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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mundo da Saúde :Dente dolorido: o que fazer? Como saber se preciso de um tratamento?

Assim como qualquer trauma na boca, você deve consultar seu dentista imediatamente para saber se um tratamento é necessário. O dentista examinará a área afetada e poderá fazer uma radiografia.

Se a dor é causada por um dente fraturado, trincado ou lascado, você poderá tomar um analgésico simples. Se possível, guarde a parte fraturada do dente e leve-a ao seu dentista.

Se um dente for totalmente arrancado da boca devido a um trauma, leve-o ao seu dentista o mais rápido possível. Talvez possa ser possível recolocar seu dente novamente na boca, um procedimento chamado reimplante.
Como um dentista trata um ...?

Dente lascado - Se não sentir dor e a lasca for pequena, fica ao seu critério decidir quando e como o dente deverá ser tratado. Dependendo do tamanho da lasca, ela pode ser suavizada ou corrigida cosmeticamente. Outras opções podem ser o uso de facetas, coroas e restaurações. Peça ao seu dentista para lhe explicar sobre cada uma delas. Se uma restauração ou dente artificial for lascado, estes deverão ser substituídos.

Dente fraturado ou trincado - Dentes fraturados ou trincados devem ser restaurados assim que possível, para se evitar danos posteriores. Pode ser necessário um tratamento de canal ou fazer a extração do dente. Se a fratura atingir o esmalte e a dentina do dente, uma coroa em geral, é o melhor tratamento. Lembre-se de que as fraturas nem sempre são visíveis, mesmo por meio de radiografias. Os sintomas podem ser dor durante a mastigação e sensibilidade a alimentos e bebidas frias, em alguns casos até as bebidas quentes, bem como ao ar, e estes sintomas podem se intensificar com o tempo.

Dente arrancado da boca - O segredo para o sucesso na recolocação de um dente é reimplantá-lo no local de onde saiu o mais rápido possível. A cada minuto que passa, um número maior de células da raiz do dente morrerão. Se possível, lave o dente com água apenas, e então o recoloque no local, e corra para o dentista imediatamente. O dente deve ser segurado pela coroa, apenas, e não deve secar. O êxito do reimplante é maior durante os primeiros 30 minutos, com boas chances ainda até duas horas após o trauma. Pode ser necessário que seu dentista faça um tratamento de canal uma ou duas semanas após o dente ter se estabilizado.

Dentes irremediavelmente perdidos, ou seja por uma extração realizada por um dentista ou acidentalmente arrancados, devem ser substituídos. Isto evita problemas como dificuldade de mastigação e de fala, alteração de posição entre os dentes remanescentes, disfunção da articulação temporomandibular (ATM), causados pela mastigação no lado onde há mais dentes, e um enfraquecimento do maxilar. As opções para a substituição dos dentes podem ser próteses fixas, próteses removíveis e implantes.

Mandíbula quebrada - Se suspeitar que você ou qualquer outra pessoa esteja com a mandíbula quebrada, não a movimente. A mandíbula deve ser mantida em posição com um lenço, gravata ou toalha amarrada em volta do queixo e por cima da cabeça. Compressas frias devem ser utilizadas para reduzir o inchaço, se houver. Dirija-se imediatamente à sala de emergência de um hospital e chame seu dentista.

Fonte de origem:http://www.yahoo-colgate-saudebucal.com.br/materia.aspx?Materiaid=41

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Inflamação Mínima Persistente

Inflamação Mínima Persistente

A Rinite Alérgica é uma doença crônica inflamatória, de alta prevalência e com
grande impacto na qualidade de vida dos pacientes . Apresenta associação com
outras doenças como a conjuntivite alérgica, dermatite de contato, rinossinusite e
asma; sendo que quando associada a esta última, faz com que a asma se
apresente de forma severa, gerando mais comorbidades ao paciente .
Dentre as formas encontradas, a rinite persistente representa 67% dos pacientes
acometidos na América Latina e dentre esses, a forma moderada-severa é mais
freqüente .
Apesar de não existir um tempo exato estipulado pela literatura para o tratamento
da rinite alérgica, uma vez que cada paciente deve ser individualizado, observa-se
uma tendência nas “guias de tratamento” a se tratar o paciente alérgico por tempo
prolongado.
Esta tendência está diretamente relacionada ao conceito de Inflamação Mínima
Persistente.
Por definição, sabemos que a rinite alérgica é uma reação inflamatória mediada por
IgE, caracterizada por uma fase aguda e uma fase tardia, associadas a efeitos
vasodilatadores dos neuropeptídeos ; sendo a infiltração mucosa eosinofílica “a
principal marca” da inflamação alérgica .
Mecanismos fisiopatológicos envolvidos no recrutamento dos eosinófilos incluem a
liberação de mediadores e citoquinas, que atraem, ativam e prolongam a sobrevida
dos mesmos e ativam moléculas de adesão .
Enquanto moléculas de adesão intercelular que se encontram no epitélio (ICAM-1)
de indivíduos geneticamente suscetíveis à alergia são ativadas, os eosinófilos
apresentam moléculas de adesão em sua superfície (integrinas), que se ligam
diretamente ao ICAM-1 . Assim, a presença do ICAM-1 está fortemente
associada a uma resposta alérgica inflamatória.
O que chama a atenção, no entanto, é que a presença de ICAM-1 é observada nos
pacientes submetidos também a exposição natural a alérgenos, mesmo estando
assintomáticos, condizente, portanto, com uma Inflamação Mínima
Persistente, demonstrada na mucosa nasal e conjuntival de pacientes alérgicos
assintomáticos .
Assim, o indivíduo geneticamente suscetível (alérgico) entra em contato com o
alérgeno e se sensibiliza; o contato permanente promove a inflamação crônica; que
num momento de hiperreatividade leva aos sintomas clínicos . Desta forma, os sintomas poderiam ser considerados a ponta do iceberg da reação alérgica, onde a inflamação e a hiperreatividade representam realidades submersas.
A Inflamação Mínima Persistente tem sido observada, não somente na rinite
alérgica perene, como também na sazonal (4) e em indivíduos com asma alérgica
assintomáticos .
Esta constatação tem impacto direto no tratamento dos pacientes, ou seja;
sabendo que os mesmos apresentam uma inflamação mínima persistente, é lógica
a necessidade de bloquear a mesma, para que não desenvolvam sintomas quando
expostos a grandes quantidades de alérgenos. Inicia-se, portanto, um conceito de
profilaxia contra o aparecimento dos sintomas alérgicos.
Cientes da presença de uma inflamação mínima persistente, o tratamento
prolongado ajuda na redução dessa inflamação, reduzindo o limiar para
aparecimento dos sintomas, e consequentemente das doenças associadas e suas
comorbidades . Dentro do organograma de tratamento da rinite alérgica persistente sugerido, o paciente deve ser tratado com anti-histamínicos orais associados ou não a
descongestionantes orais e/ ou corticosteróide tópico nasal, de acordo com a
severidade da mesma, inicialmente por 2 a 4 semanas, quando após reavaliação do
mesmo, o tratamento deve ser estendido por pelo menos mais um mês.
Dentro deste conceito, estudos mostram a eficácia e a segurança dos antihistamínicos
e dos corticóides tópicos nasais na prevenção e redução dos sintomas,
quando utilizados em longo prazo.
Um estudo multicêntrico, duplo cego, placebo controlado, recente com a
desloratadina (anti-histamínico não sedante de 2a geração) mostra sua eficácia na
melhora do escore total e isolado dos sintomas nasais e não nasais em pacientes
com rinite alérgica persistente que a utilizaram por 85 dias, com porcentagem de
efeitos colaterais semelhantes aos dos pacientes que utilizaram placebo. A mesma
se mostrou efetiva também na melhora da obstrução nasal a partir do 1º dia de
uso, sendo estatisticamente significante a partir do 3º dia. . Outros
estudos com anti-histamínicos durante toda a estação polínica foram realizados, e
os autores concluem que seu uso prolongado é mais efetivo do que quando usado
só como sintomáticos .
O furoato de mometasona reduz a reação inflamatória da fase aguda e tardia da rinite alérgica, com redução dos níveis de histamina em ambas as fases, redução de citoquinas proinflamatórias, redução de IL6 e IL8 assim como redução dos eosinófilos na fase tardia. A mesma eficácia e segurança foram observadas por outros autores no tratamento profilático de pacientes com rinite alérgica sazonal moderada-severa.
Muitos estudos foram realizados com corticóides tópicos nasais em longo prazo,
sendo avaliados possíveis efeitos no eixo hipotálamo-hipofisário assim como no
crescimento . De uma forma geral, todos se mostraram efetivos e seguros em
um ano de acompanhamento . Em relação à probabilidade de aparecimento de
catarata e glaucoma, a maioria dos corticóides tópicos nasais também se mostra
bastante segura .
Conclusões:
O controle da inflamação mínima persistente é importante para a inibição dos
sintomas e redução das comorbidades relacionadas à rinite alérgica.
O tratamento contínuo leva a redução significativa do infiltrado inflamatório e
resulta num melhor controle dos sintomas.
O uso de medicações em longo prazo é sugerido nas Guias de tratamento e hoje,
existem medicações comprovadamente seguras e eficazes que podem ser utilizadas
com este intuito.



Fonte :: Claci-Brasil Agosto 2009



Fonte de origem: http://ram.uol.com.br/materia.asp?id=1222

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Cerveja fortalece os ossos das mulheres

Pesquisa aponta que hormônio presente na cerveja aumenta densidade óssea

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Extremadura, na Espanha, constatou que o fitoestrogênio, um dos principais componentes da cerveja, aumenta a densidade dos ossos femininos, prevenindo o organismo de doenças ósseas. A substância é um hormônio que tem ação semelhante ao do estrogênio no organismo feminino e pode ser encontrado em diversos alimentos como a soja e a cevada, por exemplo.

Doenças ósseas como a osteoporose ocorrem em função da redução da densidade dos ossos, deixando o paciente mais suscetível à fraturas. O problema é mais comum nas mulheres durante a menopausa, pois nessa fase há uma baixa na produção do estrogênio e, consequentemente, um desgaste ósseo maior já que o hormônio é responsável pela proteção dos ossos.
Para o estudo, foram recrutadas 1.700 voluntárias, com idade média de 48 anos. Todas eram consideradas consumidoras "leves" ou "moderadas" de cerveja, ingerindo cerca de 280 gramas da bebida por semana.

Após a comparação entre o ultrassom das voluntárias, constatou-se uma maior densidade óssea nos dedos das mãos das mulheres que bebiam cerveja quando comparadas com outro grupo que não consumia a bebida. Os resultados foram comparados, levando-se em conta fatores como peso, idade e a quantidade de consumo de álcool.

O hormônio evita a redução da densidade óssea, porém a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas também pode levar ao desgaste ósseo, por isso, os pesquisadores recomendam cautela na hora de consumir a cerveja.


fonte de pesquisa da notícia:http://l.yimg.com/a/i/br/0809/mulher_cerveja_1908.jpg http://yahoo.minhavida.com.br/materia.vxlpub?codmateria=5654&materia=5654&utm_source=yahoo_dest&t=Cerveja+fortalece+os+ossos+das+mulheres
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sábado, 8 de agosto de 2009

Cuidar do número 1

-----Mensagem Original---- -

Robert Wong, pessoa de grande cultura e um dos maiores consultores do Brasil, escreveu que seu pai ensinava a seus filhos que na matemática da vida, a saúde é o número 1.

Tudo o que você tiver, além da saúde, serão zeros que você acrescentará à direita desse número 1. Assim, se você tiver uma boa família, parabéns, terá 10. Se tiver bons amigos, parabéns, terá 100. Se tiver um bom emprego ou uma boa profissão, parabéns, terá 1000. E o que mais você conseguir na vida serão zeros acrescentados à direita do número 1.

Mas, lembre-se, dizia ele, que sem o 1, sobram apenas zeros.

Lembro-me também ter ouvido a seguinte frase: se você não cuidar de seu corpo, onde você pretende morar nos próximos anos?

Assim, cuidar da saúde é fundamental. Sei que todos nós sabemos disso desde crianças, mas será que realmente transformamos esse conhecimento em ação? Será que realmente cuidamos da saúde preventivamente e não só depois que ela se manifesta frágil e debilitada? E será que sabemos que o melhor posto de saúde que existe é o mercado ou onde compramos alimentos e não na farmácia onde adquirimos remédios?

Ou seja, será que escolhemos bem o que comemos e tomamos cuidado com os excessos? Será que cuidamos para não levar uma vida totalmente sedentária? Fazemos check-ups e exames preventivos?

A consciência da importância da saúde não basta. É preciso passar do plano da intenção para o plano da ação e realmente mudar nossos hábitos.

É preciso cuidar do número 1.

Pense nisso!

Abraços, José Jorge
____________ _________ _____
A Felicidade é uma atitude presente,
não uma condição futura.
P Antes de imprimir pense na sua responsabilidade social: Menos papel, mais árvores!




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Osmar de Carvalho\
Coordenador da Loja Esotérica Virtual
Fonte: Texto copiado do email

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Suco de beterraba aumenta a resistência física, diz estudo





Beber suco de beterraba ajuda a aumentar a resistência física e permite que atletas se exercitem por até 16% de tempo a mais, segundo um estudo realizado pela Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha. De acordo com a pesquisa, o nitrato da beterraba ajuda a reduzir o consumo de oxigênio, diminuindo o ritmo em que as pessoas chegam à exaustão. O efeito de um copo de 500 ml do suco do legume seria maior do que o de treinamento regular. A descoberta poderia beneficiar pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias e metabólicas, além de atletas de esportes de resistência. Os cientistas ainda não sabem ao certo como o nitrato do suco de beterraba ajuda a aumentar a disposição física, mas eles suspeitam que a substância se transforma em óxido nítrico no corpo, reduzindo a quantidade de oxigênio consumida durante o exercício. Bicicleta A pesquisa da Universidade de Exeter conduziu o estudo com oito homens entres 19 e 38 anos de idades, que tomaram 500 ml de suco de beterraba orgânico todos os dias, por seis dias consecutivos, antes de completarem uma série de exercícios em uma bicicleta ergométrica. Em outra ocasião, eles ingeriram um placebo de suco concentrado de cassis pelo mesmo período e tiveram de realizar a mesma rotina de exercícios. Depois de beber o suco de beterraba, o grupo conseguiu pedalar uma média de 11,25 minutos, 92 segundos a mais do que quando tomaram o placebo. Isso representa uma redução de aproximadamente 2% no tempo levado para percorrer uma determinada distância. A ingestão do suco de beterraba também fez com que o grupo apresentasse pressão arterial mais baixa durante o período de descanso. Atletas Um dos pesquisadores envolvidos no estudo, Andy Jones, que também assessora a maratonista britânica Paula Radcliffe, disse estar maravilhado com os resultados, "porque esses efeitos não podem ser alcançados por outros meios, incluindo treinamento". "Tenho certeza que atletas profissionais e amadores vão ficar muito interessados nos resultados do estudo. Também gostaria de explorar a relevância dos resultados para pessoas que têm má forma física e poderiam usar a suplementação da dieta como uma maneira de ajudá-los em seu dia-a-dia", diz Jones. Já o acadêmico John Brewer, especialista em ciência do esporte na Universidade de Bedfordshire, acha que ainda é preciso aprofundar os estudos sobre a questão. "As descobertas podem ser muito animadoras para aqueles envolvidos em esporte, mas estudos mais amplos são necessários para que possamos saber os benefícios exatos e entender os mecanismos envolvidos."

fonte:http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/08/07/ult5025u243.jhtm

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O que são aftas e lesões bucais?

O que são lesões bucais?

São inchaços, manchas ou feridas em sua boca, nos lábios ou na língua. Há vários tipos de feridas e de enfermidades bucais. As mais comuns são as aftas, o herpes simples, a leucoplasia (placa branca) e a candidíase (sapinho). Estes problemas serão abordados abaixo. Se encontrar uma ferida em sua boca, não se preocupe. Cerca de um terço de toda a população sofre ou sofrerá com isso em algum momento da vida. Contudo, as irritações e inflamações bucais podem ser muito dolorosas e interferir na fala e na mastigação. Qualquer ferida que persista durante uma semana ou mais deve ser examinada pelo seu dentista. Às vezes, é recomendável que se faça uma biópsia (retirada de tecido para ser examinado) para que se possa detectar a causa da ferida, e para que se possa eliminar a possibilidade de doenças sérias como o câncer e AIDS.

Como saber se tenho uma ferida ou uma lesão bucal?

Os seguintes sinais podem indicar a existência de uma ferida ou lesão bucal:

  • Aftas são inflamações pequenas e brancas cercadas por uma área avermelhada. As aftas não são contagiosas, mas muitas vezes são confundidas com herpes, causado por um vírus contagioso. As aftas ocorrem dentro da boca, principalmente em mucosa, enquanto o herpes aparece no lado de fora da boca, por exemplo, no canto dos lábios. As aftas podem sumir e reaparecer. Podem também ser pequenas ou grandes e aparecer agrupadas ou isoladas. As aftas são comuns e recorrentes. Embora sua causa seja incerta, alguns especialistas acreditam que estão ligadas a problemas do sistema imunológico, a bactérias ou a vírus. Fatores tais como o estresse, trauma, alergias, cigarro, deficiências de ferro ou vitaminas e tendências genéticas também tornam a pessoa mais susceptível às aftas.
  • O herpes simples ou herpes labial se apresenta em grupos de bolhas dolorosas que aparecem ao redor dos lábios e, às vezes, debaixo do nariz e ao redor do queixo. Essas bolhas são causadas por um tipo de vírus e são altamente contagiosas. A primeira infecção muitas vezes aparece em crianças, às vezes até sem sintomas e pode ser confundida com um resfriado ou uma gripe. Uma vez que a pessoa é infectada, o vírus permanece no corpo, causando, de tempos em tempos, ataques recorrentes. Em algumas pessoas, porém, o vírus permanece inativo.
  • A leucoplasia tem uma aparência esbranquiçada e pode aparecer no lado interno da bochecha, na gengiva ou na língua. Muitas vezes é associada ao fumo, ao uso de tabaco de mascar, embora outras causas incluam também dentaduras mal ajustadas, dentes quebrados e mordidas na bochecha. Se considerarmos que mais ou menos 5% dos casos de leucoplasia se tornam câncer*, é possível que seu dentista recomende uma biópsia. A leucoplasia muitas vezes desaparece quando se abandona o tabaco.
  • A candidíase (ou sapinho) é uma infecção fúngica causada por cândida albicans. Pode ser reconhecida por sua cor branca, amarelada ou avermelhada nas superfícies úmidas da boca. Os tecidos situados sob a mancha podem ficar muito doloridos. A candidíase é comum em pessoas que usam dentaduras, em recém nascidos, em pessoas debilitadas por alguma doença e cujo sistema imunológico não funcione de maneira adequada. Também são susceptíveis pessoas que se queixam de boca seca que acabaram de fazer, ou estão fazendo, tratamentos com antibióticos. Adote uma dieta equilibrada, com pouco açúcar e pouco amido. Coma os alimentos com açúcar e amido durante as refeições e não como "lanchinhos", para minimizar o número de vezes que seus dentes estão expostos ao ácido.

Como tratar irritações/lesões bucais?

O tratamento varia de acordo com o tipo de problema. Para os tipos mais comuns, descritos acima, os tratamentos são os seguintes:

  • Aftas — quase sempre desaparecem depois de 7 a 10 dias, e as erupções recorrentes são as mais comuns. Para um alívio temporário, pode se aplicar pomadas analgésicas. A lavagem com enxagüantes antisépticos pode ajudar a reduzir a irritação. Às vezes, prescreve-se antibióticos para reduzir uma infeção secundária.
  • Herpes simples — as bolhas geralmente desaparecem em uma semana. Como não existe cura para as infecções herpéticas, as bolhas podem reaparecer em momentos de instabilidade emocional, exposição ao sol, alergias ou febre. Anestésicos tópicos podem proporcionar um alívio temporário. Os medicamentos antivirais, vendidos com receita médica, podem reduzir este tipo de infecção. Consulte seu médico ou dentista.
  • Leucoplasia — o tratamento começa com a remoção dos fatores que causam as lesões. Para alguns pacientes isto significa deixar de usar tabaco. Para outros, significa remover as dentaduras mal ajustadas e substitui-las por dentaduras apropriadas. Seu dentista fará o acompanhamento do tratamento, com exames em intervalos de três a seis meses, dependendo do tipo, local e tamanho da lesão.
  • O tratamento da candidíase — consiste em controlar as condições que causam o seu aparecimento.
    • É importante limpar as dentaduras para evitar os problemas causados por elas. Remover as dentaduras antes de dormir também pode ajudar.
    • Se a causa for um antibiótico ou um anticoncepcional oral, a redução da dose ou a mudança do tratamento podem ajudar.
    • Produtos que substituem a saliva deixam a boca mais úmida.
    • Medicamentos contra fungos podem ser usados quando a causa principal é inevitável ou incurável.
    • Em todos os casos, a boa higiene bucal é essencial.


Herpes









Afta


* The Complete Guide to Better Dental Care, Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S., and Mary Jane Taintor, 1997.

Fonte:
http://www.yahoo-colgate-saudebucal.com.br/materia.aspx?Materiaid=15

O que são os triglicérides?


Entenda o que são os triglicérides

Ter um estilo de vida saudável é a primeira regra para manter em equilíbrio esse vilão que, em conjunto com o colesterol, pode trazer sérios danos ao organismo.

O que é triglicéride?


É um tipo de gordura produzido pelo organismo e, também, pelos alimentos que consumimos, cujo nível elevado pode causar problemas cardiovasculares. A sua análise leva em conta a taxa de colesterol. Se a fração HDL, considerado o colesterol protetor, se mostra baixa e o triglicéride elevado, o risco coronariano é grande. Se o valor do triglicéride está alto e o HDL também, o risco é menor.


Há semelhança entre ele e o colesterol?

Os dois armazenam gordura no organismo que, em excesso, começa a ser depositada principalmente na região do abdômen. É por isso que a circunferência abdominal passou a ser determinante na análise de risco cardiovascular.


Qual é o índice normal?


Perto de 150. Acima disso se recomenda evitar o consumo de massas, açúcar e álcool, bem como perder peso.


Excesso de peso pode provocar um aumento no nível?


Há prevalência de triglicéride elevado em pessoas com sobrepeso. Mas isso não é regra, pois existem “gordinhos” cujo índice se mantém normal.


Quando esta gordura está normal, o risco de problemas cardíacos persiste?


Sim. Os distúrbios coronarianos são causados por vários fatores e dependem também da quantidade de estresse, da carga genética, do nível de açúcar no sangue, da pressão arterial, etc.


Existe risco para doenças do coração em pessoas com taxa dentro do padrão?


Os médicos nunca avaliam o índice de triglicéride sozinho. É preciso ficar atento a um grupo de fatores e identificar a faixa de risco que a pessoa está, de acordo com a idade, taxas de colesterol e triglicéride, glicemia, pressão arterial, se é fumante, se tem diabetes.


As mulheres são mais atingidas?


Depende da faixa etária. Até a menopausa elas têm uma certa proteção hormonal para o desenvolvimento de doenças do coração, enquanto os homens, não. Porém, depois dessa fase, a chance de complicações é maior no sexo feminino. Comparado à mulher, o risco cardíaco no homem aumenta com a idade, o sobrepeso, o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas.


A alimentação é a grande vilã?


Não. Os alimentos colaboram com cerca de 30%. O resto é gerado por distúrbio do próprio organismo.


O que precisa ser eliminado da dieta para contornar o problema?


Só o álcool. Porém os carboidratos de um modo geral (arroz, massas, biscoitos e pães, feitos com farinha branca) e os açúcares (doces) devem ser reduzidos.


Atividade física é importante?


Os exercícios são a melhor maneira de baixar o índice de colesterol e triglicéride. Os mais recomendados são os aeróbicos, porque melhoram a irrigação muscular e a resistência a um hormônio chamado insulina, que interfere em todo esse metabolismo de gordura.

Qual é o tratamento indicado?


Não basta tomar remédio. O mais importante é ter um estilo de vida saudável: controlar a dieta e praticar atividade física com regularidade. Feito isso é preciso averiguar a quantidade de sono desse paciente. Se ele esta dormindo mal, deve fazer uma terapia para ter sono com qualidade.


Fonte: Dieta Já

Edição: F.C.
08.10.2007

http://humanasaude.com.br/novo/materias/2/entenda-o-que-s-o-os-triglic-rides_3552.html

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Desmatamento favorece mosquito transmissor da malária, aponta estudo

Cientistas encontraram mais larvas em áreas devastadas.
Amostras do inseto foram coletadas em 844 pontos da Amazônia peruana.

Do Globo Amazônia, em São Paulo


O desmatamento favorece a ocorrência do principal transmissor de malária na Amazônia, o mosquito Anopheles darlingi, aponta estudo publicado na edição de julho do “American Journal of Tropical Medicine and Hygiene”.

Cientistas analisaram larvas coletadas na água ao longo de 112 quilômetros da rodovia que liga Iquitos a Nauta, na Amazônia peruana. Os pesquisadores verificaram que esta espécie de mosquitos estava presente em 10,3% dos 844 pontos em que foi feita coleta de larvas.

Com imagens de satélite e observações em campo, eles concluíram que nos lugares onde o A. darlingi está presente, a cobertura florestal média é de 24,1%, comparado com 41% para os lugares sem a presença do inseto.

Intrigado com o rápido aumento dos casos de malária na Amazônia peruana nos anos 90, o grupo resolveu estudar a doença na região – em 1997 cerca de um terço da população local havia tido a doença. Em 2006, um estudo já havia documentado a maior incidência de Anopheles darlingi adulto em áreas desmatadas da floresta. Não está claro ainda qual é o mecanismo ecológico que causa esta variação na ocorrência do inseto.

William Pan, professor da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, um dos autores do estudo, está fazendo uma pesquisa adicional com a população humana da região. Um terço das pessoas que ele está estudando tiveram malária no último ano e, de acordo com Pan, a maioria delas vive em áreas desmatadas recentemente.

O Anopheles darlingi é o principal vetor de disseminação da malária também na Amazônia brasileira. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma criança morre pela doença a cada 30 segundos no mundo. Em 2006, de acordo com a OMS, a malária matou cerca de um milhão de pessoas, principalmente na África.

Fonte:http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1213754-16052,00-DESMATAMENTO+FAVORECE+MOSQUITO+TRANSMISSOR+DA+MALARIA+APONTA+ESTUDO.html

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estudo associa enxaquecas na meia-idade a lesões cerebrais

Estudo associa enxaquecas na meia-idade a lesões cerebrais

24 de junho de 2009 (Bibliomed). Um estudo publicado recentemente no Journal of the American Medical Association sugere que as crises de enxaqueca na meia-idade podem dar origem a danos cerebrais permanentes. De acordo com os pesquisadores, essa associação seria aparente apenas entre as mulheres e só para enxaqueca com aura – quando as dores de cabeça são acompanhadas de outras sensações, como a percepção visual de luzes piscando.

"O grau em que a enxaqueca é um marcador ou fator de risco de mudanças cerebrais que podem ter consequências funcionais na velhice é uma questão importante de saúde pública", destacou a pesquisadora Lenore J. Launer, do National Institute on Aging, nos EUA.

Avaliando mais de 2,6 mil mulheres e dois mil homens com média de idade de 51 anos na ocasião da entrevista e 76 anos na última avaliação, os especialistas registraram histórico inicial de enxaqueca em 10,3% das mulheres e 4,2% dos homens. E as lesões cerebrais semelhantes a tecidos mortos foram mais comuns em mulheres que tinham enxaqueca com aura.

Em editorial associado, especialistas da Universidade Pierre et Marie Curie, na França, alertam que esses resultados devem ser interpretados com cautela, e advertem que "é prematuro concluir que a enxaqueca tem efeitos prejudiciais sobre o cérebro".

Fonte: Journal of the American Medical Association. 24 de junho de 2009.


http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=8165

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O que a ciência sabe sobre as terapias alternativas

Algumas práticas como massagem, acupuntura e musicoterapia têm seus benefícios comprovados pela ciência e ganham espaço como complementos do tratamento convencional

LAURA LOPES

Massagem, acupuntura e musicoterapia podem parecer terapias alternativas demais para os céticos. No entanto, produzem ótimos resultados em pacientes psiquiátricos, com câncer e crianças. Pesquisas recentes também já provaram a eficiência dessas medidas no combate a dores generalizadas, musculares, irritabilidade e depressão – sintomas relacionados a vários tipos de doenças. A importância é tanta que o governo brasileiro aprovou, em maio de 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que incentiva a introdução de atividades pouco comuns à medicina ocidental, como homeopatia, fitoterapia, ginástica chinesa, tai chi chuan e medicina antroposófica no Sistema Único de Saúde (SUS).
Uma pesquisa do Hospital Royal London Homeopathic com profissionais da saúde de Londres mostrou que há um interesse considerável por parte dos pacientes e dos especialistas em saber mais sobre terapias alternativas e em se submeter a elas. Muitos deles responderam ser favoráveis à associação da medicina tradicional a essas terapias milenares. As justificativas são várias: de falha no tratamento convencional a evidências de que elas realmente ajudam no bem-estar dos pacientes. Nos Estados Unidos, 42,8% das americanas e 33,5% dos americanos usam algum tipo de terapia alternativa, segundo uma pesquisa publicada no fim do ano passado pela Universidade de Colorado.

Essa busca por outros tipos de tratamento retoma o cuidado integral da saúde das pessoas, uma prática milenar disseminada pelos chineses e indianos no mundo ocidental. Por isso, é muito comum encontrar, naquele lado do mundo, muitos trabalhos científicos publicados nos últimos dois anos sobre esse tipo de tratamento. No Instituto de Medicina Oriental da Coreia do Sul, pesquisadores fizeram uma revisão científica sobre os resultados efetivos da acupuntura sobre a rinite alérgica e concluíram que ela pode tratar e prevenir a doença crônica.

Na National Yang-Ming University, de Taiwan, pesquisadores não encontraram indícios de que a acupuntura possa ajudar na perda de peso entre mulheres obesas, mas afirmam que ela é capaz de reduzir a taxa de hormônios diretamente ligados à doença. Ao menos em ratos, cientistas da Kyung Hee University, da Coreia do Sul, encontraram provas de que a acupuntura diminui a ansiedade a ajuda a combater a depressão.

A acupuntura também se mostrou um grande aliado no combate à enxaqueca. Um grupo de cientistas de três centros de pesquisa da China percebeu grandes melhoras em relação ao desconforto causado pela doença e efeitos de prevenção de novos surtos de dores, provando que o método tem efeitos fisiológicos no organismo.

No ocidente, os estudos também apresentam resultados positivos. Uma revisão científica feita por pesquisadores ingleses, da Keele University, em relação a tratamentos eficazes contra hérnia de disco indicou que a acupuntura e a massagem são seguras e efetivas, assim como a manipulação espinal e os remédios convencionais.
Música
A música pode ajudar no tratamento de algumas doenças, principalmente as neurológicas. Um grupo da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, percebeu que a aplicação da música pode afetar as pessoas sob vários aspectos, principalmente os pacientes com graves problemas de saúde mental. Um artigo que saiu no começo do ano na publicação J Music Ther, mostrou dados significativos de melhora na qualidade de vida desse tipo de paciente, embora os sintomas das doenças não tenham sido alterados.

Segundo um trabalho feito no Hospital Universitário de Montpellier, na França, a musicoterapia tem um impacto positivo entre pessoas com Mal de Alzheimer. De acordo com o estudo, a música ajuda a preservar, ou amenizar, diversas alterações causadas pela doença: sensoriais, cognitivas, emocionais, comportamentais e sociais. Músicas instrumentais, como clássica, jazz e world music, foram usadas para estimular os pacientes a recordar histórias e imagens do passado.

A eficiência do tratamento pode ser medida por meio dos depoimentos de pacientes que se encontram nos primeiros estágios da doença. Depois das sessões, todos eles expressaram sensação de bem-estar e prazer, dizendo coisas como "Eu não sabia que a música poderia ter esse tipo de impacto sobre mim" ou "Essa música me lembra minha infância". O nível de ansiedade, assim como de depressão, caiu de forma significativa. Um estudo da Universidade de Innsbruck, na Áustria, diz que a música provoca mudanças fisiológicas nas pessoas. Ela ativa partes do cérebro, principalmente o córtex temporal e frontal, tálamo e cerebelo, essenciais para a percepção do ritmo, melodia e harmonia.
Massagem
No Brasil, o massoterapeuta já é uma classe profissional, ainda que muitos médicos torçam o nariz para ela. A massagem pode não curar doenças em fases agudas, mas ajuda a melhorar vários sintomas e a prevenir recaídas. Em mulheres com câncer de mama, provou ser um importante fator para queda do nível de estresse, segundo estudo da Universidade de Göteborg, da Suécia. Uma leve massagem sobre o corpo diminui a pressão sanguínea, a frequência cardíaca e a morte das células NK (um tipo de linfócito, que trabalha para a proteção do organismo) durante a radioterapia. Os efeitos, no entanto, são de curto prazo. Outro estudo, de pesquisadores de Kansas, mostrou que, depois de três semanas massagem, mulheres com câncer de mama tiveram uma melhora em sua qualidade de vida – como diminuição da ansiedade e da dor e melhor qualidade do sono.

Uma pesquisa da Universidade do Colorado com 380 pacientes de câncer em estágio avançado, que sentiam muitas dores, mostrou que a massagem aplicada por um especialista ajuda a diminuir a dor e a depressão. Para esse tipo de paciente, qualquer alívio significa muito. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, de 15 a 25% dos pacientes com a doença ficam deprimidos em algum momento do tratamento – muitas vezes, as relações pessoais acabam se limitando aos contatos com médicos e enfermeiros. A massagem também pode ajudar mães a lidarem com seus filhos: bebês e crianças que recebem massagem tendem a chorar menos, ficam mais relaxados e interagem melhor com suas mães.

Um estudo com neurocirurgiões do Hospital da Criança de Seattle, nos Estados Unidos, revelou que 75% de seus pacientes seguiam, além do tratamento convencional, práticas como acupuntura, fitoterapia, massagem, ioga e orações. O estudo mostrou também que 63% dos médicos consideram tais práticas tão importantes que recomendam que elas façam parte do tratamento mesmo em casos de neurocirurgia.

Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI77107-15210,00.html

segunda-feira, 1 de junho de 2009

História das epidemia -

Doenças como cólera, varíola, sarampo e gripe mataram milhões de pessoas em diferentes épocas e lugares. Confira algumas das piores epidemias da história:

Praga de Atenas


No verão de 430 AC, uma epidemia assolou a cidade grega de Atenas. O historiador Tucidides, que sofreu ele próprio da doença, descreveu na época os sintomas como 'calores na cabeça, inflamação nos olhos, dores na garganta e na língua'. A epidemia ocorreu durante o começo da guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta, e afetou o exército ateniense. De 25% a 35% da população de Atenas morreu vítima da doença.

Segundo o infectologista Stefan Ujvari, o que favoreceu as mortes foi a aglomeração de pessoas nos muros de Atenas por causa da guerra. "Isso funcionou como um caldeirão para a epidemia." Ele conta que a doença que provocou a praga ficou por muitos anos sendo um mistério. "Até que, há cinco anos mais ou menos, uma cova com corpos dessa época foi descoberta e, dentro dos dentes dos cadáveres, foi encontrado o material genético da salmonela."

Peste dos Antônios

Uma grande epidemia começou em 165 e no ano seguinte atingiu Roma, durando 15 anos. O nome era uma alusão à família que governava o império na época. Cerca de um terço da população morreu. No auge da epidemia, eram registradas quase duas mil mortes diárias em Roma.

Em 180, o próprio imperador Marco Aurélio foi morto pela doença. O médico Claudio Galeno descreveu na época a peste como tendo sintomas de febre, diarréia e erupções cutâneas.


Lepra na Europa medieval

Entre os anos 1000 e 1350, a lepra se desenvolveu na Europa. As vítimas sofriam lesões na pele, deformações e perda das extremidades. As pessoas eram isoladas e sofriam muito preconceito. Nessa época, muitos centros para leprosos foram criados, e a Igreja Católica controlava os doentes, sustentando que as lesões eram sinais de impureza religiosa. O doente identificado recebia uma cerimônia religiosa, a ‘missa dos leprosos’, em que ganhava trajes especiais e um instrumento sonoro para anunciar sua chegada a lugares públicos.

"Uma verdadeira perseguição aos leprosos ocorreu na época. Como a lepra não é uma doença altamente contagiosa, achamos que muita gente que tinha doenças de pele foi rotulada como tendo lepra", explicou Stefan Ujvari.


A pior de todos os tempos: a peste negra

Pior epidemia da história da humanidade segundo o infectologista, a peste bubônica matou um terço da população europeia. Com início em 1347, a doença se espalhou rapidamente, seguindo as rotas marítimas.

Em 1348, a doença já havia atingido as áreas mais densas dos mundos cristão e muçulmano. A peste chegou num momento de crise agrária e fome. Por volta de 1350, toda a Europa central e ocidental tinha sido afetada. Após essa grande epidemia, a doença não desapareceu e continuou provocando surtos de tempos em tempos.

Os sintomas da peste bubônica são mal-estar, febre, dores no corpo e inchaços do tamanho de um ovo, conhecidos como bubões. A coloração azulada que dá o nome à doença, ocorre pela falta de oxigenação da pele, pela insuficiência pulmonar.




Hospital improvisado no Kansas, durante a gripe espanhola (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)



Ratos com pulgas contaminadas pelo bacilo foram um grande fator de disseminação da peste na época. Segundo escreveu Ujvari em seu livro "A História e suas epidemias", "as epidemias encontram terreno propício nas regiões com aglomerações populacionais e condições precárias de higiene, em que ocorre grande proliferação de ratos dividindo espaço com os homens.”

Suor inglês: a doença misteriosa

A cidade de Londres foi alvo de uma epidemia no século XV. As características da doença eram febre intensa e calafrios. Em poucas horas, o paciente podia ter convulsões, entrar em coma e morrer. De cada três pessoas que apresentavam o sintoma, uma morria. A doença teve grandes surtos e chegou a atingir boa parte da corte de Henrique VIII. Cidades perderam quase a metade da população.

O ultimo surto da doença, em 1529, atingiu outros países, como Holanda, Rússia e Alemanha. Depois de um quinto surto, em 1551, quando matou 900 pessoas nos primeiros dias, a doença desapareceu completamente e permanece como um mistério ate hoje.

Cólera na era das máquinas

Em 1817, a cólera começou a se espalhar por áreas da Índia, onde já era endêmica. Alguns anos depois, atingiu o leste da Ásia e o Japão. Em 1820, Bangcoc, capital da Tailândia, reportou 30 mil mortes (numa população de 150 mil habitantes).

Dez anos mais tarde, em 1831, a doença chegou à Europa pela Inglaterra e atingiu os principais centros industriais e locais de moradia lotados, como cortiços. Durante a epidemia, quase 30 mil pessoas morreram no Reino Unido, a maioria pessoas pobres.

Gripe espanhola

Os soldados que lutavam nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial em 1918 enfrentavam não apenas o frio, a chuva, a lama e o inimigo. Nessa época, uma gripe mortal acometeu tropas inteiras e logo se espalhou para a população civil, matando de 40 milhões a 50 milhões de pessoas, primeiro na Europa e nos EUA, depois na Ásia e nas Américas Central e do Sul. Há relatos de pessoas que acordavam bem e, no final da noite, estavam morrendo – tão rápido era o avanço da doença.

No Brasil, a gripe espanhola, como ficou conhecida, apareceu no final do ano, quando marinheiros desembarcaram doentes após uma ida à África. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, 65% da população adoeceu. “Só no Rio de Janeiro, foram registradas 14.348 mortes. Em São Paulo, outras 2.000 pessoas morreram”, diz o site da Fiocruz.

Gripe asiática

A doença atingiu a China nos anos de 1957 e 58 e chegou aos EUA matando mais de 70 mil pessoas. Diferente do tipo de vírus que causou a epidemia de 1918, esse era rapidamente identificado principalmente devido aos avanços da tecnologia médica. A Organização Mundial da Saúde estima que até 50% da população foi afetada, e a taxa de mortalidade era de uma pessoa a cada 4 mil. O numero de mortes no mundo passou de um milhão.

Gripe de Hong Kong

Nos anos de 1968 e 69, um outro tipo de gripe matou de 1 milhão a 3 milhões de pessoas - quase 34 mil só nos EUA e 30 mil na Inglaterra. Transmitida por aves, a doença matou em muito pouco tempo. Meio milhão de casos foram reportados em Hong Kong apenas nas duas primeiras semanas. A doença chegou nos EUA em setembro de 1968, por meio de soldados vindos do Vietnã. A vacina começou a ser fabricada dois meses após o surto.

Sars

A doença respiratória viral Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) foi detectada pela primeira vez em fevereiro de 2003, na Ásia. Nos meses seguintes, se espalhou para mais de 12 países na América do Norte, na América do Sul, na Europa e na Ásia. A doença começa com uma febre alta e pode ter dores de cabeça, no corpo e mal-estar. A transmissão ocorre por contato próximo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um total de 8.098 pessoas ficaram doentes no mundo, das quais 774 morreram. No mesmo ano a epidemia foi controlada.


fonte: http://g1.globo.com

Empresa lança pílula de tomate para combate ao colesterol

Uma empresa de biotecnologia vinculada a Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, está lançando, nesta segunda-feira, um suplemento natural feito de tomates que pode ajudar a combater o colesterol.

O Ateronon contém um ingrediente ativo das dietas comuns na região do Mediterrâneo - o licopeno, um antioxidante que dá a cor avermelhada ao tomate e que auxilia no bloqueio do colesterol LDL, o chamado "mau colesterol".

Apesar dos potenciais benefícios, a substância é pouco absorvida quando ingerida ao natural. A pílula, portanto, traz uma versão mais refinada e de maior absorção.

Testes preliminares feitos com 150 pessoas indicam que o suplemento pode reduzir a oxidação de gorduras no sangue a quase zero em apenas oito semanas.


O licopeno é pouco absorvido quando ingerido ao natural
O neurocientista Peter Kirkpatrick, responsável pelos próximos testes da pílula que serão realizados no Hospital Addenbrooke, na Inglaterra, afirmou que o suplemento pode ser mais eficaz do que as estatinas usadas em tratamentos de colesterol.

Cautela

Mas o professor Peter Weissberg, da British Heart Foundation, diz que apesar dos testes iniciais, ainda levará tempo para avaliar os efeitos reais do Ateronon.

"Enquanto isso, nosso conselho para pacientes que sofrem de doenças cardíacas é confiar nos medicamentos receitados pelos médicos e tentar ingerir muitas frutas e verduras frescas", disse Weissberg.

Para o professor Anthony Leeds, da organização Heart UK, que trabalha na prevenção de doenças cardíacas, "os testes iniciais são promissores".

"O novo produto de licopeno representa uma nova abordagem para o tratamento de alto colesterol e abre uma possibilidade interessante".

fonte: www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/06/

terça-feira, 26 de maio de 2009

Muita sede se mata com pouca água

Por que é perigoso dar água em grande quantidade a quem tenha ficado um longo período sem beber?


Porque as células do sedento podem ficar encharcadas e inchar, causando edemas em regiões importantes do corpo, como o cérebro. Isso não vai acontecer com alguém que fique a seco apenas algumas horas, mas com quem deixar de beber ou de comer alimentos que contenham líquidos por muitas horas. "Nessa situação, o corpo fica debilitado porque, junto com a água, ele perde também sais minerais", explica o gastroenterologista Thomas Szego, de São Paulo. Esses sais controlam a entrada e a saída de líquido nas células. Sem eles, a porteira fica aberta e o que chega entra. O descontrole leva ao inchaço (veja o infográfico). Por isso as vítimas de terremoto que ficam presas nos escombros e passam muito tempo sem água e comida — o limite que o corpo agüenta é de 36 horas — devem consumir bebidas isotônicas, ou seja, que contenham também sais minerais. E bem devagar.

Para que o corpo funcione bem, deve haver sais minerais nele. Os sais controlam a entrada e a saída de água nas células.



Com o corpo desidratado, os sais são eliminados no suor e na urina.



Quando uma quantidade grande de líquido é ingerida após uma desidratação, ela atravessa a membrana e entra descontroladamente na célula, estofando-a. Se isso ocorrer no cérebro, pode causar lesões sérias ou até matar.

http://super.abril.uol.com.br/superarquivo/2000/janeiro

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fumantes de terceira mão - Pesquisadores alertam que os perigos do cigarro permanecem mesmo depois de ele ter sido apagado

por Coco Ballantyne

Você já deve ter se sentido o cheiro da fumaça de cigarro que impregna os cabelos e roupas de fumantes próximos a você, ou talvez tenha entrado em um elevador e se perguntado por que o ambiente estava cheirando a cigarro, se não havia ninguém fumando por perto. Bem-vindo ao mundo do fumo de terceira mão.
“Esse efeito residual do cigarro consiste na contaminação provocada pela fumaça de tabaco, que permanece depois de o cigarro ter sido apagado”, explica Jonathan Winickoff, pediatra do Centro de Câncer Dana-Farber/Harvard, em Boston, e autor de uma pesquisa sobre o novo fenômeno, publicada no periódico Pediatrics.

Segundo o estudo, uma grande parcela da população, especialmente os fumantes, ignora que o fumo de terceira mão ─ a combinação de toxinas que adere por horas ou mesmo dias a carpetes, sofás, tecidos e outros objetos, em ambientes freqüentados por fumantes ─ é prejudicial à saúde de bebês e crianças. Dos 1.500 fumantes e não-fumantes monitorados por Winickoff, a grande maioria concordou quanto aos perigos do fumo passivo. Mas, ao serem questionados se concordavam com a afirmação: “Respirar hoje, em um local onde alguém fumou ontem, pode ser prejudicial à saúde?”, somente 65% dos não-fumantes e 43% dos fumantes responderam afirmativamente.

O termo cunhado pela equipe de Winickoff ─ é um conceito relativamente novo, mas a preocupação com esse tipo de efeito é bastante antiga, embora somente há pouco tempo tenham surgido os primeiros estudos. Segundo Stanton Glantz, diretor do Centro de Pesquisa e Educação para o Controle do Tabaco, da University of California, em São Francisco, “o nível de toxicidade na fumaça do cigarro é astronômico, se comparado a outras toxinas ambientais, como as partículas expelidas pelo escapamento de veículos”. Entretanto, Glantz ressalta que desconhece qualquer estudo relacionando o fumo de terceira mão a doenças, como acontece com o fumo passivo.
O fumo de terceira mão inclui tudo o que sobra depois da fumaça visível ─ que leva ao fumo passivo ─ ter se dissipado no ar. São as toxinas do tabaco que se acumulam nas superfícies com o tempo: um cigarro reveste as paredes de um cômodo qualquer com uma camada dessas toxinas; um segundo cigarro adiciona mais uma camada e assim por diante. Não é possível quantificar esse resíduo, pois depende do tamanho do ambiente. Em lugares pequenos, como um carro, o depósito é muito maior. Na verdade, os próprios fumantes estão contaminados e são fontes de emissão de toxinas.

O relatório de 2006 do U.S. Surgeon General adverte que não há exposição ao tabaco sem riscos. Na fumaça do cigarro, estão presentes 250 toxinas. O componente mais perigoso da fumaça de cigarro é o cianeto, usado em armas químicas que e interfere na liberação de oxigênio para os tecidos. Outros componentes perigosos são o arsênico, um veneno utilizado para matar ratos, e o chumbo.

Em crianças os efeitos são mais graves. O cérebro em desenvolvimento é particularmente sensível aos níveis de toxinas. Bebês e crianças estão mais próximos do chão e de outras superfícies onde as toxinas se depositam, por isso estão mais expostos à contaminação.

As crianças ingerem duas vezes mais poeira que os adultos por causa da respiração mais rápida e do constante contato com superfícies empoeiradas. Considerando que um adulto pesa 70 kg, por exemplo, e um bebê, 7 kg, crianças e bebês estão sujeitos a uma exposição 20 vezes maior que um adulto.

Estudos em camundongos sugerem que a exposição à toxina do tabaco é a principal causa da síndrome de morte súbita infantil, provavelmente provocada por insuficiência respiratória.

Este estudo sugere que para proteger a saúde de seus próprios filhos, os fumantes precisam abandonar o vício, e os não-fumantes precisam a ajudá-los nessa tarefa.

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/fumantes_de_terceira_mao.html

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O que acontece quando as paredes do cólon não são sadias?

março de 2009

Acontece algo muito perigoso para a boa saúde: a mucosa se inflama e perde sua impermeabilidade, ou seja, permite que substâncias tóxicas, alguns parasitas e fragmentos de alimento não bem digeridos a atravessem e entrem nos líquidos orgânicos (o sangue e a linfa).
Tais substâncias nocivas, difundindo- se no organismo inteiro, podem gerar os sintomas mais diversos. A relação inclui enxaquecas e hemicranias crônicas, alergias, acnes, psoríase e outras doenças da pele, distúrbios da próstata, diverticulite, graves prisões de ventre, prolapsos intestinais, artrites, reumatismos, problemas cardíacos, asma, problemas respiratórios, nódulos das mamas, perda de vitalidade, cansaço, depressão, falta de concentração, agressividade, ataques de pânico, infecção, inflamações, poliartrite, problemas dos cabelos, parasitoses intestinais que produzem o bruxismo (ranger de dentes noturno) e muitos outros distúrbios.

Algumas condições responsáveis por fazer do nosso intestino o ponto inicial de tantas disfunções e doenças que, num primeiro momento, ninguém iria associar a esse órgão. Fundamentalmente, até mesmo numa pessoa sadia é possível se encontrar uma ou mais das seguintes anomalias:

1. Incrustações fecais
2. Disbiose intestinal
3. SII (síndrome do intestino irritável)
4. Síndrome de hiperpermeabilidade intestinal
5. Glúten e doença celíaca


Origem: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/438

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Colesterol: LDL e HDL

Colesterol: como atuam o LDL e HDL no seu organismo
Entenda o funcionamento do LDL e do LDH e controle seu colesterol


O que é o colesterol?

Embora o colesterol tenha conquistado uma reputação ruim nos últimos anos, ele não é, por si só, ruim. O colesterol é uma substância macia, semelhante a cera derretida, levemente amarelada, que se forma espontaneamente no organismo, revestindo as paredes das células e membranas. É encontrado em todos os órgãos do corpo, incluindo o cérebro, os nervos, os músculos, a pele, o fígado, os intestinos e o coração. Trata-se de uma, entre as várias gorduras (ou lipídios) que o corpo produz. Sem colesterol não seria possível viver. O corpo usa colesterol na produção de hormônios sexuais (incluindo estrogênio, progesterona e testosterona), de vitamina D e dos ácidos biliares que ajudam na digestão de gorduras. No entanto, uma quantidade relativamente pequena é suficiente para desempenhar tais funções. O que o corpo (o fígado, os intestinos e até mesmo a pele) fabrica é mais que o bastante, cerca de três ou qua­tro vezes acima do que ingere a maioria das pessoas. Isso significa que poderíamos passar o resto da vida sem consumir colesterol, sem o menor problema, embora isso não seja necessário.


O Colesterol Bom, o Ruim e o Péssimo

Como muitas outras coisas, o colesterol não faz mal, a não ser que a quantidade seja excessiva. Há diferentes tipos de colesterol: alguns ruins, outros bons. O quanto você tem de cada tipo faz muita diferença na probabilidade de desenvolver doença coronariana.

Na verdade não é o colesterol que é bom ou ruim para você, mas sim o “veículo” do qual ele se utiliza para circular na corrente sangüínea. Como o colesterol assemelha-se a cera derretida, ele não se mistura com o sangue, que é aquoso. Para penetrar nas células e nos tecidos onde precisa atuar, o colestero se agrega a proteínas, criando conjuntos transportadores chamados lipoproteínas. Imagine esses conjuntos como pequenos submarinos em formato de bolha, carregando colesterol por todo o corpo. Alguns desses “submarinos” são amigos, mas a maioria é de inimigos.


Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL)

As lipoproteínas de baixa densidade, ou LDL (do inglês, low-density lipoproteins), são as mal­feitoras, na ver­dade as arquiinimigas. As LDL são as responsá­veis pelo transporte da maior parte do colesterol (75 a 80%) no sangue, depositando-o nas células e nas paredes das artérias. Estas partículas contribuem para a formação de placas, que estreitam as artérias. Isso reduz o fluxo de sangue circulante, diminuindo o oxigênio que chega ao coração. Alguns tipos de LDL são mais perigosos que outros.

As partículas de LDL menores e mais densas são mais prejudiciais para os vasos sangüíneos porque têm maior facilidade para atravessar o revestimento dos vasos e penetrar as paredes. A maioria das pessoas não faz idéia do tipo de LDL que possui, uma vez que os testes necessários para apurar seus índices são caros e complicados e, por isso, não são solicitados rotineiramente. Se você já tem doença coronariana ou um histórico familiar e o clínico já solicitou o parecer do cardiologista, é muito provável que ele peça exames mais detalhados para avaliar melhor seus riscos. Talvez não faça grande diferença; de qualquer modo, é importante ter em mente que é bom baixar seu nível de LDL.


Qual é o nível ideal de LDL?

Depende de seu histórico pessoal e de outros fatores de risco para doença coronariana. Se você é um homem com 45 anos ou mais, ou uma mulher com mais de 55 anos, e não tem doença coronariana, diabetes, hipertensão nem história familiar de doença coronariana prematura e também não fuma, estes são os parâmetros desejáveis (os níveis são medidos em miligramas por decilitro, ou mg/dL):



Nível de LDL Categoria

Menos de 100 mg/dL Ótimo

100-129 mg/dL Quase ótimo

130-159 mg/dL Limítrofe alto

160-189 mg/dL Alto

190 mg/dL ou mais Muito alto


Lipoproteínas de Alta Densidade (HDL)


As lipoproteínas de alta densidade, ou HDL (do inglês, high-density lipoproteins), são “do bem”, os “caminhões de lixo” da corrente sangüínea, conforme descreveu o médico C. Noel Bairey Merz, diretor do Núcleo de Prevenção e Reabilitação Cardíaca do Centro Médico Cedars Sinai, em Los Angeles. Elas são responsáveis pelo trânsito de 20 a 25% do colesterol no sangue, transportando-o dos tecidos para o fígado, que as descarta. Quanto mais HDL na corrente sangüínea, mais colesterol ruim, o que obstrui as artérias, é removido. Os pesquisadores descobriram que para cada ponto percentual acrescido ao seu nível de HDL, o risco de um infarto cai de 3 a 4%. A título de comparação: uma queda de 1% do seu nível de LDL reduz o risco de infarto em apenas 2%.

As HDL são tão benéficas que um alto nível no sangue pode neutralizar fatores de risco como diabetes ou obesidade. Em contrapartida, baixos níveis de HDL muitas vezes acarretam outros problemas. Por exemplo, muitas pessoas com HDL baixo apresentam níveis altos de outras gorduras nocivas no sangue, como triglicerídeos e resíduos de lipo­proteínas. Isso faz sentido, visto que níveis baixos de HDL significam um número menor de “caminhões de lixo” para livrar a corrente sangüínea do colesterol “imprestável”. Um HDL baixo também pode ser sinal de resistência à insulina e síndrome metabólica, ou síndrome X.



Nível de HDL Categoria

Menos de 40 mg/dL Baixo (perigoso)

40-59 mg/dL Médio (neutro)

60 mg/dL ou mais Alto (protetor)



O fumo, o excesso de peso, a vida sedentária e uma alimentação rica em carboidratos (mais de 60% das calorias ingeridas) contribuem para um nível baixo de HDL.

Saiba como controlar esses fatores que colocam em risco sua saúde.

Histórico familiar de níveis baixos de HDL também é um fator de risco. Na verdade, cerca de 50% dos desequilíbrios das HDL são de origem genética. As mulheres são privilegiadas e geralmente têm nível de HDL mais alto que os ­homens. Entretanto, alguns médicos acreditam que elas precisam mantê-los mais altos para permanecerem saudáveis, e sugerem que conservem um nível acima de 60, que é o patamar atualmente recomendado.

Mantenha seu colesterol sob controle através de uma alimentação saudável.




FONTE: Reduza seu colesterol
http://www.selecoes.com.br/selecoesevoce/saude

quinta-feira, 14 de maio de 2009

SAÚDE - A tiróide ou tireóide?

A tiróide (português europeu) ou tireóide (português brasileiro) (termo derivado da palavra grega "escudo", devido ao seu formato) é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo.Ela é uma estrutura de dois lobos localizada no pescoço (em frente à traquéia) e produz hormônios, principalmente tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que regulam a taxa do metabolismo e afetam o aumento e a taxa funcional de muitos outros sistemas do corpo. O iodo é um componente essencial tanto do T3 quanto do T4.

A glândula tiróide está exposta a duas enfermidades fundamentais:

O hipotiroidismo
O hipotiroidismo é um estado doentio causado pela produção insuficiente de hormônio tiróide. Há várias causas distintas para o hipotiroidismo, sendo que a mais comum é a tireoidite de Hashimoto. Outra causa comum é o hipotiroidismo resultante de terapia radioiodine para hipertiroidismo. A deficiência de iodo na dieta também pode causar hipotiroidismo.

Sintomas do hipotiroidismo

Adultos: fala lenta e roca, memória prejudicada, reflexos lentos, pele seca, sensibilidade aumentada ao frio e calor, obesidade e ganho de peso, depressão (especialmente em idosos), anemia, metabolismo lento, constipação, fadiga, falta de fôlego, necessidade de sono aumentada, perda de desejo sexual, dor em articulações e músculos, palidez, irritabilidade, ciclos menstruais anormais, infertilidade ou dificuldade de engravidar, colesterol elevado.

Crianças:
Idade muito nova: problemas para comer, constipação, ronco, sono em excesso.
Fase em que começa a andar: abdome protuberante, pele seca, dentes demorando a nascer.
Depois de começar a andar: falta de crescimento normal, estatura anormalmente pequena para a idade, inteligência abaixo do normal para a idade.

Tratamento de hipotiroidismo

Substituição dos hormônios tiróides ao tomar comprimidos de tiroxina (T4), geralmente na forma de levotiroxina. Há controvérsia sobre a utilidade de administrar triiodotironina (T3), já que o fígado converte T4 em T3. Deficiência na dieta de certos minerais e iodo podem ocasionar hipotiroidismo, então a suplementação desses pode ser um tratamento eficiente.

Hipertiroidismo

O hipertiroidismo é a síndrome clínica causada pelo excesso de tiroxina (T4) ou triiodotironina (T3), ou ambos. A principais causas são: doença de Graves, adenoma tóxico, bócio multinodular tóxico e tireoidite subaguda.

Sinais e sintomas do hipertiroidismo

Os principais sintomas do hipertiroidismo são : perda de peso, fadiga, fraqueza, hiperatividade, irritabilidade, apatia, depressão e transpiração. Adicionalmente, os pacientes podem apresentar uma variedade de sintomas como palpitações, arritmias, dispnéia, infertilidade, perda dd libido, náusea, vômito e diarréia. Em pessoas mais velhas esses sintomas clássicos podem não estar presentes, apenas a fadiga e perda de peso.

Manifestações neurológicas incluem tremor, miopatia e paralisia periódica. Infarto de origem cardioembólica é umas das complicações mais sérias do hipertiroidismo.

Tratamento de hipertiroidismo

As opções para tratamento do hipertiroidismo são:
* Cirurgia para remover a tiróide ou parte dela.
* Terapia radioiodine
* Medicamentos para impedir a produção dos hormônios tireóides.

Doenças

Hipertiroidismo (tireotoxicose) - níveis excessivos de hormônio tiroidiano.
Doença de Graves - tireotoxicose autoimune
Hipotiroidismo - níveis insuficientes de hormônio tiroidiano.
Cretinismo - hipotiroidismo na criança.
Mixedema - hipotiroidismo no adulto.
Tiroidite de Hashimoto - hipotiroidismo autoimune.
Bócio - massa no pescoço devido a tiróide hipertrofiada por insuficiência de iodo na dieta.
Tumores da tiróide - neoplasias e cancros da Tiróide.
A tireóide pode ser acometida de enfermidades correlacionadas com o meio ambiente. O consumo excessivo de fluoretos, a deficiência de iodo, vitaminas e desnutrição, contribuem para o aparecimento do Hipotiroidismo. Se você tem, ou suspeita ter, essa enfermidade comum, evite os fatores de risco e converse com seu médico sobre o tratamento.


FONTES
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tiroide
http://www.copacabanarunners.net/tiroide.html
http://asnovidades.com.br/tiroide-ou-tireoide/

Ciência e Saúde - Depressão pode indicar hipotireoidismo, alertam especialistas

14 de Maio de 2009


Por AE

São Paulo - Fraqueza nos músculos, cansaço e dificuldade de concentração, além de perceber que seus batimentos cardíacos mais demorados. Tais sinais, típicos de quem está com depressão, também são sintomas comuns nas pessoas que sofrem de hipotireoidismo. “Um sintoma muito comum em pacientes que sofrem de hipotireoidismo, doença causada pela deficiência do hormônio tireoidiano, é a depressão. Muitas vezes, as pessoas que passam a ter o problema costumam buscar ajuda psiquiátrica e, consequentemente, não conseguem solucionar a questão, já que a causa é uma disfunção da tireoide”, diz Ana Luiza Maia, chefe do Setor de Tireóide do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

De acordo com a professora doutora Laura Sterian Ward, do departamento de clínica médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Campinas), os leigos costumam banalizar a doença, sem saber ao certo do que estão falando, muito menos onde está localizada a tireoide e qual é a sua real função. “Ela é uma glândula maravilhosa, alojada na região anterior do pescoço, bem na base da garganta, perto das gordurinhas, no formato de uma borboleta.” Segundo a especialista, o papel da glândula é regular o metabolismo por meio dos hormônios tiroxina e tri-iodotironina. Juntos, eles controlam a velocidade com que o organismo queima energia e processa reações.

Nem sempre o organismo reage da forma esperada pelos médicos, principalmente entre as mulheres. “Essa doença é oito vezes mais comum em mulheres do que em homens. E ainda não se sabe ao certo o motivo de as mulheres correrem mais riscos”, avisa Laura. Há dois fenômenos que denunciam que algo está errado no corpo humano: o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. O primeiro quadro, se não for tratado, faz com que a pessoa sinta-se preguiçosa, deprimida, ganhe peso inexplicavelmente e tenha fortes dores nas articulações; o segundo caso está diretamente relacionado aos sintomas de menores períodos menstruais, perda de peso e batimentos cardíacos acelerados, sem contar o risco aumentado de infertilidade e aborto.

Exame

O mau funcionamento da tireoide pode ser confirmado por um simples exame de sangue, chamado de TSH, que verifica os níveis de hormônio tireoidiano - ou pelo ultrassom, que diagnostica se há ou não nódulos na glândula. “Caso a pessoa comece a sentir alguns dos sintomas relacionados aos problemas de tireoide ou ache que tem uma bolota maior do que a comum na garganta, o ideal é procurar um endocrinologista o quanto antes”, alerta Márcia Puñales, endocrinologista pediátrica do Instituto da Criança com Diabetes e pesquisadora do Setor de Tireóide e do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clinicas de Porto Alegre.


AE

http://veja.abril.uol.com.br/agencias/ae/ciencia-saude/detail/2009-05-14-388779.shtml

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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