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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Envenenamento – Crime Ambiental


Os envenenamentos lideram o “ranking” de mortes abruptas e os animais de pequeno porte são mais vulneráveis a esse tipo perigos

Envenenamentos são ocorrências comuns nas clínicas veterinárias. Os gatos sofrem mais com envenenamentos, propositais ou não. No entanto, as clínicas recebem mais casos de cães envenenados.

A veterinária Renata Sardito, da clínica CPNA – Centro de Planejamento de Natalidade Animal, em São Paulo, explica: “Os gatos são mais atingidos por toda forma de violência e não é diferente no caso dos venenos. Mas, apesar disso, os cães vêm em maior quantidade à clínica para atendimento emergencial, porque os gatos costumam passear sozinhos, acabam ingerindo veneno fora de casa e morrendo sem socorro. Enquanto que os cães, normalmente, são envenenados no próprio quintal de casa ou nos passeios com o proprietário, facilitando a descoberta do envenenamento.”

Mortes por envenenamento lideram o “ranking” de mortes abruptas, seguidos por mortes por atropelamento. Os envenenamentos mais comuns acontecem com rodenticidas anticoagulantes, os mata-ratos e com estricnina.

“Através dos sintomas é possível ter uma ideia do veneno usado. Por exemplo: com rodenticidas anticoagulantes, o animal tem hemorragia, as mucosas ficam pálidas, ocorre letargia e depressão. Com a estricnina ocorrem convulsões, rigidez muscular, taquicardia, hipertermia, apneia e vômito”, diz Renata.

No Brasil, uma portaria de 1980 proíbe produtos contendo estricnina, que figura na lista da Anvisa de substâncias proscritas no país. No entanto, há locais que comercializam o veneno ilegalmente.
Nos envenenamentos por inseticidas, os sintomas são salivação, lacrimação, diarreia, vômito, constrição das pupilas, contrações musculares, respiração asmática, convulsões e coma.

Outras substâncias que os proprietários podem considerar inofensivas também são culpadas por intoxicações de pequenos animais: remédios de uso humano; aspirina, mertiolate e água boricada, por exemplo. Sprays e inseticidas, desinfetantes, ceras e outros produtos de limpeza usados em casa podem também intoxicar o animal. Além disso, muitos proprietários ainda medicam seus animais com produtos de uso humano.

A veterinária relata um caso marcante que atendeu, em que o animal foi envenenado com chumbo e outro rodenticida anticoagulante, conforme verificou através da necropsia. “A pessoa que o envenenou provavelmente não sabia que ‘chumbinho’ é o nome popular de um tipo de veneno; e não o chumbinho usado como munição”, diz ela.

O chumbinho ou veneno 1080 é um dos venenos mais conhecidos pelo público, à base de estricnina. Muito utilizado no combate aos ratos, o monofluoracetato de sódio é considerado o mais perigoso do mundo porque não tem cor, cheiro ou sabor; é altamente solúvel em água e facilmente absorvido pela pele. Não há nenhum antídoto conhecido e uma colher de chá do veneno pode matar até 100 pessoas adultas.

A morte provocada pelo 1080 é difícil de determinar já que os sintomas se parecem com aqueles de um ataque cardíaco. Os sintomas aparecem cerca de 30 minutos após a exposição ao produto e a morte pode acontecer entre duas e sete horas. Vale ressaltar que o chumbinho pode ter várias composições, além das citadas acima, de acordo com a região do país em que é encontrado.

O chumbinho não mata apenas o animal envenenado, mas também os outros que estiverem dentro da sua cadeia alimentar. No Brasil, são registradas cerca de 200 mortes de crianças causadas pelo chumbinho por ano.

Envenenamentos provocados por mais de um tipo de veneno são uma prática comum, o que dificulta o socorro rápido. “Às vezes, os ‘agressores’ misturam dois ou mais venenos diferentes em uma mesma isca. O animal começa a ter vários sintomas, dificultando a identificação dos venenos. Neste caso eu costumo usar todos os antídotos juntos”, reforça a veterinária.

O envenenamento de animais está previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605, de 13/02/98). O artigo 32 da lei diz que é considerado crime ambiental “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. A pena prevista é detenção de três meses a um ano e multa.

Agradecimentos a Renata Sanita Ardito, médica veterinária do CPNA (Centro de Planejamento de Natalidade Animal) especializada em esterilização.





FONTE:http://www.pequenoscaes.com.br/envenenamento.php

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mundo animal: Cores ao vivo

A exuberância das cores no reino animal tem muito a ver com a sobrevivência das espécies. Para algumas delas, o colorido é um verdadeiro código de sinais.




Por Roberto Muylaert Tinoco

Azul-esverdeado ou verde-azulado? Muita gente optaria pela primeira forma e o mesmo ocorreria com um cientista que estivesse descrevendo, por exemplo, uma nova espécie de besouro colorido. Isso porque a visão humana é particularmente sensível a um determinado comprimento de onda luminosa que se convencionou chamar azul-esverdeado. Mas o que enxergaria o próprio besouro ao olhar para um companheiro da mesma espécie? Esse é um dos problemas com que se deparam os estudiosos do comportamento animal. Pois ainda é muito pouco o que se sabe a respeito da visão cromática dos animais -- e esse desconhecimento tem colocado em xeque muitas antigas suposições sobre o uso que eles fazem de seus surpreendentes coloridos.

Um animal, uma planta ou mesmo qualquer objeto que vemos como “colorido” possui uma superfície capaz de refletir ou emitir ondas eletromagnéticas dentro de certas variações. Os limites para essas variações são ditados pelos próprios comprimentos das ondas. Estas, se forem demasiadamente longas ou, ao contrário, muito curtas, deixarão de estimular a retina humana e, em conseqüência, o sistema nervoso, tornando impossível perceber a “cor”. As diferentes nuances das cores são produzidas por variações no tamanho e na freqüência de radiações eletromagnéticas com um comprimento de onda inferior a um micrômetro (a milésima parte de um milímetro). A percepção das cores principia com o estímulo proporcionado pelas ondas de 0,39 micrômetro (o violeta) e termina na faixa de 0,78 micrômetro (o vermelho). Tanto as ondas mais longas que o vermelho (infravermelho) como as mais curtas que o violeta (ultravioleta) não são percebidas como cor. São, portanto, invisíveis para a vista humana e a da maioria dos animais.

O austríaco Karl von Frisch, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1973, estudou a percepção das cores nas abelhas, descobrindo que esses insetos são particularmente atraídos por uma forma semelhante à cruz de Malta (aquela das caravelas portuguesas). Intrigado, descobriu que, banhando certas flores na luz ultravioleta, esse desenho invisível para os homens aparecia. As abelhas e também as formigas possuem sistemas óticos que ultrapassam, portanto, os limites da visão humana. Elas captam o ultravioleta, embora sejam absolutamente cegas para o vermelho. Conhecendo a faixa de visão de certos insetos, foi possível criar uma lâmpada, usada nas varandas das casas e nas fazendas, que não atrai os insetos que normalmente procuram a luz -- a cor dessas lâmpadas para eles é invisível, ou seja, não podem saber quando elas estão acesas ou apagadas. Do mesmo modo, as lâmpadas infravermelhas à venda no comércio emitem também um pouco de radiação vermelha, pois, se irradiassem apenas o intravermelho, seria impossível perceber visualmente quando estão ligadas ou desligadas.

A maioria dos mamíferos não enxerga as cores. Em algumas espécies a visão cromática é ainda considerada duvidosa; com certeza mesmo existe apenas entre os primatas. O ser humano foi privilegiado por uma magnifica visão colorida do mundo que só em alguns aspectos é superada pela inigualável acuidade cromática de certas aves. Como, por exemplo, algumas espécies de beija-flor, capazes de perceber nuances na coloração alaranjada das flores das bromeliáceas que denunciam uma concentração maior de néctar; essas nuances são totalmente inexistentes para os olhos humanos.

Entre os próprios homens, porém, varia imensamente a sensibilidade para a captação das cores. Além dos daltônicos, que não distinguem o verde do vermelho (eles sabem, contudo, que nos sinais de trânsito o vermelho fica sempre acima do verde), já foram identificadas algumas dezenas de outras variedades do daltonismo, batizadas com nomes excêntricos. Assim, existem os dicromatas protanópicos, que não distinguem o azul-esverdeado do branco e vermelho e consideram o amarelo e o laranja iguais; os dicromatas trianópicos, que só percebem o extremo vermelho do espectro e confundem o azul e o verde; e até alguns incríveis tricomatas anômalos, que percebem deficientemente todas as cores.

A visão cromática amplia consideravelmente o universo das informações visuais e assim representa uma grande vantagem para os animais de atividade diurna. Com o cair da noite a percepção das cores deixa de ter sentido para a maioria das espécies, com exceção dos vagalumes -- cujos lampejos esverdeados funcionam como chamariz sexual -- e dos seres humanos, irresistivelmente deslumbrados pelo ofuscante colorido noturno das metrópoles. Não é por acaso que os coloridos animais escolhidos para enfeitar gaiolas, aquários e exuberantes coleções de insetos pertencem ao seletíssimo grupo dos que possuem visão cromática.

Para eles, as cores funcionam como um verdadeiro código de sinais. De acordo com a situação, a cor cumpre seu papel. O etologista austríaco (que estuda o comportamento animal) Konrad Lorenz já observara que a exibição do colorido nas escamas de um peixe ou nas penas de uma ave serve tanto para atrair a fêmea como para manter à distância os demais machos e assim delimitar o território. As cores podem também ser da maior importância na camuflagem natural dos animais -- o chamado mimetismo (SUPERINTERESSANTE nº 7, ano 2) dos caçadores, como a pelagem das onças, e o das presas, como as penas da fêmea do faisão, por exemplo.

De modo geral, pode--se afirmar que nesses bichos as cores são o resultado de um longo processo de seleção natural, em que elas cumprem muito bem os seus papéis. Isso não significa, porém, que todo e qualquer tipo de coloração deva estar desempenhando uma função adaptativa essencial na vida animal. Afinal, os mecanismos de seleção natural tendem a favorecer a propagação das características que colocam as espécies, e dentro delas os indivíduos, em vantagem na luta pela sobrevivência -- em detrimento das características que prejudicam a adaptação dos animais ao meio ambiente.

Já as características “neutras”, que não jogam nem a favor nem contra a sobrevivência, permanecem, por assim dizer, quietas no seu canto. Assim, se um belo colorido não prejudicar a perpetuação de uma espécie, poderá continuar enfeitando os seus representantes por muito tempo. As cores surgem sobre o revestimento externo de um animal sem obedecer a nenhum critério determinado, ainda que possam vir a desempenhar papéis de sinalizadores, como se viu. Sobre penas, escamas ou pêlos, elas se apresentam de duas formas bem características: cores estruturais e cores pigmentares.

Quando a luz sofre alterações ao atingir certas estruturas do revestimento animal, surgem as cores estruturais. Um bom exemplo desse fenômeno é o que acontece com a luz ao incidir sobre as asas brilhantes de uma borboleta-azul (SUPERINTERESSANTE nº 1, ano 1). Se os raios luminosos incidirem verticalmente sobre a superfície da asa, a cor refletida será o azul. Já alterações nos ângulos de incidência de luz provocarão variações de reflexos azuis-esverdeados, azuis-violeta e até mesmo algumas nuances de vermelho-púrpura. Isso acontece porque as asas dessa borboleta estão recobertas de minúsculas escamas, umas ao lado das outras. Cada uma possui uma série de ranhuras microscópicas que agem como microprismas, decompondo os raios luminosos em vários componentes -- o mesmo fenômeno que ocorre nas rachaduras de um LP. Nessas circunstâncias os olhos percebem aquilo que se costuma chamar de iridescência.

Já as cores pigmentares resultam da presença de certa categoria de moléculas junto à superfície de revestimento do animal. Parte da luz que incide sobre esses pigmentos é absorvida e parte é refletida. Nesse caso, a parte refletida é percebida como uma “cor”. Na prática, porém, as cores decorrem de um processo bem mais complicado pois num único animal colorido podem coexistir cores estruturais e pigmentares. As cores pigmentares são geralmente menos estáveis que as outras. Suas moléculas muitas vezes fluem através da hemolinfa -- o equivalente ao sangue nos insetos -- ou ficam alojadas em microscópicas vesículas constantemente irrigadas pelos fluidos do organismo. Com o animal morto, em pouco tempo as cores começam a se desvanecer. É o que acontece com os pálidos bichos conservados em álcool ou formol nos museus. Murchos e decorados, parecem advertir que a extrema beleza alcançada por aqueles organismos precisa ser conservada -- viva.

Para saber mais:

Salvos pelo mimetismo (SUPER número 7, ano 2)


fonte;http://super.abril.com.br/mundo-animal/mundo-animal-cores-ao-vivo-438868.shtml

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mundo Animal - Papagaio alpino rouba passaporte e parte em fuga na Nova Zelândia

da Folha Online

Um papagaio protagonizou uma cena inusitada em South Island, Nova Zelândia.

A ave roubou o passaporte de um escocês que viajava em um ônibus pelos fiordes de Milford Sound, dentro do Fiordland National Park, informa o jornal "Southland Times".

O "crime" aconteceu quando o ônibus teve de fazer uma parada na estrada e o motorista abriu o compartimento de bagagens.
O pássaro alpino, um papagaio-da-nova-zelândia, ficou de olho em uma bolsa colorida e, na primeira oportunidade, tirou dela o documento.

Depois do ato, saiu em disparada para um arbusto.

A polícia afirmou ao jornal que será muito difícil encontrar o passaporte na vasta vegetação do local.

"Meu passaporte está em algum lugar de Fiordland. O papagaio provavelmente vai usá-lo em algo fraudulento", brincou o dono do documento, que não quis se identificar à publicação.
Uma outra via do passaporte foi solicitada à representação britânica na Nova Zelândia.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u573675.shtml

terça-feira, 9 de junho de 2009

Está comprovado: cão faz bem ao dono






Por Por Ayrton Mugnaini Jr.
/ Especial para o Yahoo! Brasil



O tema desta matéria me fez lembrar daquele sucesso do grande Lulu Santos: "Ela me encontrou/Eu tava por aí/Num estado emocional tão ruim/Me sentindo muito mal [...] Ela demonstrou tanto prazer/De estar em minha companhia/Eu experimentei uma sensação/Que até então não conhecia/De se querer bem/De se querer quem se tem/E ela me faz tão bem/E ela me faz tão bem/Que eu também quero/Fazer isso por ela..." De fato, é uma canção de amor. Mas, para mim, também é fato que ela serve de hino para as muitas pessoas cuja vida melhorou após adotarem um cão (ou, se for o caso, terem sido adotadas por ele).


Não faltam demonstrações do bem-estar que a convivência com pelo menos um cão faz ao ser humano - bem-estar não só emocional, mas também físico. Há poucas coisas melhores (pensando bem, há mesmo?) que chegar em casa e ser recepcionado por latidos de reconhecimento (é ótimo como cães "escutam" a presença do dono mesmo estando ele ainda do outro lado da rua), um rabo abanando, um cheiro na perna ou um pulo daqueles que fazem a glória de Dino, o cão-dinossauro dos Flintstones. Tem ainda a atenção que ele presta quando lhe contamos nossos problemas ou prazeres - todos conhecemos alguma história de amigo que nos ajudou muito a resolver algum percalço só de ouvir atentamente quando lho (gostou?) contamos, e o cão é ideal para esse papel.


Também não faltam provas cabais de tudo isso. Por exemplo, uma pesquisa científica feita na Suécia em 1991 e 1996 com exatamente 1649 crianças a partir de sete anos concluiu que as felizardas que possuíam animais de estimação desde o primeiro ano de vida estavam menos sujeitas a asma e rinite alérgica. Outro estudo similar feito nos EUA com 1246 crianças acompanhadas do nascimento aos 13 anos de idade concluiu em 2001 que "crianças morando em lares com um ou mais cães dentro de casa [ou seja, não simplesmente largados em quartinho ou quintal, mas realmente convivendo com os donos] desde o nascimento tiveram menos probabilidades de desenvolver respiração ofegante crônica do que as que não tinham cães dentro de casa" e "a exposição a cães na primeira infância pode prevenir o desenvolvimento de sintomas de asma, pelo menos em crianças de baixo risco sem histórico de asma na família". Outro estudo estadunidense, publicado em 1995, concluiu que "a posse de animais de estimação proporciona uma oportunidade de melhorar a saúde. Um bicho pode se tornar estímulo para fazer exercícios físicos, reduzir a ansiedade e proporcionar um foco externo de atenção.


Animais de estimação são também uma fonte de contato e conforto físico e podem reduzir a solidão e a depressão, além de proporcionar um estilo de vida interessante. Embora as provas disponíveis estejam longe de ser consistentes, pode-se concluir que, em alguns casos, relacionamentos de longo prazo com animais podem moderar variáveis fisiológicas primárias, particularmente pressão sanguínea." Agora veja o que é ainda mais interessante nesta pesquisa: "Os resultados se mostraram mais coerentes em estudos onde animais foram adotados pelos donos como parte do procedimento." Resumindo numa só frase: adotar é tudo de bom... e mais um pouco.

Obviamente, aqui no Brasil também temos mais demonstração dos benefícios que os cães nos proporcionam. Que o diga a jornalista e musicista Rosa Freitag, que mora em São Paulo com a filha (Melanie, dez anos), o marido (Mário Faria, músico e advogado), uma gatinha vira-lata apanhada na rua há dois meses e uma bela dupla de Golden Retrievers, Jackie e seu filho Johnny. "Mário sempre chega em casa do trabalho e fica feliz com a recepção sempre animada dos dois", conta Rosa. "Aliás, é só ficar dez minutos longe que eles recebem como se a pessoa estivesse desaparecida há dez anos..." Rosa lembra ainda dois outros grandes benefícios trazidos pela dupla: "Minha filha dorme tranquila sabendo que os dois cães estão montando guarda, e eu mesma tenho muita segurança graças à presença deles. E Melanie sempre fica me lembrando de comprar a ração e limpar a sujeira dos cães, e quando eu vou à pet shop ela sempre quer comprar um petiscos para eles." Isso mesmo: cães, além de sempre prontos a devolver o carinho e atenção que lhes damos, ajudam a desenvolver em seus donos mais jovens o já mencionado senso de responsabilidade - assunto de nossa próxima ocasião!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Você está preparado para ter um cão de estimação?

É muito comum donos que abandonam seus animais por falta de paciência, tempo ou dinheiro. Confira as dicas de uma veterinária para evitar esse tipo de situação e teste se você está apto para ter a companhia de um cãozinho em casa.

Danilo Casaletti


Abandono Falta de dinheiro, bagunça em casa, mudança, doença e velhice são os principais fatores que levam um dono a abandonar seus cães


Yorkshire, pinscher, labrador, fila, poodle, cocker. Você sabe escolher qual raça se adapta melhor ao seu estilo de vida e ao que você espera de um animalzinho de estimação? Para quem tem e cuida de um cão pode parecer absurdo, mas é cada vez maior o número de pessoas que compram ou adotam um cachorro e depois o abandonam.

Segundo pesquisa do Instituto de Proteção aos Animais do Brasil (IPAB), o Brasil possui 5 milhões de animais de estimação. Só na cidade de São Paulo, existe 1,3 milhão de cães, o equivalente a um por oito habitantes. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para controle do risco de doenças e ataques é a de um cão para cada dez habitantes. É difícil precisar quantos animais são abandonados todos os dias. Ainda de acordo com dados do IPAB, 50% dos animais abandonados são de raça, como poodle, cocker spaniel, pastor alemão, rottweiler e fila, que estão entre as que têm maior índice de rejeição.

A veterinária Fabiana Simões Valverde diz que é muito comum pessoas que, ao enfrentarem algum contratempo com o cão, querem 'devolver' o animal. Os motivos são diversos: muita bagunça em casa, aumento das despesas por causa de rações e cuidados com o animal, doença, velhice, mudança. Fabiana sabe disso por experiência própria: ela cria um são-bernardo que foi rejeitado pela antiga dona aos seis meses de idade. "Ele já era enorme, mas um 'bebê' ainda. A dona não aguentou a bagunça em casa", diz.

Por isso, paciência é algo fundamental pra quem quer ter a companhia de um animal em casa. Segundo a veterinária, um cão leva cerca de 15 dias para reconhecer que você é o dono dele e a responder aos seus comandos. Em três meses, ele já deve estar adaptado ao ambiente e obedecer as regras impostas a ele. "Qualquer pessoa pode ensinar regras para o animal", diz Fabiana. Porém, se a situação foge de controle, o ideal é procurar a ajuda do veterinário ou de um adestrador.

Um fator importante a ser levado em conta é custo mensal para um cão de pequeno porte, os mais procurados - em média, de R$ 150, valor que já inclui gastos com ração, banho e tosa. Além do lado financeiro, existe a questão do tempo que a pessoa tem para se dedicar ao animal. "Não adianta deixá-lo trancado o dia todo dentro de casa e só brincar com ele à noite", diz. O ideal é que o cão saia pelo menos duas vezes por dia para passear e fazer suas necessidades na rua. Para quem mora em apartamento e tem pouco espaço, as raças mais indicadas são yorkshire, lhasa apso, shitzu, schnauzer e pinscher. Já quem dispõem de um espaço maior pode arriscar a ter cães como golden retriever, labrador e boxer.

A dica de Fabiana para evitar a atitude extrema de abandonar o cão é simples - embora quase ninguém faça isso na hora de comprar ou adotar um animalzinho de estimação. "Converse com um veterinário. Conheça os hábitos dos animais e tenha em mente qual tipo de companhia você quer ter em casa", afirma.

fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista

terça-feira, 2 de junho de 2009

Caçadores buscam beija-flor raro para comer seu coração

Pesquisadores calculam que restam apenas 2 mil exemplares do mirabilis.
Pássaro da Amazônia peruana é mistura de colibri com pavão.


Do Globo Amazônia, com informações do Bom Dia Brasil

Em um dos pontos mais altos da Amazônia, onde ela se mistura com a Cordilheira dos Andes, agricultores peruanos convivem com uma raridade da fauna: o beija-flor mirabilis. O maravilhoso, como preferem chamar os especialistas em pássaros. Não é fácil encontrá-lo. É um animal exclusivo desta área. Ocupa uma faixa de 200 quilômetros de extensão, entre dois e três mil metros de altitude.

De acordo com os biólogos, atualmente não há mais do que 2 mil colibris mirabilis em toda a natureza. A população tem diminuído muito nos últimos anos. É que, embora seja uma espécie raríssima, é um animal muito perseguido pelos caçadores. O bichinho foi parar na lista dos mais ameaçados de extinção. A caça é para comer o coração do mirabilis - onde, segundo uma lenda, há propriedades afrodisíacas.

Um engenheiro agrônomo da região transformou seu sítio em reserva particular. Quer ajudar a proteger o animal. O beija-flor gosta muito de uma espécie de orégano da montanha que tem bastante na reserva. Gosta também de vasos com água açucarada. É desse jeito que alguns produtores costumam atrair colibris para suas chácaras.

O corpo tem cinco centímetros apenas. Mas medindo tudo, chega a 15. É que este colibri tem duas espátulas curiosas na cauda. Os estudiosos dizem que são armas de proteção contra os predadores naturais. É um pássaro diferente de todos os outros, único no mundo inteiro.

http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1175442-16052,00-CACADORES+BUSCAM+BEIJAFLOR+RARO+PARA+COMER+SEU+CORACAO.html

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mundo Animal - Sul-africana divide casa com 14 felinos














Uma sul-africana deixou o emprego que manteve por 22 anos e vendeu tudo o que tinha para conseguir realizar seu sonho de infância: viver cercada de felinos em sua própria casa.
Riana van Nieuwenhuizen, de 46 anos, mora com nove guepardos, três leopardos, um leão e uma onça-pintada, além de dois lobos e três cachorros, em um rancho em Bloemfontein, na África do Sul.

Todos têm liberdade para andar por qualquer lugar casa, dividindo com ela o sofá da sala, a mesa da cozinha e até a cama.

"Todos vivem juntos harmoniosamente", diz ela.

ONG

Van Niuwenhuisen, que trabalhava no Departamento de Justiça sul-africano, conta que a decisão se demitir e criar animais não foi "impulsiva".

"Eu já estava envolvida ativamente com uma ONG de proteção aos animais havia dez anos, como voluntária para criar filhotes órfãos", lembra.

Seu primeiro animal foi uma fêmea de guepardo batizada de Fiela. "Mas ser dona de um bicho não era suficiente para mim. Eu queria ter um projeto para criar filhotes de guepardos, pois hoje só existem mil deles em toda a África", diz.

Ela hoje dirige o Cheetah Experience, que promove a preservação da espécie.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090406_guepardosml.shtml

sábado, 2 de maio de 2009

Britânicos tentam desvendar mistério de 'gato ladrão de meias'

Os donos de um gato com uma paixão por meias estão entregando folhetos para os seus vizinhos na cidade de Loughborough, no centro da Grã-Bretanha, para saber se eles perderam alguma meia.

O gato Henry, de um ano, levou para casa ao menos 57 meias desde que nasceu.
Os donos querem saber agora se ele tem pego as meias de varais dos vizinhos ou se tem entrado em outras casas para roubá-las.
Henry pode ser visto constantemente sentado sobre um muro próximo à casa de seus donos com uma meia em sua boca.
Mas sua dona, Louise Brandon, diz que até agora não conseguiu devolver as meias roubadas aos seus proprietários.
"As pessoas devem estar comprando outras meias, porque agora Henry está vindo com peças novas para casa", comenta.
"Parece que há um suprimento infinito de meias da vizinhança chegando em casa, mas não sabemos exatamente de onde elas têm vindo. É um pouco embaraçoso", diz.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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