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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Biografia - HUBERTO ROHDEN

HUBERTO HODEN

Nasceu em Tubarão, Santa Catarina, Brasil. Fez estudos no Rio Grande do Sul. Formou-se em Ciências, Filosofia e Teologia em Universidades da Europa – Innsbruck (Áustria), Valkenburg (Holanda) e Nápoles (Itália).

De regresso ao Brasil, trabalhou como professor, conferencista e escritor. Publicou mais de 60 obras sobre ciência, filosofia e religião, editadas pela Editora Vozes (Petrópolis), União Cultural (São Paulo), Editora Globo (Porto Alegre), Livraria Freitas Bastos (Rio de Janeiro), Fundação Alvorada e outras editoras. (* Ver relação das obras). Vários livros de Huberto Hoden foram traduzidos em outras línguas, inclusive o Esperanto; alguns existem em Braile, para institutos de cegos.

Hoden não está filiado a nenhuma igreja, seita ou partido político. Fundou e dirige o movimento mundial ALVORADA, com sede em São Paulo.

De 1945 a 1946 teve uma Bolsa de estudos para Pesquisas Cientificas, na Universidade de Princeton, New Jersey (Estados Unidos), onde conviveu com Albert Einstein e lançou os alicerces para o movimento de âmbito mundial da Filosofia Univérsica , tomando por base do pensamento e da vida humana a constituição do próprio Universo, evidenciando a afinidade entre Matemática, Metafísica e Mística.

Em 1946, H. Rohden foi convidado pela American University, de Washington, D.C., para reger as cátedras de Filosofia Universal e de Religiões Comparadas, cargo esse que exerceu durante cinco anos.

Durante a última Guerra Mundial foi convidado pelo Bureau of Inter-American Affairs, de Washington, para fazer parte do corpo de tradutores das noticias de guerra, do inglês para o português. Ainda no American University, de Washington, fundou o Brazilian Center, Centro Cultural Brasileiro, com o fim de manter intercambio cultural entre o Brasil e os EE. UU., sendo então seu presidente honorário o sr. Nereu Ramos.

Na capital dos EE. UU., Rohden freqüentou, durante 3 anos, o Golden Lotus Temple, onde foi iniciado em Kiriya Yoga por Sawami Premananda, diretor hindu desse ashram.

Pelo fim de sua permanência no EE. UU., Rhoden foi convidado para fazer parte do corpo docente da nova Universidade Internacional International Christian University (ICU), de Metaka, Japão, afim de reger as cátedras de Filosofia Universal e Religiões Comparadas; mas, devido à guerra na Coréia, a Universidade japonesa não foi inaugurada e Rohden regressou ao Brasil. Em São Paulo foi nomeado professor de filosofia na Universidade Mackenzie, cargo do qual não tomou posse.

Em 1952, fundou em São Paulo a Instituição Cultural e Beneficente Alvorada, que mantém cursos permanentes, em S. Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia, sobre Filosofia Univérsica do Evangelho, e dirige Casas de Retiro Espiritual (ashrams) em diversos Estados do Brasil.

Em 1969, Huberto Rhoden empreendeu viagens de estudo e experiência espiritual pela Palestina, Egito, Índia e Nepal, realizando diversas conferencias com grupos de yoguis na Índia.

Em 1976, Rhoden foi chamado a Portugal para fazer conferencias sobre autoconhecimento e auto-realização. Em Lisboa fundou um setor do Centro de Auto-Realização Alvorada.

Ultimamente, Rhoden residia na capital de S. Paulo, onde permanecia alguns dias da semana, escrevendo e reescrevendo seus livros, nos textos definitivos. Três dias da semana costumava passá-los no ashram, em contacto com a natureza, plantando árvores, flores ou trabalhando no seu apiário modelo.

Quando estava na Capital, Rhoden freqüentava, periodicamente, a editora ALVORADA, responsável pela editoração de seus livros, dando-lhe inspiração e orientação cultural.

Fundamentalmente, toda a obra educacional e filosófica de Rhoden divide-se em quatro grandes segmentos: 1) a sede central da Instituição (Centro de Auto-Realização) em São Paulo, onde são min) o ashram, situado a 70 Km da Capital, onde são dados, periodicamente, os Retiros Espirituais, de 3 dias completos;

3) a editora Alvorada, que difunde, através de livros e cassetes, a Filosofia Univérsica;

4) um grupo de dedicados e fiéis amigos, alunos e discípulos, que trabalham na continuação e consolidação de sua obra educacional.

À zero hora do dia 7 de outubro de 1981, após longa internação em uma clinica naturista de S. Paulo, aos 87 anos, o professor Huberto Rhoden partiu deste mundo e do convívio de seus amigos e discípulos. Suas ultimas palavras, em estado consciente, foram: “Eu vim para servir a humanidade”.

Rhoden deixa, para as gerações futuras, um legado cultural e um exemplo de fé e trabalho, somente comparado aos dos grandes homens do nosso século.


Fontes de pesquisa:
http://www.comunidade-espiritual.com/groups/?id=22&link=view_topic&topic_id=9623&group_id=22
http://memoriarohden.blig.ig.com.br/imagens/rohden_jovem.jpg
http://www.cuidardoser.com.br/dicas-literarias/rohden/Foto-Rohden.gif


quarta-feira, 17 de junho de 2009

O desmatamento da Amazônia, miragem econômica para os brasileiros

LE MONDE

Jean-Pierre Langellier
No Rio de Janeiro (Brasil)


Não só o desmatamento progressivo da Amazônia tem consequências nefastas para o meio ambiente do Brasil e do planeta, como ele também não beneficia, a médio prazo, do ponto de vista econômico e humano, as populações que participam dele ou que o acompanham, ao se estabelecerem nas regiões desflorestadas. É essa a conclusão essencial de um estudo de campo conduzido por uma equipe internacional de seis pesquisadores e publicada, na sexta-feira (12), pela revista americana "Science".

Segundo os autores da pesquisa, o desflorestamento leva, em um estágio inicial, a uma melhora de vida das populações locais, que se reflete no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esse índice, adotado pela ONU, é calculado a partir de três critérios: a expectativa de vida, o nível de renda e a taxa de alfabetização.

Ele progride tão rápido quanto a média nacional brasileira, ou até mais, ao longo da fronteira do desflorestamento. Mas, à medida que essa fronteira se desloca, os progressos do desenvolvimento humano diminuem: este último encontra nas regiões já desflorestadas um nível comparável - e baixo - àquele registrado nas zonas não desflorestadas.

O desmatamento e a extensão da agricultura e da pecuária às custas da floresta atraem para a fronteira "migrantes" de toda espécie - grandes fazendeiros, pequenos "colonos", camponeses sem-terra, madeireiros, comerciantes, garimpeiros - em busca de lucro ou simplesmente de uma vida melhor. A chegada desses brasileiros, menos pobres que a população local, contribui parcialmente para os progressos do IDH. Mas muitos deles também são mais pobres e menos instruídos que a média nacional. O boom do desenvolvimento se deve então, sobretudo, à exploração dos recursos naturais, facilitada por um melhor escoamento dos produtos graças às novas estradas asfaltadas, e à implantação da rede governamental de educação e saúde.

No entanto, esses progressos são efêmeros. O IDH cai rapidamente nas localidades das regiões desflorestadas, de acordo com o declínio de produtividade das atividades econômicas causado, por exemplo, pelo esgotamento dos recursos madeireiros ou pela degradação dos pastos. O estudo lembra que, no início dos anos 1990, mais de 75% das terras desflorestadas na Amazônia eram dedicadas à pecuária, e mais de um terço já foram abandonadas.

Essa pesquisa foi realizada em 286 municípios, em estágios diversos de desmatamento, que representam a imensa maioria do território e da população amazônica. Ela termina em 2000, ano dos últimos números de recenseamento conhecidos. Conclusão do estudo: "O atual modo de desenvolvimento da Amazônia está muito longe do desejável, seja para os homens, seja para a natureza".

O que fazer? "É preciso combinar as abordagens", explica uma das autoras do estudo, Ana Rodrigues, do Centro de Ecologia Funcional e Evolutiva no CNRS de Montpellier. "Valorizar mais as regiões desflorestadas. E, sobretudo, reduzir o desmatamento, promover o reflorestamento nas zonas degradadas, incentivar as populações florestais a conduzirem atividades de desenvolvimento sustentável". Por exemplo, remunerando os serviços voltados ao ecossistema pelos habitantes da floresta, como se começa a fazer no Brasil.

Lista de multinacionais
Em um relatório recente, o Greenpeace destacou que a pecuária intensiva de bovinos é responsável por 80% do desflorestamento. Segundo a organização ecologista, "no decorrer dos últimos anos, um hectare de floresta foi destruído a cada 18 segundos em média pelos criadores de gado". O Brasil se tornou o principal exportador de carne bovina, com um terço da tonelagem mundial.

O Greenpeace critica o governo por incentivar a pecuária, ao ajudar financeiramente as grandes empresas do setor e fechar os olhos para as explorações ilegais. Ele cita uma longa lista de multinacionais, compradoras de produtos provenientes de explorações envolvidas no desflorestamento ilícito.

Um intenso debate opõe atualmente ecologistas e exploradores rurais a respeito de um projeto de lei prestes a ser votado sobre a regularização fundiária na Amazônia. Em princípio - dar uma garantia jurídica aos agricultores, especialmente os mais vulneráveis - , o texto obtém unanimidade em seu favor.

Mas os ecologistas, que têm o apoio do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acusam os parlamentares de terem distorcido o projeto ao introduzirem diversas cláusulas consideradas favoráveis demais ao agronegócio. O ministro espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decida em seu favor.

Tradução: Lana Lim

fonte:http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2009/06/16/ult580u3761.jhtm

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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