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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nova técnica dobra chances de fertilização artifical bem sucedida

Uma nova técnica de exame de embriões apresentada por cientistas britânicos pode dobrar as chances de uma fertilização artificial bem sucedida.

Pesquisadores da Universidade de Oxford que participam de um congresso anual de fertilidade nos Estados Unidos apresentaram os casos bem sucedidos de exames em embriões para detectar problemas genéticos.

Até o momento mais de 20 bebês já nasceram com a ajuda desta técnica e os pesquisadores britânicos agora esperam disponibilizar o método para mais pessoas. Atualmente, a técnica é oferecida apenas em algumas clínicas particulares da Grã-Bretanha e custa 2 mil libras (cerca de R4 5,7 mil).

Os médicos afirmaram que a técnica, chamada de hibridização genômica comparativa (ou CGH na sigla em inglês), poderá ser mais útil para mulheres mais velhas, cujos embriões tem risco maior de apresentar distúrbios genéticos que levam a condições como Síndrome de Down.

A técnica verifica os cromossomos no embrião em desenvolvimento, permitindo que apenas embriões com melhores chances de sucesso sejam utilizados na fertilização in vitro.

O estudo foi realizado pelo segundo ano seguido, mas, desta vez, foram testadas 115 mulheres - número seis vezes maior do que em 2008. Para Dagan Wells, pesquisador da Universidade de Oxford que liderou o estudo, os últimos resultados foram "extraordinários".

De acordo com os pesquisadores, muitas das mulheres que participaram dos testes estavam na "última chance" de fertilização in vitro - tinham por volta de 39 anos e dois tratamentos de fertilização mal sucedidos antes.

'Impacto' No total, 66% das mulheres ficaram grávidas depois do uso da nova técnica de exames dos embriões, mais do que o dobro do número de mulheres que ficavam grávidas sem o uso dos exames, que foi de 28%.

"Fomos surpreendidos pelo impacto (que o exame) teve nas taxas de sucesso (dos tratamentos de fertilização in vitro)", afirmou Wells. "Creio que chegamos ao ponto em que podemos dizer que estamos presenciando os efeitos positivos." "A embriologia realmente pedia por isso", afirmou Allan Pacey, da Sociedade Britânica de Fertilidade. "Nós realmente não evoluímos da ciência de apenas olhar pelo microscópio e ver se um embrião parece bom baseado em alguns critérios imprecisos." "Apesar de (a técnica) estar nas primeiras fases de uso, poderá ser de grande benefício para mulheres mais velhas, cujas chances de sucesso com o tratamento de fertilização in vitro são menores. E também (a técnica) é bem-vinda, pois vai na direção da transferência de um único embrião", acrescentou Susan Seenan, da organização britânica Infertility Network.

http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/10/19/ult5025u309.jhtm

terça-feira, 23 de junho de 2009

Maioria das pessoas com artrite sofre também de problemas psiquiátricos, revela estudo

Maioria das pessoas com artrite sofre também de problemas psiquiátricos, revela estudo

23 de junho de 2009 (Bibliomed). A maioria dos pacientes com artrite reumatoide – doença inflamatória das articulações – também sofre de transtornos psiquiátricos, principalmente de natureza depressiva, segundo estudo apresentado este mês no Congresso Anual da Liga Europeia contra o Reumatismo.

Em estudo com 75 pacientes com artrite reumatoide, os pesquisadores descobriram que 63% deles também tinham problemas psiquiátricos, sendo que 87% desses eram problemas depressivos. Além disso, 52% dos participantes relataram terem passado por eventos estressantes antes do início da artrite.

Os resultados indicaram também outros fatores interessantes sobre o peso emocional da artrite: foi diagnosticada disfunção cognitiva em 23% dos pacientes; um terço sofria de distúrbios de sono; e aqueles com depressão tinham artrite mais severa, maior insuficiência funcional e dor.

"Distúrbios psiquiátricos são uma comorbidade muito comum em pessoas com artrite reumatoide, e eles tendem a ser relacionados ao estresse e associados com a atividade da doença e dor crônica", destacou a pesquisadora Tatiana Lisitsyna, do Instituto de Reumatologia RAMS, na Rússia. "Avaliar e tratar a saúde mental daqueles com artrite reumatoide deve ser uma característica regular da prática em reumatologia, para melhorar a qualidade de vida e reduzir o potencialmente estressante fardo psicológico da AR", completou.

Fonte: European League Against Rheumatism. Press release. 12 de junho de 2009.



http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=8164

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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