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sábado, 6 de março de 2010

Carnaval de Veneza!

por Claudia Castro Lima

Em 1680, Veneza não é mais aquela. A cidade que durante séculos foi – ao lado de Gênova e Florença – a principal porta de entrada (e saída) da Europa, vem perdendo espaço para portos como Lisboa e Roterdã. Mas, uma vez por ano, a cidade famosa por seus canais, às margens do mar Adriático, ainda recebe gente do mundo todo, como antigamente recebia os grandes navios das rotas de seda e especiarias que cruzavam o Mediterrâneo. É o Carnaval, uma tradição meio pagã, meio cristã que em Veneza ganhou uma expressão particular. A festa começa no dia 26 de dezembro e segue até a quarta-feira que marca exatos 40 dias antes do domingo de Páscoa. Misturando pessoas de diferentes classes, credos, culturas e nações, é uma festa em que todo mundo é igual e na qual tudo (tudo mesmo) é permitido.


1. A CIDADE MASCARADA

Em Veneza, o uso de máscaras não era exclusivo dos períodos de Carnaval. No entanto, leis do século 14 proibiram o uso delas à noite, em conventos e igrejas. A desobediência dava até dois anos de cadeia e multa, mas pouca gente cumpria a lei à risca. Em 1608, as máscaras foram liberadas, mas apenas durante os dias de festa. As máscaras são inspiradas na commedia dell’arte, manifestação de teatro popular que imortalizou personagens como Arlequim, Pierrô e Colombina

2. SEXO SEM CULPA

Durante o Carnaval, ninguém é de ninguém. E a única proteção exigida é uma máscara. Elas garantem anonimato aos casais recém-formados que transam nos becos e ruas mal iluminados: não se sabe se quem está por trás delas é uma dama da corte, um nobre, um comerciante ou uma camponesa

3. QUESITO FANTASIA

Na praça São Marcos ocorre o desfile de fantasias, chamado de liston. A bauta (meia-máscara usada com capa e chapéu) e a roupa de Pantaleão (outro personagem da commedia dell’arte) são comuns ao lado de pierrôs e colombinas. Homens se vestem de mulher e mulheres de homem. Há fantasias de padre, diabo, bobo e animais selvagens, como ursos e lobos

4. COMES E BEBES

Toda essa festa é movida a muita comida e bebida. Bebem-se cerca de 18 mil litros de vinho, consomem-se carnes, panquecas e massas demais. As refeições terminam com o frittelle, um bolinho doce frito. Como a quaresma se aproxima, a idéia é abusar de tudo para compensar os desejos futuros

5. CIRCO ARMADO

Além da bebedeira, da música e do sexo liberado, durante o Carnaval ocorre uma série de eventos, tradicionais em feiras e festas religiosas. São competições, demonstrações de força e exposições de animais. No número conhecido como “Vôo do Turco”, por exemplo, um homem atravessa a praça São Marcos em uma corda esticada a 20 metros de altura. No local, acontecem corridas de cavalos e de touros, batalhas de cavaleiros, peças de teatro e guerra de ovos

6. FESTA PARA TURISTA

A população de Veneza, de quase 200 mil pessoas, duplica nessa época do ano. Os turistas chegam ao porto de Veneza e se hospedam em pequenos hotéis ou, simplesmente, dormem nas ruas. Tantos visitantes atraem comerciantes, mascates e todo tipo de gente. A cidade, já tradicionalmente habitada por povos diferentes, recebe gente de toda a Europa, árabes, turcos e africanos, que ajudam a espalhar a fama da festa pelo mundo

7. TRIO ACÚSTICO

As músicas renascentistas ainda são as preferidas. São umas quadrinhas fáceis de guardar, nas quais o final de cada verso é repetido no seguinte. Mas o pessoal se diverte também ao som de operetas, cantatas e fugas tocadas em alaúdes, cravos e espinetas. Esse ano, a novidade é o rommelpot holandês, um instrumento feito com uma bexiga de porco esticada sobre uma botija com um pouco de água. Tocado com uma vara de junco, ele emite um som parecido com o esganiçar de um porco, ou uma cuíca

8. FIM DE FEIRA

Durante a festa, há batalhas de ovos, frutas e outros objetos. Tudo isso, junto aos restos de comida e bebida, se acumula às toneladas nasruas da cidade, principalmente na praça São Marcos. O Carnaval também é um período de violência. Reúna muita bebida, brincadeiras (que nem sempre agradam), os insultos públicos (que fazem parte da tradição) e as máscaras, que impedem o reconhecimento, e o resultado é que, em 1680, 17 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas


Fontes de Pesquisa:
http://historia.abril.com.br/cultura/carnaval-veneza-433577.shtml
http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/1146_carnaval/511130_veneza3.jpg

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Beber, cair e levantar - Das frutas ao álcool sólido

REVISTA SUPERINTERESSANTE

por Texto Bruno Garattoni

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No século 16, a Inglaterra tinha 16 mil bares o equivalente a 1 bar para cada 187 habitantes hoje, existe apenas 1 bar para cada 529 pessoas

No mundo, cada pessoa consome em média 5 litros de álcool puro por ano o equivalente a 125 l de cerveja 45 l de vinho 12,5 l de vodca

A Declaração de Independência dos EUA, no século 18, foi escrita num bar

Os países onde mais se bebe são: República Checa (cerveja) França (vinho) Moldávia (vodca e destilados)

Hitler odiava bebida e queria acabar com os alcoólatras. milhares deles foram esterilizados durante a 2a Guerra Mundial



Beber, cair e levantar
Das frutas ao álcool sólido, as várias maneiras de encher a cara através dos tempos
Macacos 40 milhões a.C.



Há indícios de que nossos antepassados se deliciavam comendo frutas “estragadas” – que, graças à fermentação natural, tinham 5% de álcool.

Pré-história 8000-4000 a.C.

Pessoas do norte da China inventam uma bebida alcoólica feita de arroz. E os sumérios, na Mesopotâmia, criam a cerveja – bem como uma deusa (Ninkasi) para homenageá-la.

Egito 3400-3100 a.C.

Os egípcios montam a primeira cervejaria do mundo. E o povão aproveita: os trabalhadores que fizeram as pirâmides de Gizé bebiam todos os dias.

Grécia 700 a.C.

Os gregos bebem vinho diluído com água (a bebida pura é considerada forte demais). Para curar a ressaca, a grande pedida é comer repolho cozido.

Império romano 270 a.C.

Os soldados se fingem de bonzinhos e oferecem vinho para os povoados que encontram. Quando os inimigos estão bêbados, os romanos os matam.

Hunos 446

Liderados pelo temível Átila, invadem territórios romanos e destroem as vinícolas – sua bebida preferida é o kumis, leite fermentado com 2% de álcool.

Islâmicos 620

A religião restringe o consumo de álcool. Mas os cientistas do mundo islâmico inventam o alambique, que é usado até hoje para fazer bebidas destiladas.

Vikings 850

Espalham o terror na Europa – sempre bebendo uma cerveja escura, doce e bem forte, que tinha aproximadamente 9% de álcool (o dobro da comum).

Monges 1112

A Ordem dos Cistercianos monta uma vinícola em Borgonha, na França. Dá tão certo que eles viram uma multinacional do vinho, com mais de 250 monastérios.

Mesoamericanos séc. 16

Os astecas bebem o pulque, bebida produzida com folhas de agave – e só idosos podem tomar. Os incas preferem cerveja de milho, que dão até a crianças.

Brasileiros séc. 17

Os senhores de engenho começam a exportar cachaça – e os negros amotinados em quilombos aprendem a fabricá-la por conta própria.

Holandeses séc. 17

Inventam o gim, um destilado de cereais com altíssimo teor alcoólico (mais de 45%). A novidade gera uma explosão do alcoolismo na Europa.

Africanos séc. 17/18

Entre 1680 e 1713, senhores tribais trocam 60 mil escravos por bebida alcoólica – cada escravo é vendido por aproximadamente 86 litros de rum.

Rev. Industrial séc. 18/19

Fabricada com novas tecnologias e em grande escala, a bebida fica mais barata. A cerveja é produzida em enormes tonéis, com até 500 mil litros de capacidade.

Russos séc. 20

Inventam uma pílula que permite beber sem ficar bêbado. A idéia era usá-la na Guerra Fria (para que os espiões russos levassem vantagem). Não funcionou.

Ingleses 2004

Lançam uma máquina que permite inalar o álcool em vez de bebê-lo, o que supostamente evita a ressaca e faz o bebum engordar menos.

Americanos 2008

Desenvolvem um processo revolucionário, que permite fabricar goró sólido – basta misturar com água e ele vira um drinque com 11% de álcool.


Para saber mais
Drink: A Cultural History of Alcohol

Iain Gately, Gotham Books, 2008.

Fonte:  http://super.abril.com.br/saude/dez-mil-anos-pileque-historia-bebida-447717.shtml

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sociedades secretas: segredo é poder



Sociedades secretas sempre existiram, desde o passado mais remoto. E continuam por aí: no Congresso, na igreja ou na mesquita, na direção de grandes empresas, no crime organizado... Elas estão em toda parte.

por Texto Valmir Júnior e Mauricio Manuel

Em setembro de 2008, 3 atentados à bomba reivindicados pelo grupo separatista Pátria Basca e Liberdade (ETA) deixaram 1 policial morto e pelo menos 11 feridos no norte da Espanha. Eis aqui um exemplo de como uma sociedade secreta, quando resolve sair das sombras, é capaz de interferir na vida de pessoas comuns. Quer outro? Voltemos, então, um pouco mais no passado, até o início do século 20. Na Alemanha das décadas de 1910 a 1920, um bando de doidos varridos decidiu fundar uma sociedade chamada Thule. Para muitos historiadores, ela pode ser considerada a precursora do nazismo, que levaria os alemães a escrever uma das páginas mais vergonhosas da história da humanidade.

Se continuarmos no túnel do tempo, encontraremos mais uma infinidade de sociedades secretas. Durante as cruzadas, na Idade Média, lá estavam os templários. Bem antes deles, na Roma antiga, seitas dionisíacas já se reuniam clandestinamente para adorar o deus Baco – com esbórnias que não tardariam a ficar conhecidas como bacanais. Na Mesopotâmia, apenas sacerdotes eram admitidos no interior dos templos, durante reuniões em que o destino de uma civilização inteira poderia ser traçado. E mais ou menos a mesma coisa acontecia no Egito dos faraós – considerados líderes divinos, eles eram iniciados nos mistérios do deus Osíris com uma cerimônia privada assim que assumiam o trono.

Moral dessa viagem de volta ao passado: sociedades secretas acompanham a história do homem, talvez desde que ele inventou a civilização. Como os integrantes dessas organizações freqüentemente são poderosos, no sentido político, militar ou econômico do termo, é natural que muitos desses grupos tenham se envolvido – e até protagonizado – momentos decisivos da humanidade. A maçonaria, por exemplo: ela esteve envolvida até o pescoço com a independência dos EUA (1766), do Brasil (1822) e de mais um punhado de países do continente americano.

PARA TODOS

Sociedades secretas existem muitas, sempre existiram. E são as mais variadas também. Tem organização política, religiosa, científica, filosófica, mística, filantrópica, satânica... A lista vai embora, incluindo até grupos terroristas. Ora bolas, por que não classificá-los como sociedade secreta? Pense na Al Qaeda, de Osama bin Laden, por exemplo. Ninguém sabe direito quem são seus integrantes. Um deles pode estar sentado ao seu lado neste momento e você nem desconfia. O mesmo raciocínio vale para o crime organizado. Como não chamar de secreta uma máfia italiana ou japonesa? Elas são clandestinas, mantêm tradições e rituais misteriosos, contam com seus próprios códigos de honra e ainda punem com a morte o integrante que se atreve a revelar seus bastidores.

Cabe quase de tudo no balaio das sociedades secretas: do Opus Dei, a organização religiosa que até outro dia era dirigida por um santo (são Josemaría Escrivá), ao “Clube do Fogo do Inferno” (Hell Fire Club), um grupo do século 18 dedicado à magia negra; de Hugo Chávez, presidente da Venezuela e integrante da maçonaria, a George W. Bush, duas vezes presidente dos EUA e membro da “Crânio e Ossos” (Skull and Bones).

Como tudo que é secreto faz nossa imaginação trabalhar loucamente, teorias conspiratórias são tão variadas quanto as próprias sociedades secretas. Muita gente acredita que essas organizações, sejam elas quais forem, não fazem outra coisa além de planejar o domínio do mundo. Há quem enxergue conspiração até no sobe-e-desce das bolsas ou na crise sistêmica que ameaça paralisar a economia mundial. Boa parte do que se diz é bobagem. Mas nem tudo. Há evidências claríssimas do poder que certas sociedades secretas foram capazes de exercer no passado – e continuam exercendo até hoje. Elas estão por aí, no Congresso, na igreja ou na mesquita, na direção de grandes empresas multinacionais, no submundo do crime organizado... Estão por toda parte.

Para saber mais

• Sociedades Secretas

Vários autores, Larousse, 2008.

Protagonistas da história

Irmandades secretas nem sempre são grupos voltados apenas para dentro deles mesmos. Algumas delas estão por trás de acontecimentos que alteraram o destino da humanidade.

EXPANSÃO DA IGREJA CATÓLICA

Quando: Século 16

Quem: Companhia de Jesus

Muito antes do Opus Dei, outro grupo da Igreja Romana já tinha escrito um capítulo na história das sociedades secretas: os jesuítas. A Companhia de Jesus, como é chamada até hoje, foi fundada em 1534 por 6 estudantes da Universidade de Paris. O líder era Inácio de Loyola, canonizado em 1622. Foi ele quem redigiu a constituição da companhia, disciplinando e organizando aquela que se transformaria numa das maiores ordens religiosas da história.

Íntimos do poder – responsáveis até pela educação de reis e rainhas –, os jesuítas estiveram na linha de frente de um dos grandes movimentos de expansão do catolicismo: a evangelização do Extremo Oriente, da África e das Américas no século 16. Até ser extinta pelo papa Clemente 14, em 1773, a ordem já teria arrebanhado milhões de novos adeptos. Em 1814, a Companhia de Jesus foi restaurada por decreto do sumo pontífice Pio 7º.

REVOLUÇÃO E INDEPENDÊNCIA

Quando: Séculos 18 e 19

Quem: Maçonaria

Na Revolução Americana, em 1776, a maçonaria foi decisiva. Dos 5 homens que redigiram a declaração de independência em relação ao Império Britânico, dois eram maçons: Benjamim Franklin e Robert Livingston. O documento, depois de redigido, foi submetido ao Congresso americano, que também tinha vários integrantes da maçonaria entre seus membros. O mais famoso era George Washington – que, mais tarde, seria eleito o primeiro presidente dos EUA.

Apenas 13 anos depois, em 1789, maçons estariam envolvidos em mais uma revolução, a francesa – embora não existam provas de que eles tenham desempenhado papéis tão relevantes quanto nos EUA. E finalmente, em 1822, a sociedade secreta também deixaria suas marcas na independência do Brasil. Até dom Pedro 1º pertencia à maçonaria, além de José Bonifácio e outros personagens importantes no processo de emancipação do Brasil (leia mais na pág. 16).

ATAQUES DO 11 DE SETEMBRO

Quando: 2001

Quem: Al Qaeda

Depois dos atentados terroristas do 11 de Setembro, o mundo nunca mais foi o mesmo. Assumidos por uma sociedade secreta, a Al Qaeda, eles marcaram o início de um ciclo de violência que está em curso até hoje. A vida de milhões de pessoas foi afetada pelos desdobramentos, de pastores de cabra no Afeganistão a fundamentalistas no Iraque; dos mortos e feridos em atentados posteriores, como os de Bali (2002), Madri (2004) e Londres (2005), a você, que agora sofre horrores para tirar um simples visto de entrada nos EUA.

O choque de dois aviões seqüestrados pela Al Qaeda contra as Torres Gêmeas rendeu algumas das imagens mais assustadoras e dramáticas da história. Somadas as vítimas de Nova York, da aeronave lançada contra o Pentágono e do avião que caiu na Pensilvânia, mais de 3 mil pessoas morreram – o pior ataque já sofrido pelos americanos dentro de suas próprias fronteiras.

ELEIÇÃO DO PAPA BENTO 16

Quando: 2005

Quem: Opus Dei

Ultraconservadora e secreta, habituada a trabalhar nos bastidores da Igreja Católica. É assim que muitos especialistas resumem o Opus Dei, uma organização religiosa fundada pelo espanhol Josemaría Escrivá em 1928. Hoje, ela tem integrantes ocupando cadeiras em vários Parlamentos e postos importantes em mais de 470 universidades, 600 jornais e 50 cadeias de rádio e TV, nos 5 continentes. Tornou-se tão poderosa que sua influência dentro do Vaticano foi determinante na eleição do papa Bento 16 – outro baluarte do conservadorismo.

O processo de canonização extraordinariamente rápido de Escrivá é apontado como um dos indicadores do poder exercido pelo Opus Dei. O fundador do grupo virou santo em 2002, apenas 27 anos depois de sua morte. Compare esse caso com a canonização do paulista Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro. Ele morreu em 1822 e só foi santificado pelo Vaticano 185 anos mais tarde, em 2007.



http://historia.abril.com.br/religiao/?pagreg=30p
http://ayltondoamaral.com/images/sociedade_secreta.jpg

Fazer sexo por dinheiro já foi um ato sagrado

por Álvaro Silva

O costume pode assombrar as mais liberais das mocinhas de hoje, mas foi registrado pelo grego Heródoto, no século 3 a.C. Na Babilônia, nenhuma mulher se casava antes de passar pelo templo de Istar, deusa do amor e da fertilidade. Lá, ficava à espera do primeiro homem que lhe jogasse uma moeda. Os mais generosos jogavam três. Mas o que importa é que a mulher não podia recusar o parceiro: para os babilônicos, a deusa ficaria muito ofendida caso a oferta não fosse aceita, e o casamento da jovem não teria o menor futuro.

Segundo Heródoto, depois de pegar os trocados, a senhorita deveria tirar a roupa e transar com o estranho ali mesmo, no templo da deusa.

Outra pista histórica da fé em Istar é o poema da sacerdotisa Enheduana, filha do rei Sargão de Agade (2334-1179 a.C.), que alertava: “Desde que a senhora Istar desceu à terra do Sem-Retorno / O touro não cobre mais a vaca, o asno não se curva mais sobre a sua fêmea / O homem não se curva para a mulher na rua / O homem dorme em seu aposento / A mulher dorme sozinha”.

Fonte:

"Deusas" casavam com reis

Álvaro Silva

No mesmo período em que mulheres se prostituíam em nome de Istar, devotas de Inana – deusa da fertilidade dos sumérios – encenavam o casamento da divindade. Durante a celebração, que coincidia com o ano novo, uma mulher era escolhida na multidão para representar Inana. E o rei, tido como uma figura divina, transformava-se em Dumuzi, seu amante.

Após os primeiros cânticos, os dois passavam para um aposento à parte, na torre do templo – o zigurate. Lá, a mulher conduzia o monarca. Ela deveria dançar sensualmente, perfumar as coxas com aromas silvestres e deitar seu amante no leito, onde manteriam relações sexuais.

O rito estendeu-se pelo Oriente Médio, até ser incorporado à cultura grega. Inana foi substituída por Afrodite. E a prática passou a ser chamada, entre os gregos, de hieros gamos, ou “sexo sagrado”.

Sexo santo

• Os rituais de sexo sagrado foram uma prática comum em diversos povos por quase um milênio. Os relatos mais antigos sobre sacerdotisas-prostitutas estão no épico Gilgamesh, escrito por volta de 2500 mil a.C., em que a deusa adorada é a babilônica Istar.

• Existem diversas explicações sobre a origem dos ritos sexuais. Uma das mais aceitas é a de que as celebrações derivem dos ritos de casamento de tribos primitivas. Em muitas tribos, a mulher, antes de casar-se, era entregue a um outro homem.

• O povo romano foi o último a ver o sexo como sagrado. As mulheres iam até o templo da deusa Juno Sospita e, em troca de favores, transavam com estranhos. O fim do costume é explicado pela expansão do Império. Durante as guerras, os romanos passaram a cultuar deuses – protetores dos soldados.

http://historia.abril.com.br/religiao/fazer-sexo-dinheiro-ja-foi-ato-sagrado-434113.shtml

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Babilônia - mistérios da cidade antiga


O mestre Antenor Nascentes dá duas opções para a origem do nome. A primeira do assírio BAB-ILU, que quer dizer porta de Deus; a segunda, de origem, hebraica, que quer dizer confusão.
Palavra semelhante em grego BABAI que quer dizer valha-me Deus. Significados bem no espírito das histórias das origens da cidade e do nome Babilônia.

A cerca de 160 quilômetros a sudoeste de Bagdá, às margens do Eufrates encontram-se as ruínas da Babilônia.
Segundo historiadores do ano de 2105 a.C. Amorreu Sumuabum fundou ali a cidade e iniciou uma dinastia.

Anos depois Hamurabi estendeu os seus domínios reunindo vastas regiões, desde a Assíria até o Golfo Pérsico, criando u dos mais importantes impérios daquele tempo.

Com Hamurabi, a cidade de Babilônia viveu momentos históricos, ele criou um sistemas de leis e práticas jurídicas que ficaram famosos até os dias atuais.

Com a queda dos amoritas, a cidade entrou em decadência, enquanto que o centro político da Mesopotâmia passou para a cidade de Nínive.
Muito tempo depois, no ano de 612 a.C., Nabopodonasar submeteu os assírios e, a partir daí, o explendor da Babilônia retorna, tornando-se, a antiga cidade, o centro mundial, de maior importância e riqueza.
Nesse período a cidade viveu momentos de grandes progressos, estendendo os seus domínios até Jerusalém. Mas ta,bém foi palco de grandes desastres, como a invasão pelas hostes persas de Ciro, seguida de sua destruição por Xerxes.

Outro importante momento histórico foi quando Alexandre Magno a restaurou, transformando-a na capital do império da Ásia.
Segundo se informa, as muralhas da Babilônia eram tão imensas, que sobre elas, poderiam passar duas caroças simultaneamente.
Além da famosa Torre de Babel dos primórdios, muitos anos após, ali foram erguidos por Nabucodonosor, os famosos jardins suspensos da Babilônia - uma das sete maravilhas do mundo antigo - segundo as lendas para o gáudio da formosa Imperatriz Semírames.


Fonte: http://www1.uol.com.br/bemzen/ultnot/esoterismo/ult48u84.htm

A história dos signos


A história dos signos
:: Graziella Marraccini ::

..........E naquela manhã, Deus compareceu ante suas Doze Crianças e em cada uma delas plantou a semente da vida humana. Uma por uma, cada criança deu um passo à frente para receber o Dom que lhe cabia.

"Para ti ÁRIES, dou a primeira semente, para que tenhas a honra de plantá-la. Para cada semente que plantares, mais outro milhão de sementes se multiplicará em tuas mãos. Não terás tempo de ver a semente crescer, pois tudo o que plantares criará cada vez mais e mais para ser plantado. Tu serás o primeiro a penetrar o solo da mente humana levando Minha Idéia. Mas não cabe a ti alimentar e cuidar dessa Idéia, nem questioná-la. Tua vida é ação, e a única ação que te atribuo é a de dar o passo inicial para tornar os homens conscientes da Minha Criação. Por esse trabalho, Eu te concedo a virtude do Respeito por Ti Mesmo".
Silenciosamente Áries, retornou ao seu lugar.

"A ti, TOURO, Eu dou o poder de transformar a semente em substância. É grande a tua tarefa, e requer paciência, pois tens de terminar tudo o que foi começado, para que as sementes não sejam dispersadas pelo vento. Não deves, assim, questionar, e também não deves mudar de idéia no meio do caminho, nem depender dos outros para a execução do que te peço. Para isso Eu te concedo o Dom da Força. Trata de usá-la sabiamente".
E Touro voltou lentamente ao seu lugar.

"A ti, GEMEOS, Eu dou as perguntas e as respostas, para que possas levar a todos um entendimento daquilo que o homem vê ao seu redor. Tu nunca saberás por que os homens falam ou escutam, mas em tua busca pela resposta encontrarás o Meu Dom, reservado para ti: o Conhecimento".
E Gêmeos voltou rapidamente ao seu lugar.

"A ti CANCER, atribuo a tarefa de ensinar aos homens a emoção. Minha idéia é que provoques neles risos e lágrimas, de modo que tudo o que eles vejam e sintam desenvolva uma plenitude desde dentro. Para isso Eu te dou o dom da Família, para que tua plenitude possa multiplicar-se."
E Câncer voltou ao seu lugar.

"A ti LEO, atribuo a tarefa de exibir ao mundo Minha Criação em todo o seu esplendor. Mas deves ter cuidado com o orgulho, e sempre lembrar que é Minha Criação, e não tua. Se o esqueceres, será desprezado pelos homens. Há muita alegria em teu trabalho, basta fazê-lo bem. Para isso te concedo o Dom da Honra."
E Leo voltou, majestosamente ao seu lugar.

"A ti, VIRGO, peço que empreendas um exame de tudo o que os homens fizeram com a Minha Criação. Terás de observar com perspicácia os caminhos que percorrem, e lembrá-los de seus erros, de modo que através de ti, Minha Criação possa ser aperfeiçoada. Para que assim o faças, Eu te concedo o dom da Pureza de Pensamento".
E Virgo, voltou pensativamente ao seu lugar.

"A ti LIBRA, dou a missão de servir, para que o homem esteja ciente de seus deveres para com os outros, para que ele possa aprender a cooperação assim como a habilidade de refletir o outro lado das suas ações. Hei de levar-te aonde quer que haja discórdia, e por teus esforços te concederei o Dom da Paz".
E Libra retornou ao seu lugar.

"A ti, SCORPIO, darei uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes. Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que verás e em tua dor te voltarás contra Mim, esquecendo que não sou Eu, mas a perversão da Minha Idéia que te faz sofrer. Verás tanto e tanto do ser humano, que chegarás a conhecer o homem enquanto animal, e lutarás tanto com os instintos animais de ti mesmo, que perderás o teu caminho; mas, quando finalmente voltares a mim, Scorpio, terei para ti o Dom supremo da Finalidade".
E SCORPIO retornou ao seu lugar.

"SAGITÁRIO, a ti Eu peço que faças os homens rirem, pois entre as suas distorções da Minha Idéia, eles se tornam amargos. Através do riso, darás ao homem a esperança, e através da esperança voltarás os seus olhos novamente para Mim. Chegarás a ter muitas vidas, ainda que só por um momento, e em cada vida que atingires, conhecerás a inquietação. A ti, Sagitário, darei o dom a Infinita Abundância, para que te possas expandir o bastante até atingir cada recanto onde haja escuridão e levar até ele a esperança e a Fé".
E Sagitário voltou ao seu lugar.

"De ti, CAPRICORNIO, quero o suor da tua fronte, para que possas ensinar aos homens o trabalho. Não é fácil a tua tarefa, pois sentirás todo o labor dos homens cair sobre os teus ombros; mas, pelo jugo de tua carga, ponho em tuas mãos a Responsabilidade sobre o caminho do homem."
E Capricórnio tornou pensativamente ao seu lugar.

"A ti, AQUARIUS, dou o conceito do futuro, para que através de ti o homem possa ver outras possibilidades. Terás a dor da solidão, pois não te permito personalizar o Meu amor. Mas, para que possas voltar os olhares humanos em direção a novas possibilidades, eu te concedo o dom da Liberdade, de modo que, livre, possas continuar a servir a humanidade onde quer que ela necessite de ti".
E Aquárius retornou ao seu lugar.

“A ti, PISCES, dou a mais difícil tarefa de todas. Peço-te que reúnas todas as tristezas dos homens e as tragas de volta para Mim. Tuas lágrimas serão, no fundo, Minhas lágrimas. A tristeza e os padecimentos que terás de absorver, são o efeito das distorções impostas pelo homem à Minha Idéia, mas cabe a ti levar até ele a Compaixão, para que ele possa tentar de novo. Por essa tarefa supremamente difícil, Eu te faço o dom mais alto de todos. Tu serás o único de Meus doze filhos que Me compreenderá. Mas este Dom do Entendimento é só para ti, Pisces, pois quando tentares difundi-lo entre os homens, eles não te escutarão".
E Pisces voltou pensativo ao seu lugar.

E então DEUS disse: "Cada um de vós tem uma parte da Minha Idéia. Não deveis confundir a parte com o todo dessa Idéia, nem podereis negociar vossas partes entre vós. Pois cada um de vós é perfeito, mas não compreendereis isso até que vós Doze sejais Um. Pois então o Todo de Minha Idéia será revelado a cada um de vós"

E as Doze crianças foram embora, cada uma determinada a executar seu trabalho da melhor maneira, para poder receber o dom que lhe havia de caber. Mas nenhum entendeu plenamente sua tarefa, e quando voltaram, confusos, Deus disse: "Cada um de vós acredita que o Dom do outro é melhor. Por isso eu permitirei que negocieis entre vós". E, por um momento, cada criança ficou entusiasmada, imaginando as possibilidades da nova missão.

Mas Deus sorriu e disse: "Voltareis a Mim muitas vezes, pedindo-me para serdes liberados de vossas missões. E em cada ves que isso acontecer, Eu entenderei vosso pedido. Passareis através de inumeráveis encarnações antes que a missão originária que vos prescrevi esteja completada. Dou-vos um tempo infinito para que a completeis, pois só quando estiver terminada a missão é que podereis estar Comigo".

*é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology.

Fonte:http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=00230

domingo, 28 de junho de 2009

Como surgiu a máfia italiana



Como surgiu a máfia italiana

É difícil dizer com certeza - o que é bem razoável em se tratando de uma sociedade secreta. Na versão do historiador americano Norman Lewis, em seu livro A Máfia por Dentro (Civilização Brasileira, 1967), a confraria surgiu no século IX, quando os normandos dominaram os sarracenos, muçulmanos que viviam na Sicília. Sem terras, muitos deles tornaram-se servos. Outros refugiaram-se nas montanhas e passaram para a clandestinidade, na tentativa de se organizar para resistir à dominação. Assim teria nascido a máfia (refúgio, em árabe), que tinha como propósito principal criar laços de família baseados no legado siciliano de fidelidade, honra e vingança. "A tradição foi retomada no fim do século XIX", diz o historiador Osvaldo Coggiola, da Universidade de São Paulo (USP). Começa aí a parte cinematográfica da história. Mafiosos da região oeste da Sicília assumem o controle de quase toda a economia local.

Depois, nos anos 20, o regime fascista de Benito Mussolini prende milhares de integrantes dessas organizações, abalando seu poder paralelo. Com a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, todos são libertados. Enquanto isso, a América vive a era dos gângsteres. Mais tarde, acontece a expansão das famílias no mundo dos cassinos. E até hoje, apesar de muito combatida, a máfia italiana resiste, com negócios e conexões em praticamente todo o mundo. Secretamente, é claro.

fonte:http://mundoestranho.abril.uol.com.br/historia/pergunta_286024.shtml

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Por dentro do arraial

Por dentro do arraial
Descubra a origem e curiosidades sobre a festa junina



Quadrilha, estalinho, fogueira, casamento na roça... O que isso lembra? Festa junina! Mas você sabe como surgiu essa festividade e por que ela ocorre em junho?
A origem da festa junina, acredite!, está ligada a celebrações feitas por povos antigos, como os persas e os egípcios. Em 21 de junho, eles festejavam o solstício de verão: o dia mais longo do ano no hemisfério norte. Acendiam fogueiras para livrar as plantações dos maus espíritos e atrair fertilidade para as colheitas. Um costume que, no século 4, foi adaptado pela Igreja Católica à sua tradição. Surgia, assim, a festa Joanina, em homenagem a São João Batista, que nasceu em 24 de junho. “No Brasil, os festejos juninos tiveram início no período colonial, pois foram os portugueses que trouxeram essa celebração para o país”, conta Patrícia Raffaini, da Universidade de São Paulo. A festa passou a se chamar junina e, hoje, é parte da cultura popular.

No Brasil e no mundo

As características da festa de São João estão muito ligadas à roça e à figura do caipira, pois desde o início esse festejo esteve relacionado à natureza, ao cultivo e às colheitas. No entanto, em muitas regiões do Norte e Nordeste, as festividades juninas têm ganhado uma dimensão que vai além da simples celebração popular. “Em algumas cidades, a comemoração ganha ares de carnaval carioca. Isso quer dizer que, hoje em dia, é algo organizado pelas prefeituras, com premiações para os melhores grupos, o que acaba modificando a própria festa”, conta Patrícia Raffaini.

Em Campina Grande, na Paraíba, por exemplo, a festa junina tem o nome de “O maior São João do mundo”. Já em Fortaleza, no Ceará, há um encontro de quadrilhas, em que as equipes apresentam roupas e coreografias incrementadas para concorrer a prêmios em dinheiro.

Mas se você acha que festas juninas só existem no Brasil, saiba que elas também são comuns na Europa. A Suécia, por exemplo, é o país europeu que mais comemora o São João. Assim como no nosso país, a festa tem como tema a tradição rural. Há músicas e comidas típicas, feitas com batatas e morangos. Quem diria, não é?
Olha o caminho da roça!

A quadrilha surgiu por volta dos séculos 13 e 14, na Inglaterra. Essa dança foi adotada pelos franceses e passou a fazer parte dos bailes nobres. No Brasil, a quadrilha chegou em 1808, com a corte de D. João VI.


Júlia Faria
Ciência Hoje das Crianças
23/06/2009

fonte:http://cienciahoje.uol.com.br/147854

Árvore oferecida por Hitler durante a guerra vira centro de polêmica na Polônia

Árvore oferecida por Hitler durante a guerra vira centro de polêmica na Polônia



Carvalho de 67 anos foi presente do nazista a cidade então ocupada.
Prefeitura agora quer derrubá-lo, mas alguns moradores protestam.



Carvalho oferecido por Adolf Hitler à cidade polonesa de Jaslo, visto nesta segunda-feira (22). A árvore foi plantada em 20 de abril de 1942 na cidade -então ocupada pelas tropas alemãs-, como uma homenagem ao aniversário de 53 anos do ditador. Agora, a prefeitura quer derrubá-la e, no local, construir um monumento em homenagem às vítimas da Segunda Guerra Mundial. Mas um grupo de moradores, liderado por Kazimierz Polak, que testemunhou a plantação do carvalho, protesta. Segundo ele, a árvore não tem culpa de ter sido um presente do nazista e deve ser preservada. (Foto: AP)

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1202939-5602,00-ARVORE+OFERECIDA+POR+HITLER+DURANTE+A+GUERRA+VIRA+CENTRO+DE+POLEMICA+NA+POL.html

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Feijoada teve origem no século XIX com base em cozido feito por portugueses

Feijoada teve origem no século XIX com base em cozido feito por portugueses



Giovana Sanchez

Do G1, em São Paulo



Ideia de que a refeição foi criada por escravos não é verdadeira.
Costume de comer às quartas e sábados pode ter vindo de hotéis cariocas.


"Mulher / Você vai fritar / Um montão de torresmo pra acompanhar / Arroz branco, farofa e a malagueta / A laranja-bahia ou da seleta / Joga o paio, carne seca, toucinho no caldeirão / E vamos botar água no feijão."

A letra da música "Feijoada Completa", de Chico Buarque de Holanda, dá a receita de um dos pratos mais típicos do país: a mistura de feijão preto, pedaços de carne de porco, arroz, couve e farofa.

A feijoada apareceu por volta do fim do século XIX e logo ganhou a mesa de boa parte da população brasileira, adquirindo depois diversas versões, em diferentes regiões do país. O leitor já deve ter ouvido a história de que sua origem vem dos escravos, que misturavam os restos das carnes dadas pelos senhores com a farofa.

No entanto, os registros históricos contam outra versão. "O mito modernista é de que os escravos foram uma fonte importante da culinária brasileira. Tenho minhas dúvidas pois onde não há liberdade não há desenvolvimento culinário. Eles comiam uma ração, determinada pelos senhores, cujo traço fundamental era ser barato", explicou ao G1 Carlos Alberto Dória, doutor em sociologia e ator de "Formação da Culinária Brasileira", entre outros.

A mais provável origem do prato é o cozido europeu, que já fazia a mistura de tipos de carnes. Os portugueses reproduziram a receita usando o feijão preto, que era uma base importante da alimentação no Brasil da época. "A tradição europeia do cozido foi provavelmente adaptada, criando a feijoada, que passou a ser servida para camadas mais gerais da população", explica o professor da USP e especialista em históra da alimentação Henrique Carneiro.

"O que chamamos ‘feijoada’ é uma solução europeia elaborada no Brasil. [...] A feijoada, simples ou completa, é o primeiro prato brasileiro em geral", escreveu Câmara Cascudo no livro "História da alimentação no Brasil".

Então, por que se ouve tanto a história de que a feijoada foi criada por escravos? Dória responde que "a simbologia é de um prato miscigenado, como se a nosa culínária fosse fruto de 'contribuições' de índios, negros e brancos. O papel desse mito é apagar da nossa memória de nação as relações de dominação que presidiram o conjunto: o branco senhor, o negro escravo, o índio massacrado. Na feijoada, se esquece tudo isso, não é?"

E o costume de comer o prato todas as quartas-feiras e sábados? "Provavelmente foi um hábito firmado pelos hotéis cariocas, que tiveram uma demanda popular que acabou fixando o prato no cardápio semanal", explica o especialista Dória.

Veja os ingredientes para uma boa feijoada:

-1/2kg de feijão preto
-300g de carne seca
-200g de bacon
-300g de joelho
-300g de pé de porco
-3 linguiças calabresas
-300g de costela
-300g de lombo
-300 de rabo de porco
-2 cabeças de alho
-2 cebolas médias
-2 folhas de louro
-1/2kg de arroz
-1/2kg de farinha de mesa crua
-1/2kg de fubá
-2 molhos de couve
-óleo
-azeite
-sal
-margarina
-laranjas




Fonte:

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1197792-16107,00-FEIJOADA+TEVE+ORIGEM+NO+SECULO+XIX+COM+BASE+EM+COZIDO+FEITO+POR+PORTUGUESES.html

Diário de Emoções


Diário de Emoções
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Rosemeire Zago ::

Quantas vezes você sentiu angústia, uma dor no peito incontrolável, uma vontade imensa de colocar para fora o que sentia, com a nítida sensação que se não falasse iria explodir e percebeu que não havia ninguém com quem falar? Ou ainda, quantas vezes desabafou com alguém que confiava e depois tudo aquilo que foi confidenciado tornou-se alvo de fofocas ou comentários maldosos?

Já percebeu as infinitas vezes que procurou alguém para falar o que estava sentindo e era só parar para respirar, o outro logo vinha contando a própria história, deixando-o com a sensação de que não foi ouvido? E naquele momento você precisava apenas de alguém com sensibilidade para que o ouvisse com atenção para aliviar sua dor.
A experiência do outro pode até ajudar, mas o que acontece mesmo é que todos estão tão ansiosos para falar, que nem percebem o momento que devem calar e permitir que quem os procurou tenham apenas um ombro para chorar. A última coisa que você queria era ouvir mais problemas, já que naquele momento estava difícil suportar os seus, não é mesmo?
E você desejando apenas alguém que o ouvisse, teve que suportar julgamentos, críticas e opiniões, que sequer havia pedido. Parece que o fato de falar dá ao outro o direito de julgar, emitir opiniões, mesmo quando não solicitado.
Há ainda aqueles que nos dão seu silêncio, mas não o silêncio de apoio que se demonstra num olhar, num abraço apertado; oferecem-nos aquele silêncio que não há outra forma de interpretar senão como desprezo, indiferença, e acabamos somando mais uma dor, nos fazendo sentir que nossos sentimentos não têm valor algum. E como isso também dói.
Os sentimentos e emoções afetam todo nosso organismo, como todos nós sabemos.
Como não é algo que podemos visualizar, é abstrato, muitas vezes temos dificuldade em identificá-los ou entendê-los e assim, elaborá-los. Sentimos angústia, cansaço, uma grande confusão que nos impede até de pensar e, fugimos. Não queremos pensar e muito menos enfrentar, ainda que inconscientemente. Mas logo a angústia insiste em retornar como se fosse para nos lembrar que há algo mal resolvido dentro de nós.
Nesse momento, muitas vezes, o melhor amigo poderá ser um papel em branco... é isso mesmo, uma folha onde você poderá escrever tudo o que sente, sem julgamentos, ou ainda no computador, mas só tome o cuidado para que outra pessoa não tenha acesso às suas anotações.
Quando você escreve o que sente, permite uma conexão com você mesmo e com tudo aquilo que você tem de mais valioso: seus sentimentos. Ainda que ninguém os respeitem ou considerem, você deve respeitá-los e acima de tudo, ouvi-los.
Escrever sobre os próprios sentimentos pode melhorar até a saúde e ajudar na remissão de muitos sintomas.
Foi realizada uma pesquisa na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, onde acompanharam 180 mulheres em estágio inicial do câncer de mama por três meses e as conclusões são claras. Elas foram divididas em 3 grupos. Um escreveu sobre o medo de morrer, o segundo sobre a aproximação da família e o último não escreveu nada. Quem passou para o papel seus sentimentos teve menos da metade dos problemas físicos relacionados ao tratamento. Mas não precisamos ir muito longe, de todos as pessoas que atendo no consultório, todas são orientadas a escrever sobre seus sentimentos. É claro que apenas uma minoria coloca em palavras o que sente, porém são essas as pessoas que mais conseguem obter controle sob suas emoções.

Ao escrever, você adquire antes de tudo autoconhecimento. Você pode escrever o que está sentindo no momento, ou escrever sobre toda sua história, principalmente momentos que marcaram sua vida. Isso trará um entendimento mais profundo de muitas situações que foram deixadas de lado, mas nem por isso deixam de machucar.
Você pode fazer um diário de emoções, anotando tudo o que sente. Quando for escrever, não se preocupe com a caligrafia, acentos, pontuação, dê ouvidos apenas aos seus sentimentos, permitindo-se expressar apenas sua emoção. Ao escrever seus sentimentos, o lado direito de seu cérebro estará ativado, que é a parte responsável pelas emoções, e ao preocupar-se com a letra, ativará o lado esquerdo, responsável pela razão, e que poderá bloquear suas emoções. Por isso, não se preocupe com nada, apenas em colocar em palavras o que sente.

No começo será natural sentir um pouco de dificuldade, mas se deixar fluir tudo o que estiver sentindo, sem querer entender ou justificar, aos poucos perceberá que os sentimentos virão e seus dedos correrão sobre o papel ou teclado com muita facilidade. Se estiver muito confuso, poderá escrever o que estiver sentindo separando por áreas da sua vida, por exemplo, profissional, financeiro, afetivo, familiar, pessoal, pois muitas vezes a confusão se instala quando misturamos tudo.
Depois que suas emoções foram colocadas no papel, você poderá em outro momento em que estiver mais calmo, ler o que escreveu e analisar, agora sim com a razão, sobre tudo que estava sentindo. Isso fará com que perceba mais claramente seus sentimentos e também os motivos que os despertaram. É como se organizasse sua mente, equilibrando sua emoção com a razão.
Podemos encontrar nas letras os motivos e o entendimento dos próprios sentimentos. Você pode também escrever, se for o caso, para alguém com quem você não consegue verbalizar o que sente, seja depois de uma briga ou apenas para expressar seus sentimentos, sem pensar em entregar, apenas para desabafar o que sente.

Mas escrever serve mesmo para conhecer-se! Descobrir o que pensamos sobre nós mesmos e também os sentimentos que são despertados dentro de nós por aqueles com quem convivemos eleva nossa percepção de nós mesmos. É como um levantamento de nossas idéias e uma auditoria nos sentimentos. É uma maneira de comprometer-se consigo próprio, transformando o raciocínio em palavras que podem ser relidas, analisadas, sem defesas ou fugas, que muitas vezes acontecem quando ficam limitadas apenas aos pensamentos.

Mas tenha o cuidado para que ninguém tenha acesso às suas anotações ou seu diário. Depois de tudo analisado, você poderá, se quiser, rasgar, amassar, queimar, jogar no lixo, deletar, ou ainda, poderá guardar para ir observando, cada vez que reler, seu próprio progresso, suas conquistas, sua capacidade de superar obstáculos que a princípio pareciam intransponíveis. Escrever é altamente terapêutico e torna-se cada vez mais fácil com a prática. Você só saberá se começar. Você tem uma folha de papel em branco?...

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08812

sábado, 6 de junho de 2009

Budismo se divide em várias escolas ao redor do mundo


Quando nasceu, como príncipe em uma família rica de Kapikvastri, na fronteira entre Nepal e Índia, Buda foi chamado oficialmente de Sidarta Gautama. O líder religioso viveu aproximadamente entre 566 e 486 a.C

Sidarta significa "aquele que alcançou seu objetivo chegando ao esclarecimento".
Desiludido com seu estilo de vida e após ter se casado e ter tido um filho, ele saiu de casa e adotou um modo de vida peregrino e ascético para buscar respostas para seus questionamentos sobre espiritualidade.


Questionamentos

Ao sair de casa, viu pela primeira vez um homem velho, um doente e um morto. Isto o perturbou, e ele concluiu que envelhecer, adoecer ou morrer eram coisas inevitáveis.

Sidarta também viu um monge e interpretou isso como um sinal de que ele deveria abandonar a vida protegida na família real para se tornar um sem-teto santificado.

As suas peregrinações lhe mostraram o sofrimento do mundo.

Buda tinha muitos questionamentos e queria encontrar uma maneira de escapar da morte, da velhice e do sofrimento. Procurou ajuda de religiosos, mas nenhum deles poderia lhe dar uma resposta.

Uma vida de auto-negação

Sidarta acabou encontrando um religioso indiano que lhe disse que era preciso viver uma vida de disciplina e auto-negação.

Ele também começou a meditar, mas achou que até mesmo o mais alto nível de meditação não era o suficiente.

A partir de então, Buda passou a viver uma vida de extrema reprovação dos prazeres do corpo por seis anos, mas isso também não o satisfez. Sua maior preocupação era o sofrimento do mundo.

Ainda insatisfeito, Buda viveu uma experiência única. Sentado embaixo de uma árvore às margens do rio Nairanjana, no norte da Índia, ele recebeu uma revelação, conhecida como bodi, de acordo com o nome da árvore, também conhecida como árvore do esclarecimento.

No local, foi construído mais tarde o tempo Mahabodi, até hoje um local de peregrinação para os budistas.

De acordo com a tradição budista, Brahman, rei dos deuses, pediu a Buda que levasse essa mensagem e ensinamento a outras pessoas.
Dessa forma, acredita-se que tenha surgido a roda do ensinamento, em vez de adorar um deus ou vários, os centros budistas em todo o mundo valorizam a importância do estudo e do dharma, um estilo correto de vida. Buda ensinou 45 anos de sua vida e arrebanhou vários discípulos.

Até sua morte, aos 80 anos, ele já havia conquistado seguidores e formado uma comunidade significativa.


Fiéis reunidos em um templo budista em Taiwan

Escolas do Budismo

Theravada ou Budismo do sul

As escrituras desta corrente budista estão preservada em Pali, uma língua antiga da Índia, próxima do sânscrito.

Comparada às demais tradições budistas é mais semelhante na doutrina e na prática do budismo primitivo que existiu antes do começo da era cristã, na Índia.

Esta corrente é seguida por cerca de 100 milhões de pessoa em Sri Lanka, Tailândia, Mianmar ou Birmânia, Camboja e Laos.

Mahayana ou Budismo oriental

As escrituras dessa corrente budista, que é muito diversa, estão preservadas em chinês. O budismo mahayana coexistiu com o confucianismo, taoísmo, xintoísmo, e comunismo.


Templo budista na China

É encontrada na Coréia, China, Japão e Vietnã. Ainda é uma religião importante para cerca de 500 mil a 1 milhão de pessoas.

Budismo no norte ou tibetano

Os textos antigos desta religião são encontrados no Tibete e apesar de sua vasta abrangência sobre o budismo mahayana, orienta-se especificamente pelo budismo tântrico.

É seguido por cerca de 10 a 20 milhões de pessoas no Tibete e na Mongólia e em partes do Nepal e da Índia himalaia.

A adoração a Buda

Os budistas podem adorar Buda tanto em casa como no templo.

A congregação no templo com outros budistas não é considerada essencial à prática da fé. Em casa, os budistas costumam separar um quarto, ou parte de um cômodo para construir o santuário ou altar, onde são colocados uma estátua de Buda, velas e incenso.


Devota oferece velas, flores de lótus e incenso

Os templos budistas podem ser construídos em vários formatos, os mais conhecidos são os pagodas da China e do Japão.

Um outro estilo de templo é o Stupa, que é construído de pedra sobre o que se acredita serem relíquias de Buda ou cópias de seus ensinamentos.

Os templos budistas são construídos para sinalizar cinco elementos: fogo, ar, terra (simbolizada na base quadrada), água e sabedoria (simbolizada pelo pináculo do topo).

Todos os templos contêm a imagem ou estátua de Buda.

Livros sagrados

Há várias coleções dos ensinamentos budistas, geralmente específico a regiões geográficas, consideradas importantes.

Somado ao cânone, escrito em pali, há ainda as sutras contendo ensinamentos avançado de Buda, guardados por budistas Mahayana.

Os principais símbolos do budismo são: vitórias-régias, a roda da vida, imagens de Buda e mapas de mandalas simbólicas, expressando a forma concentrada, a natureza dos universos budistas.

Resumo dos ensinamentos de Buda

Carma: ações têm conseqüências, a vida está condicionada a ações passadas.

Reencarnação: a consciência permanece após a morte do corpo e toma forma em uma nova vida

Libertação do carma: seguindo os conselhos de Buda, escapa-se do ciclo de ansiedade e sofrimento

Esclarecimento: o objetivo mais alto na vida é alcançar o esclarecimento, um estado de espírito que vai além do sofrimento

Dharma: ensinamento e portanto o caminho para o nirvana.


O centro da doutrina budista

As quatro verdades nobres do budismo são:

1- A vida é repleta de sofrimento

O budista entende que a tendência humana é de evitar encarar as verdades difíceis da vida e isso, por sua vez, levaria ao sofrimento.

2- Os sofrimentos seriam causados pela ambição do ser humano

3- O sofrimento pode ser apagado

O budismo acredita que a meditação pode levar paz à mente e assim o ser humano consegue se deparar com a realidade e vencer a ansiedade, o ódio e o sofrimento.

4- A maneira para acabar com o sofrimento seria o caminho do meio.

Festas budistas

Os feriados são parte importante do budismo.

Wesak

Este é o mais importante e é comemorado em maio, data do aniversário de Buda. Para budistas theravada, o wesak marca ainda o nascimento, esclarecimento e morte de Buda.

Os theravadas visitam os templos e dão presentes aos monges. Os budistas decoram as casas e os templos. Na Tailândia confecciona-se lanternas especiais de papel e madeira.

O dia de dharma marca o começo do ministério de Buda.

O dia de sangha comemora a comunidade espiritual budista.

Já o dia de paranirvana marca a morte de Buda em 486a.C.


fonte: BBC

www.misteriosantigos.com

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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