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sábado, 1 de agosto de 2009

Arqueólogos encontram 'tesouro budista' na Mongólia

Relíquias estavam enterradas no deserto de Gobi havia mais de 70 anos

Relíquias budistas raras desaparecidas havia mais de 70 anos foram encontradas neste sábado no deserto de Gobi, no sul da Mongólia, por uma equipe de arqueólogos austríacos e mongóis.

Entre os artefatos encontrados estão estátuas, obras de arte, manuscritos e objetos pessoais de um importante mestre budista do século 19, Danzan Ravjaa.

O líder da expedição, o austríaco Michael Eisenriegler, disse à

BBC que sua equipe já desenterrou duas caixas cheias com "os mais impressionantes objetos de arte budistas".

"(O tesouro) é de extraordinário valor para a cultura da Mongólia, porque o budismo foi quase extinto durante o regime comunista, especialmente na década de 30", disse Eisenriegler. "Estou completamente exausto neste momento, mas também completamente impressionado com o que vi."

Mosteiro

As relíquias encontradas pela equipe pertenciam ao Mosteiro de Khamaryn e haviam sido enterradas no deserto de Gobi nos anos 30 por um monge chamado Tudev.

Na época, durante o regime comunista, centenas de mosteiros foram saqueados e destruídos na Mongólia. O religioso decidiu enterrar o tesouro para escondê-lo dos exércitos da Mongólia e da União Soviética.

Somente Tudev sabia onde os 64 baús com as relíquias estavam escondidos. Antes de morrer, ele passou o segredo a seu neto, o historiador Zundoi Altangerel.

Na década de 90, Altangerel conseguiu desenterrar alguns dos baús com as relíquias e abriu um museu para exibí-las.

Segundo o historiador, como a segurança do museu era mínima, na época ele decidiu deixar o restante do tesouro enterrado no deserto.

Eisenriegler ficou sabendo da história e convenceu Altangerel a participar de uma busca pelo resto do tesouro. Segundo o austríaco, 20 dos 64 baús enterrados por Tudev permanecem escondidos no deserto.

As peças encontradas neste sábado também serão expostas no museu, que fica na cidade de Sainshand, no sul da Mongólia.


Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/08/090801_mongoliatesouro_ac.shtml

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pesquisadores da Universidade de São Paulo em Bauru criam carne em pó

Produto é destinado a pessoas que não podem mastigar.
Carne será 60% mais barata que suplementos de proteína.

Da Agência Estado


Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma carne em pó que promete melhorar a qualidade de vida das pessoas que precisam dos nutrientes da carne mas não conseguem mastigar.

Os beneficiados incluem, por exemplo, pacientes com Alzheimer, Parkinson, AVC e lábio leporino. Doentes com câncer ou pessoas submetidas à cirurgia de redução de estômago também devem tirar proveito do produto.

A nutricionista Suely Prieto de Barros, responsável pela ideia do produto, explica que a carne em pó será mais acessível do que os suplementos de proteína disponíveis no mercado, feitos à base de soja, milho, maltodextrinas e aminoácidos sintéticos. "Será, no mínimo, 60% mais barata", aponta Suely.

Cada 100 gramas da carne em pó contêm cerca de 10 mil miligramas de aminoácidos essenciais - elementos fundamentais para a construção das proteínas. Uma quantidade idêntica de carne teria uma presença 20% maior de aminoácidos, o que comprova a manutenção da maior parte dos nutrientes no produto em pó.

Os níveis de cálcio, ferro e sódio também são semelhantes ao da carne não processada. Por outro lado, as gorduras saturadas estão presentes em menor quantidade do que em carnes magras.

O produto pode acompanhar receitas doces e salgadas, como sopas ou vitaminas.

Há 24 anos, Suely cuida de crianças com lábio leporino no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, em Bauru (SP). Em dezembro, sugeriu ao Grupo Bertin a criação do produto. Duas semanas depois, foi procurada para iniciar os testes com um primeiro lote. No próximo ano, a Bertin pretende aprovar o produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).




Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1242442-5603,00-PESQUISADORES+DA+UNIVERSIDADE+DE+SAO+PAULO+EM+BAURU+CRIAM+CARNE+EM+PO.html

quarta-feira, 1 de julho de 2009

As maiores descobertas da física


por Alexandre Versignassi

O que somos? De onde viemos? Ninguém tem como responder. Mas muita gente já tentou. Primeiro, olhando para o céu. Depois, indo fundo na matéria. As grandes descobertas vieram da evolução ou da junção de várias idéias geniais. Ou, como disse Isaac Newton: “Eu vi mais longe que os outros, mas porque estou sentado no ombro de gigantes”. Veja o que esses gigantes nos ensinaram.

1543 - Modelo heliocêntrico

Em 300 a.C., o grego Aristarco de Samos já defendia que a Terra girava em torno do Sol. Mas foi só com o astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) que a hipótese virou teoria com base matemática. Mesmo assim, ainda levaria mais de um século para o modelo heliocêntrico ganhar status de irrefutável.


1618 - 3ª Lei de Kepler

O alemão Johannes Kepler (1571-1630) era um dos poucos defensores da teoria de Copérnico. Tanto que acabou melhorando a coisa. Descobriu que, quanto mais perto um planeta estivesse do Sol, maior seria a velocidade de sua órbita. Quer dizer: um astro podia afetar outro sem que eles sequer se tocassem. Como? Isso só seria descoberto uns anos mais tarde.

1686 - Teoria da gravitação

O físico inglês Isaac Newton (1643-1727) descobriu que existe uma estranha força de atração por trás da matéria. E que essa força que mantém os planetas presos ao Sol só podia ser a mesma que gruda nossos pés no chão. Deu nome latino à tal força: gravitas (peso).


1803 - Teoria atômica

O mundo é feito de átomos. Isso o grego Demócrito já defendia em 400 a.C. Mas foi o químico inglês John Dalton (1766-1844) quem deu o passo decisivo. Ele viu que cada tipo de gás numa mistura se comportava de um jeito diferente, e concluiu que eles eram formados por átomos diferentes. Os tijolinhos de matéria deixavam a filosofia e entravam para a ciência.

1873 - Força eletro-magnética

Não é só de gravidade que vive o Universo. Quem notou isso foi o físico escocês James Clerk Maxwell (1831-1879), o primeiro a mostrar de que forma funciona a força eletromagnética. Depois, descobriria-se que ela é a “gravidade dos átomos”: a força que mantém os elétrons na órbita dos núcleos atômicos, trilhões e trilhões de vezes mais forte que a gravitacional.

1901 - Teoria dos quanta

Se a matéria é feita de átomos, porque a energia não seria? Foi o que pensou o físico alemão Max Planck (1858-1947). Sua Teoria dos Quanta mostrava “bolinhas” indivisíveis de energia formavam a luz e o calor. Quatro anos depois, um experimento de outro físico provou que Planck estava certo – e abria caminhos para a física nuclear.


1905 - Teoria da Relatividade Especial

O alemão Albert Einstein (1879-1955) descobriu que matéria e energia não dançam num cenário estático, feito de espaço e de tempo. Ele deixou claro que o tempo é maleável. Quanto mais rápido alguém se move, mais devagar caminha pelo tempo. Se você pudesse correr a 1 bilhão de km/h, veria um século passar em um segundo pela janela do carro.


1916 - Teoria da Relatividade Geral

Com a teoria, Einstein provou que a gravidade não é uma força, mas o resultado de uma geometria invisível do espaço e do tempo. Resumindo: quanto mais massa um corpo tiver, mais deforma essa geometria. E, maior a deformação, maior será a gravidade.

1927 - Teoria quântica

Um corpo pode ficar em vários lugares ao mesmo tempo. Sim, basta que ele seja pequeno como uma partícula subatômica. Quando o físico alemão Werner Heisenberg (1901-1976) descobriu isso, estava fundada a física quântica – ela rege o mundo ultramicroscópico, um lugar onde a noção de espaço deixa de fazer sentido: é como se tudo estivesse sempre em todo lugar.

1948 - Modelo do Big Bang

O astrônomo americano Edwin Hubble (1889-1953) percebeu, em 1924, que as galáxias se afastam umas das outras. Com base nisso, o físico russo George Gamow (1904-1968) imaginou que toda a matéria já se reuniu em um ponto infinitesimal, que “explodiu” há 15 bilhões de anos num evento batizado de Big Bang. O Universo ganhava uma data de nascimento.



Fonte:

http://historia.abril.com.br/ciencia/maiores-descobertas-fisica-434142.shtml
http://www4.usp.br/arquivos/RR__5531_fisica2.jpg
http://www.algosobre.com.br/images/stories/assuntos/biografias/Nicolau www.jornallivre.com.br/images_enviadas/o-que-e-a-lei-da-gravitacao-un.jpg
http://n.i.uol.com.br/licaodecasa/ensmedio/fisica/f-igual-k.gif
http://www.quintaldasexatas.com/pic/fisica.jpg

terça-feira, 30 de junho de 2009

O mundo da ciência : Sexo diário melhora qualidade do esperma, diz estudo


Emma Wilkinson

de Amsterdã para a BBC



Pesquisadores constataram redução em danos a DNA de esperma
Um estudo australiano sugere que fazer sexo todos os dias melhora a qualidade do esperma e poderia aumentar as chances de gravidez.

A pesquisa do Sydney IVF, um centro de tratamento de infertilidade, foi apresentada em Amsterdã, na Holanda, durante um seminário da Sociedade Europeia para Reprodução e Embriologia.

Os pesquisadores analisaram 118 homens com problemas de infertilidade e os resultados apontam que oito em cada dez participantes apresentaram uma melhora média de 12% nos danos do DNA do esperma depois de sete dias de ejaculação diária.

Além disso, o esperma também se tornou mais ativo durante a semana de análise, com um pequeno aumento na mobilidade.

O estudo observou ainda uma queda no número de espermatozóides no sêmen de 180 milhões para 70 milhões durante o período. Segundo os pesquisadores, apesar da queda, os homens permaneceram no nível normal de fertilidade.

Danos

O pesquisador David Greening, que liderou o estudo, disse que o conselho geral para os casais tem sido o de fazer sexo a cada dois ou três dias.

Ele explica, no entanto, que a melhora na qualidade do esperma observada a partir da ejaculação diária poderia ser explicada pois os espermas acumulados durante dias podem apresentar mais deformações pois ficam expostos a radicais livres durante o tempo em que ficam armazenados nos epidídumos - pequenos canais localizados nos testículos.

Segundo Greening, apesar dos resultados promissores, mais testes são necessários para identificar se os benefícios da ejaculação diária podem ser observados também em homens sem problemas de infertilidade.

Ele alerta que fazer sexo todos os dias por muito tempo – um período de 15 dias, por exemplo – poderia reduzir demais o número de espermatozóides.

Greening explica que “muito sexo diário” é recomendado no período de ovulação da mulher para aumentar as chances de gravidez.

De acordo com o pesquisador, os resultados do estudo podem ter implicações para casais que estão fazendo tratamento de fertilização in vitro. Isso porque os homens que passam por esse tipo de tratamento são aconselhados a não manter relações sexuais por pelo menos dois dias para aumentar o número de espermatozóides na hora da ejaculação.

Casos individuais

Segundo o especialista em fertilidade Alan Pacey, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, a descoberta de que ejaculações diárias melhoram as chances de gravidez é interessante, mas seria errado pensar que esse é o caso para todos os homens.

“Por exemplo, para homens que já possuem pouca quantidade de esperma, as ejaculações diárias podem reduzir ainda mais esse total e apesar de o esperma ser mais saudável, o número reduzido pode impedir as chances de uma concepção normal”, disse Pacey.

Ele afirma ainda que o melhor conselho geral para casais que estão tentando engravidar naturalmente seria “manter relações a cada dois dias para garantir a saúde do esperma em cada ocasião”.

Greening explica ainda que esse conselho pode ser diferente para homens que estão se preparando para tratamentos como a fertilização in vitro. Segundo ele, exames que medem os danos no DNA do esperma podem alterar a recomendação médica sobre a frequência das relações sexuais.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia

sábado, 27 de junho de 2009

Índia desenvolve granada com pimenta


'Bhut Jolokia' é considerada mil vezes mais picante do que pimentas comuns

Índia desenvolve granada com pimenta



Cientistas indianos planejam adicionar o pó de uma das pimentas mais picantes do mundo em granadas de mão.

Eles dizem que o dispositivo será usado para controlar tumultos em manifestações além de ajudar nas operações militares.Os pesquisadores afirmam que o objetivo é substituir os explosivos em pequenas granadas de mão e adicionar uma certa variedade de pimenta para imobilizar as pessoas sem ter que matá-las.

A pimenta, conhecida como Bhut Jolokia, é conhecida por ser mil vezes mais picante do que pimentas utilizadas na cozinha.

Cientistas da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Proteção à Índia, (DRDO, na sigla em inglês), dizem que a pimenta forte também será usada como suplemento alimentar na dieta de soldados em operações em áreas de clima mais frio.

O pó dessa variedade de pimenta também será espalhado em cercas ao redor dos quartéis do Exército indiano. Com isso espera-se que o cheiro forte mantenha os animais afastados da área.

Outras variedades de sprays de pimenta são usadas para conter multidões em várias partes do mundo.


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/06/090624_granadadepimenta_india_rf.shtml

terça-feira, 16 de junho de 2009

Americanos descobrem nova espécie de cogumelo em forma de pênis

Pequeno fungo vem de São Tomé e Príncipe, na África Ocidental.
Criatura emite cheiro podre para atrair moscas e dispersar esporos.


Pesquisadores da Academia de Ciências da Califórnia deram um presente de grego a um de seus colegas: batizaram uma nova espécie de cogumelo, que tem formato de pênis, com o nome dele. O fungo fálico, do tipo "stinkhorn" (algo como "chifre fedido", em inglês), recebeu o nome científico de Phallus drewesii. A descrição da espécie sairá na revista científica "Mycologia".


O cogumelo ocorre na ilha africana de São Tomé e produz um odor penetrante de carne podre, afirmam seus descobridores, Dennis Desjardin e Brian Perry, que também trabalham na Universidade Estadual de San Francisco. É o único tipo de cogumelo fálico que apresenta uma curvatura para baixo, e não para cima.

O cheiro característico serve para atrair moscas, as quais consomem os esporos do fungo e o dispersam pela floresta, auxiliando na propagação da espécie.

O homenageado pelo nome do novo fungo é Robert "Bob" Drewes, curador de herpetologia (estudo de répteis e anfíbios) da Academia de Ciências da Califórnia e grande incentivador das pesquisas sobre biodiversidade em São Tomé. "É uma grande honra e muito divertido ver que esse fungo em forma de falo recebeu o meu nome. Fui imortalizado nos registros científicos", disse Drewes em comunicado.





FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1195255-5603,00-AMERICANOS+DESCOBREM+NOVA+ESPECIE+DE+COGUMELO+EM+FORMA+DE+PENIS.html

sábado, 23 de maio de 2009

Células-tronco para curar corações partidos

Mónica Salomon


O coração pode se regenerar, basta aprender a utilizar essa capacidade natural para repará-lo quando se danifica. Mas pôr em prática essa ideia é diabolicamente complexo. Há uma década são realizados testes com células-tronco em 3 mil doentes e os resultados são promissores. Agora os cardiologistas discutem se chegou a hora de fazer um grande teste para avaliar a terapia celular. Se funcionar, poderá ser um tratamento complementar para o infarto.Quase a metade do coração humano se regenera durante a vida de seu portador. Quer dizer, 40% das células do músculo cardíaco de um idoso são diferentes das que ele tinha quando menino, porque essas células, os cardiomiócitos, foram se renovando sem pressa mas sem pausa, a um ritmo entre 1% ao ano aos 25 anos e 0,45% ao ano aos 75 anos. Os cardiologistas coletaram na última década provas concretas de que isso ocorre, mas a confirmação veio apenas agora, no mês passado, graças à ideia que Andreas Zeiher, da Universidade de Frankfurt (Alemanha), qualificou de "genial" no 6º Congresso Internacional sobre Células-tronco e Cardiologia realizado recentemente em Madri.A história da descoberta, publicada em "Science" (3 de abril), é bonita: os testes nucleares de meados do século 20 contaminaram tanto a atmosfera que a quantidade do isótopo radiativo carbono 14, presente nas células de todo ser vivo, aumentou de modo significativo; esse isótopo decai a um ritmo constante, com o que os pesquisadores do Instituto Karolinska de Estocolmo (Suécia) advertiram que se o medissem no coração de pessoas falecidas em diversas idades poderiam encontrar a taxa de regeneração das células cardíacas. "Não resta qualquer dúvida", diz Zeiher. "Agora temos de descobrir que mecanismo podemos usar para manter e reforçar esse processo no coração. Uma das formas é a terapia celular com células-tronco."Aproveitar e estimular a própria capacidade do coração de se regenerar. Imitar a maravilhosa façanha das salamandras, capazes de fabricar o próprio rabo ou uma pata substituta se a original sofrer algum percalço. É realmente possível imaginar algo assim para tratar doenças cardíacas em seres humanos? Bem, "isso é o ideal e se conseguiu parcialmente em ratos", explica Francisco Fernández Avilés, chefe de cardiologia no Hospital Gregorio Marañón, em Madri, e organizador do congresso. Mas em seres humanos é por enquanto um objetivo ambicioso demais. Há também metas mais modestas: se não é possível ainda aspirar a regenerar um órgão, pode-se tentar repará-lo parcialmente, usando as células envolvidas no processo de regeneração.Um campo em ebuliçãoO infarto do miocárdio, por exemplo: "Do ponto de vista clínico, o importante é que a área infartada seja o menor possível, que não continue degenerando até dar lugar à falência cardíaca", explica Fernández Avilés. Para os cerca de cem cardiologistas de todo o mundo que participaram do congresso em Madri, essa estratégia é esperançosa. Não como alternativa para os tratamentos convencionais, mas para complementá-los. Os debates se concentraram em até onde se avançou e qual deve ser o próximo passo. O resumo é: trata-se de um campo "em ebulição" - nas palavras de Magdi Yacoub, do Imperial College de Londres - que pode acabar sendo revolucionário, mas resta muito caminho a percorrer.É uma área "incrivelmente complexa, mais do que esperávamos", diz Bernard Gersh, da Clínica Mayo (Rochester, EUA). "E quanto mais sabemos sobre as células-tronco mais complexo é o que vemos. Mas é verdade que é uma linha emocionante que está aqui para ficar. Não haverá uma cura amanhã, pode ser que demoremos cinco ou dez anos para ter resultados aplicáveis à clínica, mas estamos fazendo um esforço enorme". Seu veredicto sobre o futuro da terapia com células-tronco: "Cautelosamente otimista".Os testes de terapia celular em humanos começaram há pouco menos de uma década. Consistem, em geral, em transplantar células-tronco no paciente, fazer que cheguem à área danificada (nem sempre são implantadas diretamente nela) e depois estudar o que acontece no coração. Precisamente, a sofisticação das técnicas de imagem para este, cada vez maior, foi o que salientou no congresso o médico Valentín Fuster, do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares, em Madri, e do Hospital Monte Sinai, em Nova York.Até agora participaram de testes de terapia celular em cardiologia cerca de 3 mil pacientes e ainda não foram obtidos resultados contundentes. Os estudos foram muito pequenos e diversificados. Mas se vislumbram resultados positivos. O primeiro é que a terapia celular, pelo menos nas formas testadas até agora, não é nociva. O segundo, que seus efeitos no infarto agudo do miocárdio são "modestos mas significativos", explica Fernández Avilés. Em patologia crônica ainda não há conclusões.Agora a grande pergunta é: deve-se passar já para um teste grande, padronizado, que permita decidir sobre a aplicabilidade ou não na clínica desta terapia no infarto agudo de miocárdio? Não houve unanimidade no congresso em Madri.Para Fernández Avilés, que lidera o teste internacional Precise para tratar isquemia crônica com células-tronco obtidas da gordura do próprio paciente, "já não há motivos para não começar um estudo em grande escala de terapia celular em infarto do miocárdio". Zeiher está de acordo e de fato já projetou seu teste ideal: 1.400 pacientes com infarto agudo de miocárdio da Itália, Alemanha, Espanha, França, Holanda e Reino Unido que cumpram determinados requisitos - como a quantidade de sangue bombeada pelo coração em cada batimento inferior a 40% - seriam tratados com células-tronco entre os cinco e sete dias após o ataque.Mas outros, como Gersh e Yacoub, preferem esperar alguns anos antes de um teste assim. Ainda há demasiadas perguntas pendentes. Por exemplo, que tipo de células-tronco usar? Em princípio, há bastante onde escolher: células-tronco da medula óssea do próprio paciente ou do doador; células-tronco do sangue, do próprio coração, da gordura; células-tronco embrionárias e inclusive células adultas, já especializadas, que foram reprogramadas para lhes devolver a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de célula. A maioria dos testes até agora foi feita com células-tronco da medula óssea do próprio paciente, sobretudo porque já há experiência de uso dessas células para autotransplante em patologias como a leucemia. Mas isso não descarta outras possibilidades.Opções emocionantesYacoub afirma: "Estamos em um momento muito interessante, mas ainda é preciso escolher o tipo adequado de célula entre várias opções emocionantes. Se fizermos um grande teste apostando só na opção que se considera mais segura e afinal não funcionar, pode-se deter o avanço de um campo muito promissor. Às vezes a opção mais segura não é a melhor. Nosso objetivo agora já não é só não causar dano, mas encontrar um benefício. É um desafio que é preciso enfrentar e para isso devemos buscar o tipo correto de célula e padronizá-la". Na opinião dele, as células-tronco residentes no próprio coração, responsáveis pela regeneração dos cardiomiócitos, são "uma das melhores opções".Gersh expôs uma lista de outras questões (além da do tipo de células) sobre as quais seria preciso chegar a um consenso: número de células-tronco a transplantar, momento mais adequado para fazê-lo (os ensaios oscilam entre poucas horas depois do infarto e vários dias), onde e com que técnica se deve fazer o transplante, como reter as células no lugar desejado e conseguir que sobrevivam, qual é o melhor método para preparar e armazenar as células, e a segurança em longo prazo. "Até agora tudo parece seguro", diz Gersh, "mas quando tivermos conseguido que sobrevivam muito mais células, continuarão sendo seguras? E se usarmos células da medula de pacientes já doentes, estamos transplantando células doentes? Talvez os mesmos efeitos ambientais que causaram a doença tenham afetado as células-tronco. Gostaria de ver mais testes pequenos enfocados em analisar estas questões. Um grande teste agora seria um erro". Doris Taylor, do Instituto de Células-tronco da Universidade de Minnesota (EUA), também lembrou: "Minhas perguntas em 2003, 2004, 2005, 2006... são as mesmas que hoje. Creio que ainda não sabemos que tipo de teste em grande escala fazer."Há concordância, por outro lado, em manter a questão do que fazem as células-tronco uma vez transplantadas. Uma coisa é buscar seu efeito clínico, de forma prioritária, e outra entender o porquê desse efeito. Mas antes ou depois ambas as linhas de trabalho terão que confluir. "O que fazem as células depois de transferidas? Ainda não sabemos, mas é muito interessante", responde Gersh. "Poderia mudar nosso ponto de vista sobre a terapia. Por exemplo, hoje acreditamos que o efeito poderia não estar relacionado com as células em si, com sua presença. Cremos que pouco depois de ser transferidas elas já não estão e se há um benefício deve estar relacionado a alguma proteína que produzem ou com o lugar onde as cultivam... Esclarecer isso mudaria muito a perspectiva."O mesmo empenho para lembrar a importância do "básico" está na insistência de Fuster em pesquisar mais a formação do coração em fase embrionária. Um interesse que é compartilhado por Yacoub, que por isso recomenda não abandonar a pesquisa em células-tronco embrionárias, por mais alternativas que houver: "São o padrão, o real, o que faz que o embrião acabe tendo um coração. Seu estudo nos dá muita informação. Se conseguirmos entender a elegância de formar um coração, poderemos nos perguntar: posso copiar isso?"



Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves


http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/05/15/ult581u3239.jhtm

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ciência e Saúde - Depressão pode indicar hipotireoidismo, alertam especialistas

14 de Maio de 2009


Por AE

São Paulo - Fraqueza nos músculos, cansaço e dificuldade de concentração, além de perceber que seus batimentos cardíacos mais demorados. Tais sinais, típicos de quem está com depressão, também são sintomas comuns nas pessoas que sofrem de hipotireoidismo. “Um sintoma muito comum em pacientes que sofrem de hipotireoidismo, doença causada pela deficiência do hormônio tireoidiano, é a depressão. Muitas vezes, as pessoas que passam a ter o problema costumam buscar ajuda psiquiátrica e, consequentemente, não conseguem solucionar a questão, já que a causa é uma disfunção da tireoide”, diz Ana Luiza Maia, chefe do Setor de Tireóide do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

De acordo com a professora doutora Laura Sterian Ward, do departamento de clínica médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Campinas), os leigos costumam banalizar a doença, sem saber ao certo do que estão falando, muito menos onde está localizada a tireoide e qual é a sua real função. “Ela é uma glândula maravilhosa, alojada na região anterior do pescoço, bem na base da garganta, perto das gordurinhas, no formato de uma borboleta.” Segundo a especialista, o papel da glândula é regular o metabolismo por meio dos hormônios tiroxina e tri-iodotironina. Juntos, eles controlam a velocidade com que o organismo queima energia e processa reações.

Nem sempre o organismo reage da forma esperada pelos médicos, principalmente entre as mulheres. “Essa doença é oito vezes mais comum em mulheres do que em homens. E ainda não se sabe ao certo o motivo de as mulheres correrem mais riscos”, avisa Laura. Há dois fenômenos que denunciam que algo está errado no corpo humano: o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. O primeiro quadro, se não for tratado, faz com que a pessoa sinta-se preguiçosa, deprimida, ganhe peso inexplicavelmente e tenha fortes dores nas articulações; o segundo caso está diretamente relacionado aos sintomas de menores períodos menstruais, perda de peso e batimentos cardíacos acelerados, sem contar o risco aumentado de infertilidade e aborto.

Exame

O mau funcionamento da tireoide pode ser confirmado por um simples exame de sangue, chamado de TSH, que verifica os níveis de hormônio tireoidiano - ou pelo ultrassom, que diagnostica se há ou não nódulos na glândula. “Caso a pessoa comece a sentir alguns dos sintomas relacionados aos problemas de tireoide ou ache que tem uma bolota maior do que a comum na garganta, o ideal é procurar um endocrinologista o quanto antes”, alerta Márcia Puñales, endocrinologista pediátrica do Instituto da Criança com Diabetes e pesquisadora do Setor de Tireóide e do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clinicas de Porto Alegre.


AE

http://veja.abril.uol.com.br/agencias/ae/ciencia-saude/detail/2009-05-14-388779.shtml

sábado, 9 de maio de 2009

Empresa britânica cria alto-falante fino e flexível como papel

Pesquisadores britânicos desenvolveram um novo tipo de alto-falante fino, leve e flexível como papel que pode tornar audíveis anúncios feitos em locais públicos como terminais rodoviários e aeroportos.

Couchman acredita que a invenção pode ser boa para locais públicos


A invenção se parece com um papel de alumínio de uso doméstico. A lâmina, com 0,25 milímetros de espessura, foi desenvolvida por técnicos da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, e os inventores esperam que ele possa ser ocultado sobre placas do forro de tetos ou no interior de veículos, pendurados na parede como quadros ou colocados em locais públicos.

Steve Couchman, diretor da Warwick Audio Technologies, que deve comercializar o produto, disse que "o som produzido pelos Flat Flexible Loudspeakers (alto-falantes planos flexíveis, FFL) pode ser direcionado diretamente para sua audiência".

"O volume e a qualidade do som não se deterioram como em alto falantes convencionais, portanto anúncios públicos como os feitos, por exemplo, em terminais de passageiros, poderiam soar mais claro e ser mais fáceis de ouvir."

Os alto falantes tradicionais funcionam convertendo um sinal elétrico em sons. Normalmente o sinal é usado para gerar um campo magnético variável que faz vibrar um cone mecânico, produzindo som.

Já o Flat Flexible Loudspeakers (FFL) vibra e produz som ao ser ativado por um sinal elétrico.

A Warwick Audio Technologies está negociando com vários parceiros comerciais e espera ver sua lâmina adaptada para uso em vários tipos de equipamento para som.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090508_speakerslaminag.shtml

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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