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sexta-feira, 12 de março de 2010

Da farmácia para a mesa


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Muitos alimentos já tiveram fama de curar doenças. Com o passar do tempo, alguns se mostraram bem menos milagrosos

por Flávia Pinho

Azeite contra a dor de ouvido

Até bem pouco tempo atrás, o azeite era considerado um santo remédio para dor de ouvido: bastava pingar algumas gotas quentes. São crenças que ainda sobrevivem na medicina popular em várias partes do mundo. "Os camponeses da Toscana até hoje usam o azeite para reduzir as irritações produzidas por urtigas e curar machucaduras", afirma o italiano Luciano Percussi no livro Azeite - Histórias e Receitas. Muito antes, desde a Idade Média, era usado como isolante contra o frio. As mães chegavam a untar a pele dos bebês nos dias mais gelados.

Chás etílicos

Os árabes é que descobriram o álcool proveniente da cana. "Eles inventaram o alambique", afirma o historiador Ricardo Maranhão, da Universidade de Gastronomia Anhembi-Morumbi. A princípio, a bebida era usada para diluir os medicamentos, que não passavam de infusões ou chás misturados. No Rio de Janeiro do século 19, essas beberagens ainda eram vendidas nas boticas, que faziam as vezes de mercearias. O povo ia até lá para fazer compras, aproveitava para dar uma bicadinha na bebida ali mesmo, no balcão... e assim nasceu o botequim.

Soja, só fermentada

Cinco mil anos atrás, os chineses já consideravam a soja um grão sagrado, ao lado do arroz, do trigo, da cevada e do milheto (variedade de milho de grãos miúdos). Mas isso dependia de como ela era preparada. Os médicos aprovavam os grãos fermentados, como aparecem no shoyu e no missô. Já a versão crua ou cozida era tida como perigosamente prejudicial. Não é que eles tinham razão? Hoje se sabe que a soja contém uma série de fatores que dificultam a digestão e impedem a absorção de nutrientes, fatores neutralizados pela fermentação.

Batata para voar

Para os incas, a batata significava vida, e não por acaso: poucos alimentos vingavam a mais de 3500 metros acima do mar. Os colonizadores espanhóis não compraram a ideia. Até levaram algumas amostras para a Europa, mas as plantas não passaram dos jardins. "Seu maior crime era pertencer à família das belladonas, que contém uma substância para se fazerem unguentos e, acreditava-se, dava às bruxas o poder de voar", afirma a crítica Danusia Barbara no livro Batata. Dizia-se também que o tubérculo propagava tuberculose, raquitismo, sífilis e luxúria.

A força do espinafre

Lembra a receita de força do Popeye? Pois o personagem foi criado no finzinho da década de 20, ainda em quadrinhos, no embalo da fama que o espinafre já tinha: a de ser um alimento capaz de fortelecer qualquer fracote. "O objetivo da história era lançar o espinafre enlatado", afirma Ricardo Maranhão. Esse superpoder, porém, já não convence ninguém. Apesar de ser riquíssima em ferro, a verdura contém oxalato, substância que inibe a absorção do nutriente pelo organismo.

Doce para a fraqueza

O açúcar passou a fazer parte das receitas culinárias por volta do século 15, quando os portugueses investiram pesado no plantio da cana em suas colônias. Antes disso, era muito caro - e não servia para adoçar bebidas e alimentos, tarefa que cabia ao mel. "O açúcar era utilizado somente para tratar doenças ligadas à fraqueza. Na Antiguidade, acreditava-se que a saúde dependia do equilíbrio de elementos quente, frio, úmido e seco do organismo, e o açúcar era o componente quente e energético", diz Ricardo Maranhão.

Refrigerante de botica

Muito se especula a respeito da Coca-Cola: que desentope pia, que bronzeia, que espanta o sono... Uma dessas histórias é verdadeira: a bebida de fato nasceu para ser vendida em farmácia. O inventor era um farmacêutico, o americano John Pemberton (1831-1888), de Atlanta. Em 1886, ele pesquisava a cura para dores de cabeça e chegou a uma fórmula escura e espessa. Levado à Jacob’s Pharmacy, o xarope foi misturado a água gasosa e oferecido aos clientes, pela primeira vez, no dia 8 de maio - o copo de 237 ml custava 5 centavos de dólar. Logo a farmácia vendia nove copos diários.

http://historia.abril.com.br/alimentacao/farmacia-mesa-518176.shtml


segunda-feira, 6 de julho de 2009

O que são os triglicérides?


Entenda o que são os triglicérides

Ter um estilo de vida saudável é a primeira regra para manter em equilíbrio esse vilão que, em conjunto com o colesterol, pode trazer sérios danos ao organismo.

O que é triglicéride?


É um tipo de gordura produzido pelo organismo e, também, pelos alimentos que consumimos, cujo nível elevado pode causar problemas cardiovasculares. A sua análise leva em conta a taxa de colesterol. Se a fração HDL, considerado o colesterol protetor, se mostra baixa e o triglicéride elevado, o risco coronariano é grande. Se o valor do triglicéride está alto e o HDL também, o risco é menor.


Há semelhança entre ele e o colesterol?

Os dois armazenam gordura no organismo que, em excesso, começa a ser depositada principalmente na região do abdômen. É por isso que a circunferência abdominal passou a ser determinante na análise de risco cardiovascular.


Qual é o índice normal?


Perto de 150. Acima disso se recomenda evitar o consumo de massas, açúcar e álcool, bem como perder peso.


Excesso de peso pode provocar um aumento no nível?


Há prevalência de triglicéride elevado em pessoas com sobrepeso. Mas isso não é regra, pois existem “gordinhos” cujo índice se mantém normal.


Quando esta gordura está normal, o risco de problemas cardíacos persiste?


Sim. Os distúrbios coronarianos são causados por vários fatores e dependem também da quantidade de estresse, da carga genética, do nível de açúcar no sangue, da pressão arterial, etc.


Existe risco para doenças do coração em pessoas com taxa dentro do padrão?


Os médicos nunca avaliam o índice de triglicéride sozinho. É preciso ficar atento a um grupo de fatores e identificar a faixa de risco que a pessoa está, de acordo com a idade, taxas de colesterol e triglicéride, glicemia, pressão arterial, se é fumante, se tem diabetes.


As mulheres são mais atingidas?


Depende da faixa etária. Até a menopausa elas têm uma certa proteção hormonal para o desenvolvimento de doenças do coração, enquanto os homens, não. Porém, depois dessa fase, a chance de complicações é maior no sexo feminino. Comparado à mulher, o risco cardíaco no homem aumenta com a idade, o sobrepeso, o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas.


A alimentação é a grande vilã?


Não. Os alimentos colaboram com cerca de 30%. O resto é gerado por distúrbio do próprio organismo.


O que precisa ser eliminado da dieta para contornar o problema?


Só o álcool. Porém os carboidratos de um modo geral (arroz, massas, biscoitos e pães, feitos com farinha branca) e os açúcares (doces) devem ser reduzidos.


Atividade física é importante?


Os exercícios são a melhor maneira de baixar o índice de colesterol e triglicéride. Os mais recomendados são os aeróbicos, porque melhoram a irrigação muscular e a resistência a um hormônio chamado insulina, que interfere em todo esse metabolismo de gordura.

Qual é o tratamento indicado?


Não basta tomar remédio. O mais importante é ter um estilo de vida saudável: controlar a dieta e praticar atividade física com regularidade. Feito isso é preciso averiguar a quantidade de sono desse paciente. Se ele esta dormindo mal, deve fazer uma terapia para ter sono com qualidade.


Fonte: Dieta Já

Edição: F.C.
08.10.2007

http://humanasaude.com.br/novo/materias/2/entenda-o-que-s-o-os-triglic-rides_3552.html

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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