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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Pare de fumar... fumando!


29 Mai 2009 18:24


Calêndula, camomila, jasmim, menta, rosas, sálvia, tabaco orgânico natural e a promessa de parar de fumar. Esse é o Kumbayá, um cigarro natureba que ajuda as pessoas a largarem o vício do fumo.

A composição do cigarro tem “apenas” 20% de tabaco natural, o que significa que seu processo de fabricação não inclui nenhum aditivo ou banho químico. O fumante sente, de leve, o gosto do tabaco e já sacia a necessidade química que criou no organismo. Assim, pouco a pouco, pode se libertar do vício.

Mas o produto - claro!! - não faz milagre. Segundo os fabricantes, se o consumidor estiver realmente disposto a parar de fumar, esta é uma alternativa interessante. Caso contrário, só vai trocar de vício.

No verso do pacote, inclusive, há um aviso: “Para aqueles que já foram fumantes e não fumam mais, não recomendamos o uso do Kumbayá. Há riscos de vivenciar novamente o ‘prazer’ do cigarro e voltar ao antigo vício”.

Então, às vésperas do Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio, a gente pergunta: para aqueles que, realmente, querem largar o cigarro, pequenas doses de tabaco - como as do cigarrinho de ervas - funcionam ou é melhor cortar logo o mal pela raiz?

* As ervas do Kumbayá são vendidas em um pacotinho, a R$ 8, na Morada da Floresta e, também, na Ultra Eco e no Espaço Luzeiro. Aí, cabe ao consumidor enrolar o próprio cigarro, com papel específico, vendido nas mesmas lojas.

Fonte: Planeta Sustentável

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/

Cigarros sem fumaça e alcatrão têm problemas de regulamentação nos EUA


THE NEW YORK TIME

Katie Zezima
Em Fall River, Massachusetts

Durante 34 anos como fumante, Carolyn Smeaton tentou inúmeras formas de reduzir seu vício de três maços por dia, incluindo adesivos de nicotina, chiclete de nicotina e um medicamento prescrito. Mas os auxílios para parar de fumar sempre fracassaram.

Então, após assistir a um comercial de TV em sua casa aqui, Smeaton experimentou um cigarro eletrônico, que alegava ser uma forma menos perigosa de alimentar seu vício. O dispositivo movido a pilha que ela comprou online fornece uma dose sem odor de nicotina e sabor sem o alcatrão e aditivos, além de produzir um vapor quase idêntico em aparência à fumaça do tabaco.

"Eu sinto que isto pode salvar minha vida", disse Smeaton, 47 anos, que já reduziu seu fumo de tabaco para um maço e meio por dia, complementado pelo cigarro eletrônico.

Esse cigarro eletrônico não regulamentado e virtualmente não testado não impede milhares de fumantes de procurarem quiosques em shoppings e a internet para comprá-los. E por não produzirem fumaça, eles podem ser usados no local de trabalho, restaurantes e aeroportos. Um distribuidor até mesmo se chama Smoking Everywhere (fumando em todo lugar).

A reação das autoridades médicas e grupos antitabagismo varia de pedidos de teste e ceticismo até total hostilidade. Os oponentes dizem que as alegações de segurança são mais rumores do que outra coisa, já que os componentes dos cigarros eletrônicos nunca tiveram sua segurança testada.

De fato, a Food and Drug Administration (FDA, agência americana de controle de alimentos e medicamentos) já negou a entrada de dezenas de carregamentos de cigarros eletrônicos que chegam ao país, a maioria da China, a principal fabricante deles, onde a produção teve início há cerca de cinco anos. A FDA agiu de forma semelhante em 1989, impedindo a entrada de uma versão anterior, menos atraente, os cigarros sem fumaça.

"Eles parecem ser produtos não aprovados de drogas", disse Karen Riley, uma porta-voz da agência, "e na condição de produtos não aprovados, eles não podem entrar nos Estados Unidos".

Mas um número suficiente de cigarros eletrônicos entrou no país, a ponto de continuarem proliferando online e nos shoppings.

Por cerca de US$ 100 a US$ 150, um usuário pode comprar um kit que inclui um cigarro a pilha e cartuchos substituíveis que geralmente contêm nicotina (apesar dos cartuchos poderem ser comprados sem ela), aromatizante e propileno glicol, um líquido que evapora, produzindo o vapor que parece fumaça. Quando o usuário inala, um sensor aquece o cartucho. Os sabores incluem tabaco, mentol e cereja, e os níveis de nicotina variam de cartucho a cartucho.

O propileno glicol é usado em anticongelantes e também para criar fumaça ou névoa artificial em produções teatrais. A FDA o reconhece como um aditivo "geralmente reconhecido como seguro" para uso em alimentos. Mas quando perguntado se inalá-lo era seguro, o dr. Richard D. Hurt, diretor do Centro de Dependência em Nicotina da Clínica Mayo, disse: "Eu acho que não, mas não sei ao certo se alguém sabe com certeza."

As autoridades de saúde pública também temem que os sabores de fruta dos aparelhos, sua novidade e acesso fácil possam atrair as crianças.

"Parece um cigarro e é comercializado como um cigarro", disse Jonathan P. Winickoff, um professor associado do Hospital Geral de Massachusetts para Crianças e presidente do Consórcio de Tabaco da Academia Americana de Pediatria. "Não há nada que impeça os jovens de se viciarem em nicotina."

A venda e uso de cigarros eletrônicos já são ilegais com base em segurança na Austrália e em Hong Kong, e alguns outros países os regulamentam como dispositivos medicinais ou proíbem sua publicidade. Até o momento, os Estados Unidos têm se concentrado apenas em barrá-los na fronteira, apesar do senador Frank R. Lautenberg, democrata de Nova Jersey, ter pedido para a agência de drogas retirá-los do mercado até que sejam testados.

Os distribuidores dos cigarros eletrônicos temem que um projeto de lei que está tramitando no Congresso e dá à FDA a autoridade para regular o tabaco, possa ser usado pela agência para tirá-los do mercado.

O único estudo americano dos cigarros eletrônicos, em andamento na Virginia Commonwealth University e financiado pelo Instituto Nacional do Câncer, lida não com as questões de segurança levantadas pelo uso do propileno glicol, mas sim com a quantidade de nicotina processada pelos corpos dos usuários dos produtos.

Outro estudo, conduzido neste ano pela Universidade de Auckland, Nova Zelândia, e financiada pela Ruyan, uma empresa de cigarro eletrônico, mostra que os usuários costumam receber 10% a 18% da dose de nicotina de um cigarro de tabaco.

A Smoking Everywhere, uma distribuidora de cigarros eletrônicos com sede na Flórida, processou a FDA em 28 de abril, argumentando que a agência não tem jurisdição para impedir a importação dos dispositivos.

"A FDA tem poder para regular a goma de mascar Nicorette e semelhantes, porque são comercializados como produtos para parar de fumar", disse Kip Schwartz, um advogado da Smoking Everywhere. Mas a empresa diz que seus dispositivos são um cigarro alternativo para desfrute de adultos e não alega que ajuda os fumantes a parar de fumar, acrescentou Schwartz.

Matt Salmon, um porta-voz da Associação do Cigarro Eletrônico, que representa seis distribuidores, disse que os cigarros eletrônicos apenas oferecem uma mistura de nicotina e vapor de água que não emite carcinógenos. A associação se recusou a fornecer números de vendas, mas disse que "centenas de milhares" de pessoas usaram os produtos e que a idade média dos usuários é na faixa dos 40 anos.

"É uma alternativa realmente boa para pessoas que fumam tabaco", disse Salmon.

Edwin Schwab, que deixou de fumar cigarros comuns no ano passado após experimentar o cigarro eletrônico, gosta tanto deles que começou a vendê-los em um quiosque de shopping em Providence, Rhode Island.

Schwab levou consigo seu cigarro eletrônico quando saiu certa noite, ele disse, "e quando todos estavam fumando do lado de fora no frio, eu apenas permaneci no bar aconchegante, fumando".

Tradução: George El Khouri Andolfato

FONTE:http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/06/02/ult574u9400.jhtm

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fumantes de terceira mão - Pesquisadores alertam que os perigos do cigarro permanecem mesmo depois de ele ter sido apagado

por Coco Ballantyne

Você já deve ter se sentido o cheiro da fumaça de cigarro que impregna os cabelos e roupas de fumantes próximos a você, ou talvez tenha entrado em um elevador e se perguntado por que o ambiente estava cheirando a cigarro, se não havia ninguém fumando por perto. Bem-vindo ao mundo do fumo de terceira mão.
“Esse efeito residual do cigarro consiste na contaminação provocada pela fumaça de tabaco, que permanece depois de o cigarro ter sido apagado”, explica Jonathan Winickoff, pediatra do Centro de Câncer Dana-Farber/Harvard, em Boston, e autor de uma pesquisa sobre o novo fenômeno, publicada no periódico Pediatrics.

Segundo o estudo, uma grande parcela da população, especialmente os fumantes, ignora que o fumo de terceira mão ─ a combinação de toxinas que adere por horas ou mesmo dias a carpetes, sofás, tecidos e outros objetos, em ambientes freqüentados por fumantes ─ é prejudicial à saúde de bebês e crianças. Dos 1.500 fumantes e não-fumantes monitorados por Winickoff, a grande maioria concordou quanto aos perigos do fumo passivo. Mas, ao serem questionados se concordavam com a afirmação: “Respirar hoje, em um local onde alguém fumou ontem, pode ser prejudicial à saúde?”, somente 65% dos não-fumantes e 43% dos fumantes responderam afirmativamente.

O termo cunhado pela equipe de Winickoff ─ é um conceito relativamente novo, mas a preocupação com esse tipo de efeito é bastante antiga, embora somente há pouco tempo tenham surgido os primeiros estudos. Segundo Stanton Glantz, diretor do Centro de Pesquisa e Educação para o Controle do Tabaco, da University of California, em São Francisco, “o nível de toxicidade na fumaça do cigarro é astronômico, se comparado a outras toxinas ambientais, como as partículas expelidas pelo escapamento de veículos”. Entretanto, Glantz ressalta que desconhece qualquer estudo relacionando o fumo de terceira mão a doenças, como acontece com o fumo passivo.
O fumo de terceira mão inclui tudo o que sobra depois da fumaça visível ─ que leva ao fumo passivo ─ ter se dissipado no ar. São as toxinas do tabaco que se acumulam nas superfícies com o tempo: um cigarro reveste as paredes de um cômodo qualquer com uma camada dessas toxinas; um segundo cigarro adiciona mais uma camada e assim por diante. Não é possível quantificar esse resíduo, pois depende do tamanho do ambiente. Em lugares pequenos, como um carro, o depósito é muito maior. Na verdade, os próprios fumantes estão contaminados e são fontes de emissão de toxinas.

O relatório de 2006 do U.S. Surgeon General adverte que não há exposição ao tabaco sem riscos. Na fumaça do cigarro, estão presentes 250 toxinas. O componente mais perigoso da fumaça de cigarro é o cianeto, usado em armas químicas que e interfere na liberação de oxigênio para os tecidos. Outros componentes perigosos são o arsênico, um veneno utilizado para matar ratos, e o chumbo.

Em crianças os efeitos são mais graves. O cérebro em desenvolvimento é particularmente sensível aos níveis de toxinas. Bebês e crianças estão mais próximos do chão e de outras superfícies onde as toxinas se depositam, por isso estão mais expostos à contaminação.

As crianças ingerem duas vezes mais poeira que os adultos por causa da respiração mais rápida e do constante contato com superfícies empoeiradas. Considerando que um adulto pesa 70 kg, por exemplo, e um bebê, 7 kg, crianças e bebês estão sujeitos a uma exposição 20 vezes maior que um adulto.

Estudos em camundongos sugerem que a exposição à toxina do tabaco é a principal causa da síndrome de morte súbita infantil, provavelmente provocada por insuficiência respiratória.

Este estudo sugere que para proteger a saúde de seus próprios filhos, os fumantes precisam abandonar o vício, e os não-fumantes precisam a ajudá-los nessa tarefa.

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/fumantes_de_terceira_mao.html

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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