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sábado, 18 de julho de 2009

Minipeixe-elétrico usa energia como radar de localização

Animal vive na Amazônia e é parente do poraquê.
Eletricidade do peixinho é menor que 1 volt.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em Manaus

Quem vê o peixinho sarapó pela primeira vez tem a impressão de que ele é um filhote do poraquê, o temido peixe-elétrico da Amazônia. E ele é quase isso. Com apenas 10 centímetros de comprimento, o minipeixe-elétrico é parente próximo do poraquê, e também consegue produzir energia elétrica.

Sarapó emite energia continuamente, mas a eletricidade gerada pelo peixinho não chega a 1 volt. A energia dispersada por ele serve como um radar: ajuda o animal a se localizar e a encontrar outros bichos. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)

Como é um animal de hábitos noturnos, o sarapó não pode depender da luz para se locomover. Por isso, a energia gerada pelo peixinho serve como um radar: ajuda o bicho a se localizar, encontrar presas, defender o território e arrumar namoradas.

Diferente do seu primo poraquê, o sarapó emite pouca energia, que não chega a alcançar um volt e não tem capacidade para ser percebida por seres humanos. Ele vive em águas rasas da Amazônia e se alimenta de insetos, moluscos e outros peixinhos.

Osciloscópio mostra ondas de energia emitidas por duas espécies diferentes de sarapós. Existem pelo menos 130 tipos diferentes do 'mini peixe-elétrico', e cada espécie emite energia com frequência diferente. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)

Um aquário com três espécies de sarapós – são mais de 130 conhecidas – estava exposto na mostra promovida pelo Museu da Amazônia (Musa) durante a reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Manaus

O poraquê, 'primo mais velho' do sarapó, também é conhecido como peixe-elétrico. Ele também usa a eletricidade para se localizar, mas quando quer caçar ou se defender, é capaz de dar grandes choques de uma só vez. Cada descarga elétrica do poraquê pode chegar a 600 volts. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)

Fonte:http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1232766-16052,00-MINIPEIXEELETRICO+USA+ENERGIA+COMO+RADAR+DE+LOCALIZACAO.html

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cacau selvagem da Amazônia vira chocolate fino na Europa

Ribeirinhos coletam o fruto nas florestas do sul do Amazonas. Na Alemanha, tablete com a matéria-prima brasileira custa mais de R$ 8.


Dennis Barbosa

Do Globo Amazônia, em Sena Madureira (AC) - o jornalista viajou a convite da Embaixada da Alemanha


O cacau selvagem colhido em um dos lugares mais remotos da Amazônia virou matéria-prima para chocolates finos na Europa. Ribeirinhos de Boca do Acre, na confluência do Rio Acre com o Purus, no sul do Amazonas, colhem o cacau e o vendem a uma cooperativa que beneficia os frutos para enviá-los à Alemanha, onde são ingrediente de chocolates que custam cerca de 3 euros por unidade (mais de R$ 8).A colheita do cacau é trabalhosa, já que os cacaueiros nativos da região não ficam tão carregados quantos os pés plantados pelo homem. (Foto: Reprodução)
Segundo Jaime Sass, diretor-administrativo da Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus (Cooperar), este ano já foram colhidas 6 toneladas de frutos nativos.

Os cacaueiros estão espalhados pelos rios da região. Ribeirinhos fazem a colheita e levam os frutos até a beira do rio, onde são recolhidos com barcos. “Temos muitos gastos devido às grandes distâncias que precisamos percorrer para recolher o cacau”, explica Sass. Após o recolhimento, os frutos são descascados e colocados em caixas de fermentação por alguns dias. Em seguida, são secos em estufas.

Apesar das dificuldades, o extrativismo de cacau é uma maneira para os ribeirinhos conseguirem dinheiro, já que a maioria deles se dedica apenas à pesca e à agricultura de subsistência.

Segundo o diretor da Cooperar, eles conseguem até R$ 50 com um dia de trabalho. Ao todo, cerca de 200 ribeirinhos de Boca do Acre trabalham com o cacau durante três meses (março a maio) ao ano.

A parceria com os alemães funciona desde 2006. A Cooperação Técnica Alemã, empresa pública que apoia o desenvolvimento em países estrangeiros fez a ponte entre os extrativistas do Amazonas e a fábrica de chocolates. O cacau de Boca do Acre é transportado em barcos. (Foto: Reprodução)

Uma fundação alemã pagou a instalação de estufas de secagem e a indústria se compromete a cobrir os gastos da cooperativa quando houver imprevistos que aumentem os custos, como a cheia prolongada deste ano, que dificultou a colheita.


A matéria-prima amazônica é usada em dois tipos de chocolate com diferentes teores de cacau. (Foto: Reprodução)

Por que trazer a matéria-prima de um lugar tão distante? A fábrica alemã, além de apostar na qualidade do cacau selvagem da Amazônia, usa sua origem “exótica” para marketing. A questão do apoio aos ribeirinhos e do comércio justo é outro ponto favorável para a imagem da empresa.



Fonte:http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1224920-16052,00-CACAU+SELVAGEM+DA+AMAZONIA+VIRA+CHOCOLATE+FINO+NA+EUROPA.html

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Desmatamento favorece mosquito transmissor da malária, aponta estudo

Cientistas encontraram mais larvas em áreas devastadas.
Amostras do inseto foram coletadas em 844 pontos da Amazônia peruana.

Do Globo Amazônia, em São Paulo


O desmatamento favorece a ocorrência do principal transmissor de malária na Amazônia, o mosquito Anopheles darlingi, aponta estudo publicado na edição de julho do “American Journal of Tropical Medicine and Hygiene”.

Cientistas analisaram larvas coletadas na água ao longo de 112 quilômetros da rodovia que liga Iquitos a Nauta, na Amazônia peruana. Os pesquisadores verificaram que esta espécie de mosquitos estava presente em 10,3% dos 844 pontos em que foi feita coleta de larvas.

Com imagens de satélite e observações em campo, eles concluíram que nos lugares onde o A. darlingi está presente, a cobertura florestal média é de 24,1%, comparado com 41% para os lugares sem a presença do inseto.

Intrigado com o rápido aumento dos casos de malária na Amazônia peruana nos anos 90, o grupo resolveu estudar a doença na região – em 1997 cerca de um terço da população local havia tido a doença. Em 2006, um estudo já havia documentado a maior incidência de Anopheles darlingi adulto em áreas desmatadas da floresta. Não está claro ainda qual é o mecanismo ecológico que causa esta variação na ocorrência do inseto.

William Pan, professor da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, um dos autores do estudo, está fazendo uma pesquisa adicional com a população humana da região. Um terço das pessoas que ele está estudando tiveram malária no último ano e, de acordo com Pan, a maioria delas vive em áreas desmatadas recentemente.

O Anopheles darlingi é o principal vetor de disseminação da malária também na Amazônia brasileira. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma criança morre pela doença a cada 30 segundos no mundo. Em 2006, de acordo com a OMS, a malária matou cerca de um milhão de pessoas, principalmente na África.

Fonte:http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1213754-16052,00-DESMATAMENTO+FAVORECE+MOSQUITO+TRANSMISSOR+DA+MALARIA+APONTA+ESTUDO.html

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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