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quarta-feira, 1 de julho de 2009

As maiores descobertas da física


por Alexandre Versignassi

O que somos? De onde viemos? Ninguém tem como responder. Mas muita gente já tentou. Primeiro, olhando para o céu. Depois, indo fundo na matéria. As grandes descobertas vieram da evolução ou da junção de várias idéias geniais. Ou, como disse Isaac Newton: “Eu vi mais longe que os outros, mas porque estou sentado no ombro de gigantes”. Veja o que esses gigantes nos ensinaram.

1543 - Modelo heliocêntrico

Em 300 a.C., o grego Aristarco de Samos já defendia que a Terra girava em torno do Sol. Mas foi só com o astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) que a hipótese virou teoria com base matemática. Mesmo assim, ainda levaria mais de um século para o modelo heliocêntrico ganhar status de irrefutável.


1618 - 3ª Lei de Kepler

O alemão Johannes Kepler (1571-1630) era um dos poucos defensores da teoria de Copérnico. Tanto que acabou melhorando a coisa. Descobriu que, quanto mais perto um planeta estivesse do Sol, maior seria a velocidade de sua órbita. Quer dizer: um astro podia afetar outro sem que eles sequer se tocassem. Como? Isso só seria descoberto uns anos mais tarde.

1686 - Teoria da gravitação

O físico inglês Isaac Newton (1643-1727) descobriu que existe uma estranha força de atração por trás da matéria. E que essa força que mantém os planetas presos ao Sol só podia ser a mesma que gruda nossos pés no chão. Deu nome latino à tal força: gravitas (peso).


1803 - Teoria atômica

O mundo é feito de átomos. Isso o grego Demócrito já defendia em 400 a.C. Mas foi o químico inglês John Dalton (1766-1844) quem deu o passo decisivo. Ele viu que cada tipo de gás numa mistura se comportava de um jeito diferente, e concluiu que eles eram formados por átomos diferentes. Os tijolinhos de matéria deixavam a filosofia e entravam para a ciência.

1873 - Força eletro-magnética

Não é só de gravidade que vive o Universo. Quem notou isso foi o físico escocês James Clerk Maxwell (1831-1879), o primeiro a mostrar de que forma funciona a força eletromagnética. Depois, descobriria-se que ela é a “gravidade dos átomos”: a força que mantém os elétrons na órbita dos núcleos atômicos, trilhões e trilhões de vezes mais forte que a gravitacional.

1901 - Teoria dos quanta

Se a matéria é feita de átomos, porque a energia não seria? Foi o que pensou o físico alemão Max Planck (1858-1947). Sua Teoria dos Quanta mostrava “bolinhas” indivisíveis de energia formavam a luz e o calor. Quatro anos depois, um experimento de outro físico provou que Planck estava certo – e abria caminhos para a física nuclear.


1905 - Teoria da Relatividade Especial

O alemão Albert Einstein (1879-1955) descobriu que matéria e energia não dançam num cenário estático, feito de espaço e de tempo. Ele deixou claro que o tempo é maleável. Quanto mais rápido alguém se move, mais devagar caminha pelo tempo. Se você pudesse correr a 1 bilhão de km/h, veria um século passar em um segundo pela janela do carro.


1916 - Teoria da Relatividade Geral

Com a teoria, Einstein provou que a gravidade não é uma força, mas o resultado de uma geometria invisível do espaço e do tempo. Resumindo: quanto mais massa um corpo tiver, mais deforma essa geometria. E, maior a deformação, maior será a gravidade.

1927 - Teoria quântica

Um corpo pode ficar em vários lugares ao mesmo tempo. Sim, basta que ele seja pequeno como uma partícula subatômica. Quando o físico alemão Werner Heisenberg (1901-1976) descobriu isso, estava fundada a física quântica – ela rege o mundo ultramicroscópico, um lugar onde a noção de espaço deixa de fazer sentido: é como se tudo estivesse sempre em todo lugar.

1948 - Modelo do Big Bang

O astrônomo americano Edwin Hubble (1889-1953) percebeu, em 1924, que as galáxias se afastam umas das outras. Com base nisso, o físico russo George Gamow (1904-1968) imaginou que toda a matéria já se reuniu em um ponto infinitesimal, que “explodiu” há 15 bilhões de anos num evento batizado de Big Bang. O Universo ganhava uma data de nascimento.



Fonte:

http://historia.abril.com.br/ciencia/maiores-descobertas-fisica-434142.shtml
http://www4.usp.br/arquivos/RR__5531_fisica2.jpg
http://www.algosobre.com.br/images/stories/assuntos/biografias/Nicolau www.jornallivre.com.br/images_enviadas/o-que-e-a-lei-da-gravitacao-un.jpg
http://n.i.uol.com.br/licaodecasa/ensmedio/fisica/f-igual-k.gif
http://www.quintaldasexatas.com/pic/fisica.jpg

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Crosta de estrela é 10 bilhões de vezes mais forte que o aço, diz estudo

Uma pesquisa da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, sugere que a crosta exterior das estrelas de nêutrons, corpo celeste formado pela que sobrou de algumas estrela em fim de vida após várias explosões, é formada pelo material mais resistente do Universo, dez bilhões de vezes mais forte que o aço.

Representação artística de uma estrela de nêutrons/Foto: Casey Reed, cortesia da Penn State University, USA


Os cientistas americanos criaram simulações em computador para determinar a resistência da crosta da estrela, e descobriram que a crosta pode aguentar até dez bilhões de vezes a pressão necessária para romper o aço.

"Parece dramático mas é verdade", afirmou um dos cientistas que participou da pesquisa, o professor do Departamento de Física da Universidade de Indiana Charles Horowitz.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Physical Review Letters.

Toneladas numa colher

Estrelas de nêutrons têm uma gravidade altíssima e podem girar até 700 vezes por segundo. Estas são estrelas maciças que entraram em colapso depois da paralisação das fusões nucleares e da produção de energia em seus centros.

A única coisa mais densa que uma destas estrelas é um buraco negro. Para se ter uma ideia de sua densidade, uma colher de chá de matéria de uma estrela de nêutrons pesaria algo em torno de 100 milhões de toneladas.

"Criamos um modelo de uma pequena região da crosta de uma estrela de nêutrons seguindo os movimentos individuais de até 12 milhões de partículas", explicou o professor Horowitz. "E então calculamos como a crosta se deforma e, finalmente, se quebra sob o peso extremo de uma montanha de uma estrela de nêutrons."

Estas "montanhas" seriam irregularidades na superfície de estrelas que ajudariam a criar ondas gravitacionais que, teoricamente, poderiam alterar o espaço-tempo.

O trabalho foi realizado pela Universidade de Indiana e pelo Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090514_estrelaresistentefn.shtml

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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