Seguidores

Mostrando postagens com marcador mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mundo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Por dentro do arraial

Por dentro do arraial
Descubra a origem e curiosidades sobre a festa junina



Quadrilha, estalinho, fogueira, casamento na roça... O que isso lembra? Festa junina! Mas você sabe como surgiu essa festividade e por que ela ocorre em junho?
A origem da festa junina, acredite!, está ligada a celebrações feitas por povos antigos, como os persas e os egípcios. Em 21 de junho, eles festejavam o solstício de verão: o dia mais longo do ano no hemisfério norte. Acendiam fogueiras para livrar as plantações dos maus espíritos e atrair fertilidade para as colheitas. Um costume que, no século 4, foi adaptado pela Igreja Católica à sua tradição. Surgia, assim, a festa Joanina, em homenagem a São João Batista, que nasceu em 24 de junho. “No Brasil, os festejos juninos tiveram início no período colonial, pois foram os portugueses que trouxeram essa celebração para o país”, conta Patrícia Raffaini, da Universidade de São Paulo. A festa passou a se chamar junina e, hoje, é parte da cultura popular.

No Brasil e no mundo

As características da festa de São João estão muito ligadas à roça e à figura do caipira, pois desde o início esse festejo esteve relacionado à natureza, ao cultivo e às colheitas. No entanto, em muitas regiões do Norte e Nordeste, as festividades juninas têm ganhado uma dimensão que vai além da simples celebração popular. “Em algumas cidades, a comemoração ganha ares de carnaval carioca. Isso quer dizer que, hoje em dia, é algo organizado pelas prefeituras, com premiações para os melhores grupos, o que acaba modificando a própria festa”, conta Patrícia Raffaini.

Em Campina Grande, na Paraíba, por exemplo, a festa junina tem o nome de “O maior São João do mundo”. Já em Fortaleza, no Ceará, há um encontro de quadrilhas, em que as equipes apresentam roupas e coreografias incrementadas para concorrer a prêmios em dinheiro.

Mas se você acha que festas juninas só existem no Brasil, saiba que elas também são comuns na Europa. A Suécia, por exemplo, é o país europeu que mais comemora o São João. Assim como no nosso país, a festa tem como tema a tradição rural. Há músicas e comidas típicas, feitas com batatas e morangos. Quem diria, não é?
Olha o caminho da roça!

A quadrilha surgiu por volta dos séculos 13 e 14, na Inglaterra. Essa dança foi adotada pelos franceses e passou a fazer parte dos bailes nobres. No Brasil, a quadrilha chegou em 1808, com a corte de D. João VI.


Júlia Faria
Ciência Hoje das Crianças
23/06/2009

fonte:http://cienciahoje.uol.com.br/147854

sábado, 6 de junho de 2009

Budismo se divide em várias escolas ao redor do mundo


Quando nasceu, como príncipe em uma família rica de Kapikvastri, na fronteira entre Nepal e Índia, Buda foi chamado oficialmente de Sidarta Gautama. O líder religioso viveu aproximadamente entre 566 e 486 a.C

Sidarta significa "aquele que alcançou seu objetivo chegando ao esclarecimento".
Desiludido com seu estilo de vida e após ter se casado e ter tido um filho, ele saiu de casa e adotou um modo de vida peregrino e ascético para buscar respostas para seus questionamentos sobre espiritualidade.


Questionamentos

Ao sair de casa, viu pela primeira vez um homem velho, um doente e um morto. Isto o perturbou, e ele concluiu que envelhecer, adoecer ou morrer eram coisas inevitáveis.

Sidarta também viu um monge e interpretou isso como um sinal de que ele deveria abandonar a vida protegida na família real para se tornar um sem-teto santificado.

As suas peregrinações lhe mostraram o sofrimento do mundo.

Buda tinha muitos questionamentos e queria encontrar uma maneira de escapar da morte, da velhice e do sofrimento. Procurou ajuda de religiosos, mas nenhum deles poderia lhe dar uma resposta.

Uma vida de auto-negação

Sidarta acabou encontrando um religioso indiano que lhe disse que era preciso viver uma vida de disciplina e auto-negação.

Ele também começou a meditar, mas achou que até mesmo o mais alto nível de meditação não era o suficiente.

A partir de então, Buda passou a viver uma vida de extrema reprovação dos prazeres do corpo por seis anos, mas isso também não o satisfez. Sua maior preocupação era o sofrimento do mundo.

Ainda insatisfeito, Buda viveu uma experiência única. Sentado embaixo de uma árvore às margens do rio Nairanjana, no norte da Índia, ele recebeu uma revelação, conhecida como bodi, de acordo com o nome da árvore, também conhecida como árvore do esclarecimento.

No local, foi construído mais tarde o tempo Mahabodi, até hoje um local de peregrinação para os budistas.

De acordo com a tradição budista, Brahman, rei dos deuses, pediu a Buda que levasse essa mensagem e ensinamento a outras pessoas.
Dessa forma, acredita-se que tenha surgido a roda do ensinamento, em vez de adorar um deus ou vários, os centros budistas em todo o mundo valorizam a importância do estudo e do dharma, um estilo correto de vida. Buda ensinou 45 anos de sua vida e arrebanhou vários discípulos.

Até sua morte, aos 80 anos, ele já havia conquistado seguidores e formado uma comunidade significativa.


Fiéis reunidos em um templo budista em Taiwan

Escolas do Budismo

Theravada ou Budismo do sul

As escrituras desta corrente budista estão preservada em Pali, uma língua antiga da Índia, próxima do sânscrito.

Comparada às demais tradições budistas é mais semelhante na doutrina e na prática do budismo primitivo que existiu antes do começo da era cristã, na Índia.

Esta corrente é seguida por cerca de 100 milhões de pessoa em Sri Lanka, Tailândia, Mianmar ou Birmânia, Camboja e Laos.

Mahayana ou Budismo oriental

As escrituras dessa corrente budista, que é muito diversa, estão preservadas em chinês. O budismo mahayana coexistiu com o confucianismo, taoísmo, xintoísmo, e comunismo.


Templo budista na China

É encontrada na Coréia, China, Japão e Vietnã. Ainda é uma religião importante para cerca de 500 mil a 1 milhão de pessoas.

Budismo no norte ou tibetano

Os textos antigos desta religião são encontrados no Tibete e apesar de sua vasta abrangência sobre o budismo mahayana, orienta-se especificamente pelo budismo tântrico.

É seguido por cerca de 10 a 20 milhões de pessoas no Tibete e na Mongólia e em partes do Nepal e da Índia himalaia.

A adoração a Buda

Os budistas podem adorar Buda tanto em casa como no templo.

A congregação no templo com outros budistas não é considerada essencial à prática da fé. Em casa, os budistas costumam separar um quarto, ou parte de um cômodo para construir o santuário ou altar, onde são colocados uma estátua de Buda, velas e incenso.


Devota oferece velas, flores de lótus e incenso

Os templos budistas podem ser construídos em vários formatos, os mais conhecidos são os pagodas da China e do Japão.

Um outro estilo de templo é o Stupa, que é construído de pedra sobre o que se acredita serem relíquias de Buda ou cópias de seus ensinamentos.

Os templos budistas são construídos para sinalizar cinco elementos: fogo, ar, terra (simbolizada na base quadrada), água e sabedoria (simbolizada pelo pináculo do topo).

Todos os templos contêm a imagem ou estátua de Buda.

Livros sagrados

Há várias coleções dos ensinamentos budistas, geralmente específico a regiões geográficas, consideradas importantes.

Somado ao cânone, escrito em pali, há ainda as sutras contendo ensinamentos avançado de Buda, guardados por budistas Mahayana.

Os principais símbolos do budismo são: vitórias-régias, a roda da vida, imagens de Buda e mapas de mandalas simbólicas, expressando a forma concentrada, a natureza dos universos budistas.

Resumo dos ensinamentos de Buda

Carma: ações têm conseqüências, a vida está condicionada a ações passadas.

Reencarnação: a consciência permanece após a morte do corpo e toma forma em uma nova vida

Libertação do carma: seguindo os conselhos de Buda, escapa-se do ciclo de ansiedade e sofrimento

Esclarecimento: o objetivo mais alto na vida é alcançar o esclarecimento, um estado de espírito que vai além do sofrimento

Dharma: ensinamento e portanto o caminho para o nirvana.


O centro da doutrina budista

As quatro verdades nobres do budismo são:

1- A vida é repleta de sofrimento

O budista entende que a tendência humana é de evitar encarar as verdades difíceis da vida e isso, por sua vez, levaria ao sofrimento.

2- Os sofrimentos seriam causados pela ambição do ser humano

3- O sofrimento pode ser apagado

O budismo acredita que a meditação pode levar paz à mente e assim o ser humano consegue se deparar com a realidade e vencer a ansiedade, o ódio e o sofrimento.

4- A maneira para acabar com o sofrimento seria o caminho do meio.

Festas budistas

Os feriados são parte importante do budismo.

Wesak

Este é o mais importante e é comemorado em maio, data do aniversário de Buda. Para budistas theravada, o wesak marca ainda o nascimento, esclarecimento e morte de Buda.

Os theravadas visitam os templos e dão presentes aos monges. Os budistas decoram as casas e os templos. Na Tailândia confecciona-se lanternas especiais de papel e madeira.

O dia de dharma marca o começo do ministério de Buda.

O dia de sangha comemora a comunidade espiritual budista.

Já o dia de paranirvana marca a morte de Buda em 486a.C.


fonte: BBC

www.misteriosantigos.com

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

postagem e comentário