Seguidores

Mostrando postagens com marcador extinção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador extinção. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Onde a biodiversidade está mais ameaçada no planeta?



por Paulo Gama

Considerando a porcentagem de vegetação original destruída, a bacia do mar Mediterrâneo é a região mais agonizante do planeta: apenas 4,7% da área original segue intacta e 32 espécies de animais endêmicas (que só existem no próprio lugar) estão ameaçadas de extinção. Mas neste ranking ingrato há outras nove regiões com mais de 90% do território original destruído (veja o mapa ao lado). Elas fazem parte de uma lista de 34 regiões definidas por organizações ambientais como as mais importantes para a conservação da biodiversidade mundial. São os hotspots: locais que possuem ao menos 1 500 espécies de plantas endêmicas e já perderam 70% ou mais de suas áreas originais. Juntas, as 34 regiões ocupam menos de 3% da superfície do planeta, mas concentram 50% de todas as espécies vegetais e 42% de todos os vertebrados da Terra. "Você acaba com a força de evolução do planeta quando interrompe de maneira tão abrupta a existência dessas regiões riquíssimas", afirma a bióloga Monica Fonseca, da ONG Conservation International do Brasil. Duas dessas regiões estão no Brasil: a mata Atlântica, com 8% da cobertura original, e o cerrado, com 20%.

Os 10 pontos mais críticos
Nestas regiões pelo menos 90% da cobertura original já foi destruída
Caribe

Concentra diversos ecossistemas, como florestas tropicais e regiões semi-áridas

Extensão original - 229 549 km2

Extensão atual - 22 955 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 209

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura e inserção de espécies estrangeiras

Bacia do Mediterrâneo

Originalmente, apresentava uma flora quatro vezes maior do que a de todo o resto do continente europeu

Extensão original - 2 085 292 km2

Extensão atual - 98 009 km2 (4,7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 34

Principal ameaça - Ocupação humana

Mata AtlÂntica

A floresta tropical que cobre grande parte da costa brasileira atinge também o território de nossos vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina

Extensão original - 1 233 875 km2

Extensão atual - 99 944 km2 (8,1% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 90

Principal ameaça - Ocupação humana

Chifre da África

Região árida, é o habitat da maioria das espécies de antílopes do mundo

Extensão original - 1 659 363 km2

Extensão atual - 82 968 km2 (5% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 18

Principal ameaça - Desmatamento para pastagem e extração mineral

Montanhas do sudOeste chinês

Habitat original de uma das mais ricas faunas de clima temperado, a região tem altitudes que podem chegar a 7558 metros

Extensão original - 262 446 km2

Extensão atual - 20 996 km2 (8% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 8

Principal ameaça - Caça, extração de madeira e queimadas para a criação de pastos

Florestas da costa leste africana

Concentra florestas secas e úmidas, que abrigam uma grande variedade de primatas

Extensão original - 291 250 km2

Extensão atual - 29 125 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 12

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura

Filipinas

As mais de 7 mil ilhas que compõem o arquipélago eram cobertas originalmente por extensas florestas tropicais

Extensão original - 297 179 km2

Extensão atual - 20 803 km2 (7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 151

Principal ameaça - Extração de madeira

Indochina

Coberta principalmente pelas florestas tropicais do Sudeste Asiático. Apesar da devastação, nos últimos 12 anos foram descobertas seis novas espécies de mamíferos

Extensão original - 2 373 057 km2

Extensão atual - 118 653 km2 (5% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 78

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura e extração madeira

Madagascar

A ilha africana tem grande diversidade de ecossistemas, como florestas tropicais e secas e um deserto

Extensão original - 600 461 km2

Extensão atual - 60 046 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 169

Principal ameaça - Erosão gerada pelo desmatamento

Sundaland

A região, que cobre a Indonésia, a Malásia e outras ilhas do arquipélago do Sudeste Asiático, é dominada pelas florestas tropicais

Extensão original - 1 501 063 km2

Extensão atual - 100 571 km2 (6,7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 162

Principal ameaça - Extração de madeira

FONTE:
http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_287728.shtml


http://www.jornallivre.com.br/images_enviadas/globalizacao-e-o-meio-ambiente.jpg

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Após ameaça de extinção, baleias azuis retornam ao Alasca

Essas baleias, provavelmente os maiores animais que já viveram no planeta, foram praticamente exterminadas

ANCHORAGE, EUA - As baleias azuis estão voltando ao Alasca em busca de alimento, e podem estar restabelecendo uma antiga rota de migração, décadas depois de terem sido praticamente exterminadas por baleeiros comerciais, dizem cientistas.


Japão caça 680 baleias na Antártida e fica abaixo da meta

As baleias ameaçadas, provavelmente os maiores animais que já viveram no planeta, ainda têm de se recuperar do massacre mundial que eliminou 99% dos membros da espécie, de acordo com a Sociedade Americana de Cetáceos. A caçada atingiu o ponto máximo em 1931, com mais de 29 mil animais mortos em uma única temporada.

Essas baleias costumavam nadar do México e do Sul da Califórnia ao Alasca, mas estão praticamente desaparecidas das águas desse Estado americano.

Mas diversos avistamentos recentes de baleias californianas ao largo das costas do Alasca e do Canadá sugerem que os animais gigantescos estão se espalhando rumo ao norte outra vez, em busca de krill - um animal semelhante ao camarão - para comer, dizem cientistas em um artigo na revista especializada Marine Mammal Science.

As baleias azuis podem atingir 33 metros de comprimento e tipicamente consomem quatro toneladas de krill ao dia, durante o verão.

Pesquisadores obtiveram indícios da tendência em 2004, durante um levantamento da população de jubartes no Golfo do Alasca, disse o cientista Jay Barlow, da Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA) dos EUA. Três baleias azuis foram avistadas.

"Ninguém tinha visto baleias azuis nestas águas desde o fim da caça às baleias", disse ele. Um total de seis baleias foram avistadas no Alasca naquele ano. As outras três estavam nas Ilhas Aleutas, mas essas pertenciam a um grupo do Pacífico Oeste, perto da Rússia.

Em 2007, pesquisadores avistaram cinco de uma vez só, incluindo um par de mãe e filhote, perto das Ilhas da Rainha Charlotte, no Canadá. Três outras foram avistadas no dia seguinte.

Os cientistas não sabem com certeza por que as baleias voltaram a migrar para o norte. Uma teoria é de que as condições oceânicas mudaram, empurrando o krill mais para o norte. A mudança, acredita-se, é parte de uma variação normal na temperatura dos oceanos.

Estima-se que existissem 350 mil baleias azuis antes que os baleeiros as caçassem até a beira da extinção, no século 20. A Comissão Baleeira Internacional proibiu a caça de baleias azuis em 1966, mas a recuperação tem sido lenta. De acordo com a Sociedade Americana de Cetáceos, hoje existem de 8 mil a 14 mil desses animais.
http://www.estadao.com.br

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

postagem e comentário