusive, ópio como substitutos do sangue humano. Suas experiências não acabaram bem. No final do século 19 foram descobertos os grupos sanguíneos, e assim se pôde entender melhor por que as transfusões de sangue às vezes tinham êxito e outras eram fatais. Durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais as transfusões de sangue foram incorporadas ao protocolo da cirurgia.

Nos últimos anos, o exército americano trabalhou na criação de compostos sintéticos que simulam a hemoglobina. Até o momento são os que chegaram mais longe. Testaram em pacientes compostos com perfluorcarbono, um líquido sintético que pode transportar oxigênio ou dióxido de carbono, e também hemoglobina livre ou encapsulada em lipossomas em vez de glóbulos vermelhos. Inclusive, foram testados compostos de sangue de porco. No entanto, "os sintéticos não estão dando os resultados que se esperavam", afirma García.

"Os efeitos secundários são muito importantes", explica Luz Barbolla, hematologista e gerente do Centro de Transfusão da Comunidade de Madri. Foram descritos infartos de miocárdio e hipertensão, entre outros. Segundo os dados dos testes publicados na revista "Journal of the American Medical Association", o risco de morte de um paciente que tenha recebido uma transfusão com um substituto é 30% maior.

Muitos desses problemas se devem à complexidade para simular os glóbulos vermelhos. Eles têm uma forma achatada, como um "donut" sem buraco. E embora pareça simples, é mais complexa que a de muitas outras células. "A estrutura do glóbulo vermelho é muito complexa. Sua membrana possui qualidades que ainda não foi possível imitar", diz García.

Um dos grupos mais promissores está na Escócia. O serviço de saúde britânico, o Wellcome Trust - a maior organização médica beneficente do mundo - e o Serviço Nacional Escocês de Transfusões de Sangue deram uma boa injeção de recursos a um grupo de pesquisa da Universidade de Edimburgo, ligado ao Instituto Roslin (o mesmo que criou a ovelha Dolly). Trabalham com células-tronco procedentes de embriões para conseguir hemácias. Segundo anunciaram recentemente em uma entrevista ao jornal britânico "The Independent", em 2012 esperam realizar as primeiras transfusões de teste em voluntários.

Mas além de conseguir hemácias para que o futuro sangue artificial seja realmente útil nos bancos de sangue, será preciso superar outros obstáculos de ordem prática. Um deles é a caducidade. "O sangue, os glóbulos vermelhos, duram cerca de 42 dias, e não podemos armazenar grandes quantidades porque teríamos que descartá-las", afirma Barbolla. Um fluido artificial eficaz deverá estar pronto para dar resposta a qualquer momento. Para isso não pode ser perecível e deve poder ser armazenado. "A hemácia acaba se rompendo e soltando a hemoglobina", explica Barbolla. O ideal seria um composto liofilizado que se pudesse dissolver e aplicar no momento.

Nesse exercício de ficção-científica, Izpisúa, situando-se no terreno das células-tronco, vai além: "Nos centros de saúde poderia chegar um momento em que tivéssemos células progenitoras a ponto de poder se diferenciar no que precisássemos usar em cada situação", diz.

Outro desafio desse novo sangue será encontrar um substituto que sirva para todos os grupos sanguíneos, inclusive os mais raros. Quanto mais homogênea é uma população, mais facilidade tem para se abastecer de sangue, porque seus habitantes são parecidos. No entanto, o aumento da imigração e, portanto, da diversidade complicou ainda mais o trabalho dos bancos de sangue. "Hoje temos uma maior diversidade de antígenos e, portanto, mais problemas", explica Barbolla. No caso da linha de pesquisa com células procedentes do cordão umbilical, Izpisúa prevê que "dadas as características privilegiadas do cordão, reprogramando cerca de 500 iPS, se poderiam cobrir os haplótipos de 60 a 70% da população".

Se o objetivo é satisfazer uma grande demanda mundial, não servirão algumas poucas células diferenciadas no laboratório, mas deverão ser obtidos métodos de cultivo que, como autênticas "fábricas", consigam criar quantidades crescentes de fluido. As cifras são astronômicas. Cada milímetro cúbico de sangue doado contém cerca de 5 milhões de glóbulos vermelhos, 5 mil brancos e 300 mil plaquetas. "O corpo gera um bilhão de glóbulos vermelhos por hora. É uma máquina muito perfeita e eficiente que fabrica o sangue na medula óssea. É o modelo que queremos mimetizar", afirma García.

Outro assunto será o preço. Com os métodos que estão sendo investigados, "fabricar uma unidade de sangue (que contém cerca de 450 ml) poderia custar cerca de 4 mil euros", explica García. "Hoje, uma doação custa entre 150 e 200 euros, dependendo da comunidade autônoma", continua o especialista. Um preço cada vez mais alto, pois os controles para evitar infecções são cada vez mais exaustivos e sofisticados. Um sangue artificial poderia garantir que está absolutamente livre de patógenos.
Enquanto o sangue artificial permanece no território da pesquisa básica, os especialistas concordam que é preciso continuar aumentando as doações e educando as gerações futuras para que sejam doadores, conclui Barbolla.


Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Fontes:http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/09/25/ult581u3510.jhtm

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cientistas mostram que é possível falsificar evidência de DNA


18/08/2009

Cientistas mostram que é possível falsificar evidência de DNA

The New Time

Andrew Pollack



Cientistas em Israel demonstraram que é possível falsificar evidência de DNA, minando a credibilidade daquele que era considerado o padrão da prova em casos criminais.

Os cientistas fabricaram amostras de sangue e saliva contendo o DNA de uma pessoa diferente da doadora do sangue e da saliva. Eles também mostraram que se tivessem acesso a um perfil de DNA em um banco de dados, eles poderiam construir uma amostra de DNA que batesse com a do perfil, sem obtenção de qualquer tecido daquela pessoa.

"É possível manipular uma cena de crime", disse Dan Frumkin, o principal autor do estudo, que foi publicado online pelo "Forensic Science International: Genetics". "Qualquer estudante de biologia pode realizar isso."



Frumkin é um fundador da Nucleix, uma empresa com sede em Tel Aviv que desenvolveu um teste para distinguir amostras reais de DNA de falsas, que espera vender para laboratórios periciais.

O plantar de uma evidência fabricada de DNA em uma cena de crime é apenas uma implicação do estudo. Uma invasão potencial de privacidade é outra.

Usando algumas das mesmas técnicas, pode ser possível recolher o DNA de qualquer pessoa, a partir de uma bituca de cigarro ou copo de papel descartável, e transformá-la em uma amostra de saliva que poderia ser apresentada a uma empresa de teste genético, para obter a descendência ou o risco de desenvolvimento de várias doenças. Celebridades poderiam passar a temer os "paparazzi genéticos", disse Gail H. Javitt, do Centro de Genética e Políticas Públicas da Universidade Johns Hopkins.

Tania Simoncelli, consultora científica da União Americana das Liberdades Civis, disse que os resultados são preocupantes. "DNA é muito mais fácil de plantar em uma cena de crime do que impressões digitais", ela disse. "Nós estamos criando um sistema de justiça criminal que está cada vez mais apoiado nesta tecnologia."

John M. Butler, líder do projeto de teste de identidade humana do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, disse ter ficado "impressionado em quão bem eles conseguiram fabricar os falsos perfis de DNA". Entretanto, ele acrescentou, "eu acho que o criminoso médio não será capaz de fazer algo assim".

Os cientistas fabricaram amostras de DNA de dois modos. Uma exigia uma amostra real de DNA, apesar de minúscula, talvez de um fio de cabelo ou copo usado. Eles ampliaram a amostra minúscula em uma grande quantidade de DNA, usando uma técnica padrão chamada amplificação do genoma.

É claro, um copo ou um fio de cabelo poderiam ser deixados na cena do crime para implicar alguém, mas o sangue ou a saliva seriam mais críveis.
Os autores do estudo pegaram sangue de uma mulher e o centrifugaram para remover as células brancas, que contêm DNA. Às células vermelhas restantes eles adicionaram DNA que foi amplificado de um fio de cabelo de um homem.

Como as células vermelhas não contêm DNA, todo o material genético na amostra de sangue passou a ser do homem. Os autores a enviaram para um importante laboratório pericial americano, que o analisou como se fosse uma amostra normal do sangue de um homem.

A outra técnica faz uso dos perfis de DNA, armazenados em bancos de dados legais como uma série de números e letras correspondentes às variações nos 13 pontos no genoma de uma pessoa.

De um pool de amostra de DNA de muitas pessoas, os cientistas clonaram minúsculos fragmentos de DNA representando as variantes comuns de cada ponto, criando uma biblioteca desses fragmentos. Para preparar uma amostra de DNA capaz de combinar com qualquer perfil, eles apenas reuniram os fragmentos apropriados. Eles disseram que uma biblioteca de 425 fragmentos diferentes de DNA bastariam para cobrir todo perfil concebível.

O teste da Nucleix para dizer se uma amostra foi forjada explora o fato do DNA amplificado - que seria usado em qualquer uma das técnicas de fraude - não ser metilado, o que significa que ele carece de certas moléculas que estão ligadas ao DNA em pontos específicos, geralmente para desativar genes.

Tradução: George El Khouri Andolfato


Fonte de pesquisa da notícia: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/08/18/ult574u9602.jhtm

Falta de árvores aquece o solo e mata micróbios, que pode acabar com a fertilidade do solo

Falta de árvores aquece o solo e mata micróbios, aponta pesquisador Cientistas do AC estudam efeitos nocivos da luz solar direta sobre o chão. Extinção de pequenos seres pode acabar com a fertilidade do solo.

Iberê Thenório
Do Globo Amazônia, em São Paulo


Quando uma floresta é derrubada, não são apenas as plantas e animais que desaparecem. Com o fim da sombra, pequenos seres vivos – como fungos, bactérias e minhocas – também deixam de viver ali. Isso pode comprometer a qualidade do solo, impedindo que uma nova floresta cresça ou mesmo o terreno seja utilizado para a agricultura.

Para medir efeitos da luz solar direta sobre o solo, pesquisadores instalaram termômetros sob a terra em diversas profundidades. (Foto: Gleison Miranda/Secom-AC)

No Acre, uma pesquisa começa a ser feita para medir como a falta de árvores na Amazônia pode aquecer o solo e alterar suas características. Em Rio Branco, o geólogo Roberto Matias, da Funtac (Fundação de Tecnologia do Estado do Acre) enterrou seis sensores. A metade deles está no solo exposto, a profundidades diferentes e outra metade debaixo de uma árvore.

Em três meses de pesquisa, Matias já conseguiu observar uma diferença de até 13 graus entre os dois locais de medição. “No dia 7 de agosto, às 13 horas daqui, chegamos a ter uma temperatura máxima de 39,75 graus centígrados no solo exposto, enquanto debaixo da árvore tivemos temperatura de 26,14 graus”, relata. A medição ocorreu na superfície, a dois centímetros de profundidade.

Para os próximos meses, quando a seca for maior no Acre, as temperaturas podem ser mais altas. “Acredito que em setembro e outubro tenhamos uma diferença maior. Ainda há umidade no solo, e sem umidade a temperatura vai aumentar.”


Segundo o pesquisador, uma temperatura perto dos 40 graus na superfície pode prejudicar muito a qualidade da terra. “Você não dá condições de os microorganismos se regenerarem. Essas populações entram em extinção, e não há como recuperar esse solo. Aí temos áreas de deserto.” A rápida evaporação da água e o calor irradiado para a atmosfera também são efeitos negativos causados pelo aquecimento do chão, afirma o geólogo.

A solução para evitar tudo isso, segundo o pesquisador, é recuperar áreas degradadas. No meio de 2010, quando a temperatura de um ano inteiro for medida, a Funtac pretende definir medidas para que a desertificação – que já começa a ocorrer em várias regiões da Amazônia – não atinja as terras do Acre.



fonte:http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1265666-16052,00-FALTA+DE+ARVORES+AQUECE+O+SOLO+E+MATA+MICROBIOS+APONTA+PESQUISADOR.html

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Suco de beterraba aumenta a resistência física, diz estudo





Beber suco de beterraba ajuda a aumentar a resistência física e permite que atletas se exercitem por até 16% de tempo a mais, segundo um estudo realizado pela Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha. De acordo com a pesquisa, o nitrato da beterraba ajuda a reduzir o consumo de oxigênio, diminuindo o ritmo em que as pessoas chegam à exaustão. O efeito de um copo de 500 ml do suco do legume seria maior do que o de treinamento regular. A descoberta poderia beneficiar pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias e metabólicas, além de atletas de esportes de resistência. Os cientistas ainda não sabem ao certo como o nitrato do suco de beterraba ajuda a aumentar a disposição física, mas eles suspeitam que a substância se transforma em óxido nítrico no corpo, reduzindo a quantidade de oxigênio consumida durante o exercício. Bicicleta A pesquisa da Universidade de Exeter conduziu o estudo com oito homens entres 19 e 38 anos de idades, que tomaram 500 ml de suco de beterraba orgânico todos os dias, por seis dias consecutivos, antes de completarem uma série de exercícios em uma bicicleta ergométrica. Em outra ocasião, eles ingeriram um placebo de suco concentrado de cassis pelo mesmo período e tiveram de realizar a mesma rotina de exercícios. Depois de beber o suco de beterraba, o grupo conseguiu pedalar uma média de 11,25 minutos, 92 segundos a mais do que quando tomaram o placebo. Isso representa uma redução de aproximadamente 2% no tempo levado para percorrer uma determinada distância. A ingestão do suco de beterraba também fez com que o grupo apresentasse pressão arterial mais baixa durante o período de descanso. Atletas Um dos pesquisadores envolvidos no estudo, Andy Jones, que também assessora a maratonista britânica Paula Radcliffe, disse estar maravilhado com os resultados, "porque esses efeitos não podem ser alcançados por outros meios, incluindo treinamento". "Tenho certeza que atletas profissionais e amadores vão ficar muito interessados nos resultados do estudo. Também gostaria de explorar a relevância dos resultados para pessoas que têm má forma física e poderiam usar a suplementação da dieta como uma maneira de ajudá-los em seu dia-a-dia", diz Jones. Já o acadêmico John Brewer, especialista em ciência do esporte na Universidade de Bedfordshire, acha que ainda é preciso aprofundar os estudos sobre a questão. "As descobertas podem ser muito animadoras para aqueles envolvidos em esporte, mas estudos mais amplos são necessários para que possamos saber os benefícios exatos e entender os mecanismos envolvidos."

fonte:http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/08/07/ult5025u243.jhtm

terça-feira, 30 de junho de 2009

O mundo da ciência - Estudo vincula ciclismo a baixa qualidade de esperma


Emma Wilkinson

de Amsterdã para a BBC



Especialistas afirmam que calor das roupas e fricção podem prejudicar fertilidade masculina

Ciclistas profissionais deveriam considerar a possibilidade de congelar seu esperma antes de iniciar suas carreiras, dizem pesquisadores espanhóis.

Eles constataram que a qualidade do esperma cai dramaticamente após treinamento rigoroso.

O estudo, feito com triatletas de elite, revelou que em atletas que percorrem mais de 300km por semana de bicicleta, apenas 4% dos espermatozoides têm aparência normal.

Com níveis tão baixos de espermatozoides saudáveis, um homem teria "problemas de fertilidade significativos", disseram os especialistas em reunião da European Society of Human Reproduction and Embryology.

Entretanto, um especialista britânico disse que é improvável que os homens que usam a bicicleta para ir ao trabalho enfrentem problemas de fertilidade por causa do tempo que passam no banquinho da bicicleta.

A especialista responsável pelo estudo, Diana Vaamonde, da Escola de Medicina da Universidade de Córdoba, na Espanha, disse que outros estudos já demonstraram que níveis muito altos de exercício afetam a fertilidade tanto em homens como em mulheres.

No novo estudo, os especialistas pediram a 15 triatletas com idade em torno de 33 anos que não tivessem relações sexuais durante três dias antes de terem uma amostra de seu esperma colhida.

Quando os pesquisadores compararam os resultados ao tipo de treinamento, apenas o ciclismo foi associado à qualidade do esperma, ou seja, correr ou nadar não foram associados a uma baixa contagem de espermatozoides saudáveis.

Em todos os homens - que treinaram uma média de nove vezes por semana nos últimos oito anos - menos de 10% dos espermatozoides tinham aparência normal. Em homens mais férteis, entre 15 e 20% dos espermatozoides têm aparência saudável.

Nos que percorreram mais de 300 km por semana de bicicleta, a proporção de espermatozoides com tamanho e forma normais caiu para 4%, nível em que um homem pode ter dificuldades em conceber sem o auxílio de tratamento.

Anormalidades

O calor gerado pelas roupas colantes, a fricção dos testículos contra o banco da bicicleta e o estresse sobre o corpo resultante da imensa quantidade de energia necessária para fazer exercícios tão rigorosos poderia contribuir para a baixa qualidade do esperma, disse Vaamonde.

A equipe está fazendo mais pesquisas para entender como o ciclismo pode afetar os processos metabólicos no corpo levando á produção de esperma anormal.

Vaamonde acrescentou que não está claro se a qualidade do esperma melhoraria caso os homens parassem de praticar o esporte. Ela acredita, no entanto, que após anos de danos isto é pouco provável.

"Uma medida possível seria congelar o esperma (dos atletas), mas quando eles começam a treinar não estão conscientes dos danos que podem ser causados ao seu esperma".

A especialista acrescentou que deveriam ser feitas pesquisas sobre formas de proteger os ciclistas contra problemas de fertilidade.

"Dependendo do mecanismo que leva à formação de esperma anormal, (as medidas de proteção) poderiam incluir receitar antioxidantes e modificar os programas de treinamento".

Um especialista em andrologia da University of Sheffield, Allan Pacey, disse que existe muito interesse sobre uma possível associação entre ciclismo e fertilidade masculina, mas os resultados tem sido ambíguos.

"É importante enfatizar que mesmo que a associação entre o ciclismo e a baixa qualidade do esperma seja correta, homens fazendo treinamento para triatlo passam mais tempo no banquinho do que o ciclista mediano ou alguém que vai de bicicleta para o trabalho".

Pacey acrescentou que 40 anos atrás andar de bicicleta era muito mais comum, mas não há evidência de que os homens fossem menos férteis.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/06/090629_ciclistas_infertilidade_mv.shtml

terça-feira, 9 de junho de 2009

Está comprovado: cão faz bem ao dono






Por Por Ayrton Mugnaini Jr.
/ Especial para o Yahoo! Brasil



O tema desta matéria me fez lembrar daquele sucesso do grande Lulu Santos: "Ela me encontrou/Eu tava por aí/Num estado emocional tão ruim/Me sentindo muito mal [...] Ela demonstrou tanto prazer/De estar em minha companhia/Eu experimentei uma sensação/Que até então não conhecia/De se querer bem/De se querer quem se tem/E ela me faz tão bem/E ela me faz tão bem/Que eu também quero/Fazer isso por ela..." De fato, é uma canção de amor. Mas, para mim, também é fato que ela serve de hino para as muitas pessoas cuja vida melhorou após adotarem um cão (ou, se for o caso, terem sido adotadas por ele).


Não faltam demonstrações do bem-estar que a convivência com pelo menos um cão faz ao ser humano - bem-estar não só emocional, mas também físico. Há poucas coisas melhores (pensando bem, há mesmo?) que chegar em casa e ser recepcionado por latidos de reconhecimento (é ótimo como cães "escutam" a presença do dono mesmo estando ele ainda do outro lado da rua), um rabo abanando, um cheiro na perna ou um pulo daqueles que fazem a glória de Dino, o cão-dinossauro dos Flintstones. Tem ainda a atenção que ele presta quando lhe contamos nossos problemas ou prazeres - todos conhecemos alguma história de amigo que nos ajudou muito a resolver algum percalço só de ouvir atentamente quando lho (gostou?) contamos, e o cão é ideal para esse papel.


Também não faltam provas cabais de tudo isso. Por exemplo, uma pesquisa científica feita na Suécia em 1991 e 1996 com exatamente 1649 crianças a partir de sete anos concluiu que as felizardas que possuíam animais de estimação desde o primeiro ano de vida estavam menos sujeitas a asma e rinite alérgica. Outro estudo similar feito nos EUA com 1246 crianças acompanhadas do nascimento aos 13 anos de idade concluiu em 2001 que "crianças morando em lares com um ou mais cães dentro de casa [ou seja, não simplesmente largados em quartinho ou quintal, mas realmente convivendo com os donos] desde o nascimento tiveram menos probabilidades de desenvolver respiração ofegante crônica do que as que não tinham cães dentro de casa" e "a exposição a cães na primeira infância pode prevenir o desenvolvimento de sintomas de asma, pelo menos em crianças de baixo risco sem histórico de asma na família". Outro estudo estadunidense, publicado em 1995, concluiu que "a posse de animais de estimação proporciona uma oportunidade de melhorar a saúde. Um bicho pode se tornar estímulo para fazer exercícios físicos, reduzir a ansiedade e proporcionar um foco externo de atenção.


Animais de estimação são também uma fonte de contato e conforto físico e podem reduzir a solidão e a depressão, além de proporcionar um estilo de vida interessante. Embora as provas disponíveis estejam longe de ser consistentes, pode-se concluir que, em alguns casos, relacionamentos de longo prazo com animais podem moderar variáveis fisiológicas primárias, particularmente pressão sanguínea." Agora veja o que é ainda mais interessante nesta pesquisa: "Os resultados se mostraram mais coerentes em estudos onde animais foram adotados pelos donos como parte do procedimento." Resumindo numa só frase: adotar é tudo de bom... e mais um pouco.

Obviamente, aqui no Brasil também temos mais demonstração dos benefícios que os cães nos proporcionam. Que o diga a jornalista e musicista Rosa Freitag, que mora em São Paulo com a filha (Melanie, dez anos), o marido (Mário Faria, músico e advogado), uma gatinha vira-lata apanhada na rua há dois meses e uma bela dupla de Golden Retrievers, Jackie e seu filho Johnny. "Mário sempre chega em casa do trabalho e fica feliz com a recepção sempre animada dos dois", conta Rosa. "Aliás, é só ficar dez minutos longe que eles recebem como se a pessoa estivesse desaparecida há dez anos..." Rosa lembra ainda dois outros grandes benefícios trazidos pela dupla: "Minha filha dorme tranquila sabendo que os dois cães estão montando guarda, e eu mesma tenho muita segurança graças à presença deles. E Melanie sempre fica me lembrando de comprar a ração e limpar a sujeira dos cães, e quando eu vou à pet shop ela sempre quer comprar um petiscos para eles." Isso mesmo: cães, além de sempre prontos a devolver o carinho e atenção que lhes damos, ajudam a desenvolver em seus donos mais jovens o já mencionado senso de responsabilidade - assunto de nossa próxima ocasião!

domingo, 7 de junho de 2009

Piadas foram herdadas dos gregos da mesma forma que filosofia e democracia



Pesquisadora britânica diz que humor atual vem de 2.000 anos atrás.
Ela estuda o 'Philogelos', mais antigo livro de piada de que se tem notícia.

Essa é velha: um barbeiro, um careca e um professor estão viajando juntos. Eles precisam parar para acampar à noite, e revezam a vigilância das bagagens ao longo da noite. Quando é a vez do barbeiro ficar acordado, ele fica entediado e raspa a cabeça do professor. Quando o professor é acordado para seu turno, ele sente sua cabeça e diz: “que estúpido é esse barbeiro. Ele acordou o careca no meu lugar”. Se não teve tanta graça ler essa piada hoje, é bom saber que todas as piadas que têm graça atualmente devem muito a ela, que era bem popular na Grécia de 1.600 anos atrás.

“O humor antigo, o riso, foi herdado dos antigos gregos da mesma forma como herdamos a ideia de democracia, a filosofia”, explicou, em entrevista ao G1 a pesquisadora britânica Mary Beard, que vem analisando o “Philogelos”, mais antigo livro de piadas de que se tem registro. O livro traz uma lista com 260 brincadeiras no estilo desta acima.

O "Philogelos" pode ser visto quase como um elo perdido das piadas. Ele traz o formato de piadas como as que usamos até hoje, e faz com que tenhamos uma ideia muito simples e clara do que é uma piada.

À primeira vista, era de se esperar que o tipo de piadas de 2.000 anos atrás seria muito diferente, mas não. O humor da antiguidade, disse, era muito parecido com o atual. “O humor é universal. As pessoas de todo o mundo riem das mesmas coisas. Há uma herança maior desse humor no mundo ocidental, naturalmente", diz.

Quando pensadores começaram a tentar entender o que era o humor e o que fazia as pessoas rirem, durante a Renascença, eles se voltaram para a Antiguidade Clássica, para entender a idéia de piada. "Da Renascença, herdamos a estrutura de piada como é usada no mudo ocidental atualmente, com personagens semelhantes e frases de efeito parecidas. Aprendemos com os antigos, e acabamos reproduzindo mesmo dois milênios depois.”

Mudanças


Claro que as piadas antigas não são exatamente iguais às de hoje. Não rimos de tudo o que eles achavam engraçado na época, explicou. O humor tinha liberdade para ser mais politicamente incorreto, zombando de pessoas com deficiência, por exemplo, o que praticamente não existe mais atualmente.

Um tema frequente nas piadas da época estava a questão da identidade. Havia uma grande preocupação dos antigos com ideia de saber quem eles eram, e as piadas refletem um pouco isso. "Essa preocupação não existe mais atualmente, então as piadas sobre este assunto não funcionam mais tão bem atualmente. As piadas ajudam a entender um pouco a cabeça das pessoas da época.”

Uma outra piada do livro ajuda a exemplificar isso: Dois homens se encontram depois de muito tempo sem se verem. Um deles diz: “que estranho, me disseram que você tinha morrido”, e o outro responde: “bem, você pode ver que continuo vivo”, mas o primeiro discorda e replica: “A pessoa que me disse que você morreu é muito mais confiável de que você”.

Segundo Beard, não é possível falar em evolução no humor, mas percebe-se que ele, naturalmente, passou por mudanças com o tempo. “Hoje não rimos mais de problemas de identidade, temos um maior controle com o politicamente correto. Na época, não se fazia piada sobre crianças, que á algo muito popular nas piadas modernas. Há mudanças que acompanham a cultura, as piadas refletem a mentalidade da época, mas o formato básico continua o mesmo”, disse.




http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1052225-16107,00.html

sábado, 9 de maio de 2009

Empresa britânica cria alto-falante fino e flexível como papel

Pesquisadores britânicos desenvolveram um novo tipo de alto-falante fino, leve e flexível como papel que pode tornar audíveis anúncios feitos em locais públicos como terminais rodoviários e aeroportos.

Couchman acredita que a invenção pode ser boa para locais públicos


A invenção se parece com um papel de alumínio de uso doméstico. A lâmina, com 0,25 milímetros de espessura, foi desenvolvida por técnicos da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, e os inventores esperam que ele possa ser ocultado sobre placas do forro de tetos ou no interior de veículos, pendurados na parede como quadros ou colocados em locais públicos.

Steve Couchman, diretor da Warwick Audio Technologies, que deve comercializar o produto, disse que "o som produzido pelos Flat Flexible Loudspeakers (alto-falantes planos flexíveis, FFL) pode ser direcionado diretamente para sua audiência".

"O volume e a qualidade do som não se deterioram como em alto falantes convencionais, portanto anúncios públicos como os feitos, por exemplo, em terminais de passageiros, poderiam soar mais claro e ser mais fáceis de ouvir."

Os alto falantes tradicionais funcionam convertendo um sinal elétrico em sons. Normalmente o sinal é usado para gerar um campo magnético variável que faz vibrar um cone mecânico, produzindo som.

Já o Flat Flexible Loudspeakers (FFL) vibra e produz som ao ser ativado por um sinal elétrico.

A Warwick Audio Technologies está negociando com vários parceiros comerciais e espera ver sua lâmina adaptada para uso em vários tipos de equipamento para som.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090508_speakerslaminag.shtml

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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