Seguidores

Mostrando postagens com marcador budismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador budismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2009

Arqueólogos encontram 'tesouro budista' na Mongólia

Relíquias estavam enterradas no deserto de Gobi havia mais de 70 anos

Relíquias budistas raras desaparecidas havia mais de 70 anos foram encontradas neste sábado no deserto de Gobi, no sul da Mongólia, por uma equipe de arqueólogos austríacos e mongóis.

Entre os artefatos encontrados estão estátuas, obras de arte, manuscritos e objetos pessoais de um importante mestre budista do século 19, Danzan Ravjaa.

O líder da expedição, o austríaco Michael Eisenriegler, disse à

BBC que sua equipe já desenterrou duas caixas cheias com "os mais impressionantes objetos de arte budistas".

"(O tesouro) é de extraordinário valor para a cultura da Mongólia, porque o budismo foi quase extinto durante o regime comunista, especialmente na década de 30", disse Eisenriegler. "Estou completamente exausto neste momento, mas também completamente impressionado com o que vi."

Mosteiro

As relíquias encontradas pela equipe pertenciam ao Mosteiro de Khamaryn e haviam sido enterradas no deserto de Gobi nos anos 30 por um monge chamado Tudev.

Na época, durante o regime comunista, centenas de mosteiros foram saqueados e destruídos na Mongólia. O religioso decidiu enterrar o tesouro para escondê-lo dos exércitos da Mongólia e da União Soviética.

Somente Tudev sabia onde os 64 baús com as relíquias estavam escondidos. Antes de morrer, ele passou o segredo a seu neto, o historiador Zundoi Altangerel.

Na década de 90, Altangerel conseguiu desenterrar alguns dos baús com as relíquias e abriu um museu para exibí-las.

Segundo o historiador, como a segurança do museu era mínima, na época ele decidiu deixar o restante do tesouro enterrado no deserto.

Eisenriegler ficou sabendo da história e convenceu Altangerel a participar de uma busca pelo resto do tesouro. Segundo o austríaco, 20 dos 64 baús enterrados por Tudev permanecem escondidos no deserto.

As peças encontradas neste sábado também serão expostas no museu, que fica na cidade de Sainshand, no sul da Mongólia.


Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/08/090801_mongoliatesouro_ac.shtml

sábado, 25 de julho de 2009

Buda - Amigo e Médico da Alma



:: Wagner Borges ::

(Viajando Espiritualmente Na Luz)

Eu vi você sentado e meditando serenamente.
Os seus olhos estavam fechados e o seu semblante era calmo e lindo.
À sua volta, uma luz azul-opalina; e, em torno de sua cabeça, brilhava uma auréola dourada.
Eu sabia que você estava agindo em diversos planos, ao mesmo tempo, e abraçando miríades de seres sencientes nas dez direções.
Eu sabia que você estava abençoando silenciosamente os homens de todos os lugares. Mas, movido pelo egoísmo, eu tentei chamar sua atenção individualmente.
Cantei diversos mantras e orei fervorosamente.
No entanto, você continuou de olhos fechados, concentrado em seu trabalho sereno e anônimo.
E, quando dei conta de minha arrogância, senti-me um tolo.
Então, resolvi meditar, para me encontrar; para seguir o seu exemplo; para serenar minhas emoções e me inspirar na jornada.
Mergulhei em meu coração, com inocência e humildade, igual criança.
Agradeci o dom da vida e pensei no Grande Amor que interpenetra a tudo e a todos... E orei, agora desprovido de egoísmo, pedindo o melhor para a evolução de todos.
E, para minha surpresa, você abriu os olhos, e nos encontramos na mesma luz serena.
E a paz se fez em mim... Junto com você, eu abracei silenciosamente o mundo.
E o melhor: você estava sentado dentro do meu próprio coração.
E, pelo seu olhar sereno, de espírito a espírito, você me disse que todos são Budas, e que o verdadeiro lar é no coração espiritual, onde o despertar da consciência acontece.
E ali, no centro do meu peito, eu cantei para você um mantra, não mais por egoísmo, mas por amor e consciência. E nós viajamos na luz...
Buda*, médico da alma, muito obrigado.

OM MANI PADME HUM!*

P.S.: Esses escritos foram feitos um pouco antes do início de uma aula do curso de projeção da consciência, no IPPB. Enquanto a turma chegava e se ajeitava nas cadeiras, eu escrevia rapidamente, para registrar a visão espiritual que tive ali. E, no bojo disso, a orientação extrafísica de publicar um livro contendo os textos que fiz sobre o Buda ao longo dos anos. E junto com isso, um toque sutil, que recebi em meu coração, e que não comento aqui por ser pessoal demais.
Oxalá, eu seja digno de mais essa tarefa literária. E que o Buda abençoe mais essa jornada.
Penso que escritos como esses, cheios daquela profundidade consciencial característica dos espíritos que se baseiam na Luz e no trabalho dedicado ao Bem de todos, podem iluminar o raciocínio e o coração de outros estudantes espirituais.
Em meio à atmosfera cinzenta das emoções pesadas da humanidade, presa nas garras do materialismo exacerbado e do culto apenas às formas físicas, é um refrigério consciencial ler escritos assim.
Como diz um preto velho extrafísico amigo meu:
"AXÉ, meu filho! Ainda bem que o Pai do Céu envia essas grandes almas para enriquecer o nosso aprendizado espiritual. Agradeça mesmo! AXÉ!"
Então, seguindo o toque do bondoso preto velho, continuo agradecendo... E desejo a todos os leitores, muito AXÉ!

- Wagner Borges - ser humano com qualidades e defeitos, que dá uma sorte danada de pegar carona nas vibrações espirituais dessas almas tranquilas e magnânimas, que abraçam silenciosamente a humanidade e fazem o bem a todos.

São Paulo, 07 de março de 2009.

- Notas:
Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de "Buddhi", que significa "Iluminação Pura" ou "Inteligência Pura". Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.

* Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme é Lótus, o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito -como se a voz mental estivesse reverberando ali-, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis -condutos sutis de transporte energético pelo sistema-, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.

Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic - Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 - England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD - 2109 - E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD - 2152 - E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum - representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" -, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert - CD. "Om Mani Padme Hum", pela Gravadora Real Music, Série RM - 4040 - E.U.A. - Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin - CD. "Sound From the Cosmos", pela Gravadora Wind Records, Série TCD - 2112 - E.U.A. - Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess - CD. "Sacred Chants of Buddha", pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM - 12 - England - A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.

Wagner Borges é pesquisador,
conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia

sábado, 6 de junho de 2009

Budismo se divide em várias escolas ao redor do mundo


Quando nasceu, como príncipe em uma família rica de Kapikvastri, na fronteira entre Nepal e Índia, Buda foi chamado oficialmente de Sidarta Gautama. O líder religioso viveu aproximadamente entre 566 e 486 a.C

Sidarta significa "aquele que alcançou seu objetivo chegando ao esclarecimento".
Desiludido com seu estilo de vida e após ter se casado e ter tido um filho, ele saiu de casa e adotou um modo de vida peregrino e ascético para buscar respostas para seus questionamentos sobre espiritualidade.


Questionamentos

Ao sair de casa, viu pela primeira vez um homem velho, um doente e um morto. Isto o perturbou, e ele concluiu que envelhecer, adoecer ou morrer eram coisas inevitáveis.

Sidarta também viu um monge e interpretou isso como um sinal de que ele deveria abandonar a vida protegida na família real para se tornar um sem-teto santificado.

As suas peregrinações lhe mostraram o sofrimento do mundo.

Buda tinha muitos questionamentos e queria encontrar uma maneira de escapar da morte, da velhice e do sofrimento. Procurou ajuda de religiosos, mas nenhum deles poderia lhe dar uma resposta.

Uma vida de auto-negação

Sidarta acabou encontrando um religioso indiano que lhe disse que era preciso viver uma vida de disciplina e auto-negação.

Ele também começou a meditar, mas achou que até mesmo o mais alto nível de meditação não era o suficiente.

A partir de então, Buda passou a viver uma vida de extrema reprovação dos prazeres do corpo por seis anos, mas isso também não o satisfez. Sua maior preocupação era o sofrimento do mundo.

Ainda insatisfeito, Buda viveu uma experiência única. Sentado embaixo de uma árvore às margens do rio Nairanjana, no norte da Índia, ele recebeu uma revelação, conhecida como bodi, de acordo com o nome da árvore, também conhecida como árvore do esclarecimento.

No local, foi construído mais tarde o tempo Mahabodi, até hoje um local de peregrinação para os budistas.

De acordo com a tradição budista, Brahman, rei dos deuses, pediu a Buda que levasse essa mensagem e ensinamento a outras pessoas.
Dessa forma, acredita-se que tenha surgido a roda do ensinamento, em vez de adorar um deus ou vários, os centros budistas em todo o mundo valorizam a importância do estudo e do dharma, um estilo correto de vida. Buda ensinou 45 anos de sua vida e arrebanhou vários discípulos.

Até sua morte, aos 80 anos, ele já havia conquistado seguidores e formado uma comunidade significativa.


Fiéis reunidos em um templo budista em Taiwan

Escolas do Budismo

Theravada ou Budismo do sul

As escrituras desta corrente budista estão preservada em Pali, uma língua antiga da Índia, próxima do sânscrito.

Comparada às demais tradições budistas é mais semelhante na doutrina e na prática do budismo primitivo que existiu antes do começo da era cristã, na Índia.

Esta corrente é seguida por cerca de 100 milhões de pessoa em Sri Lanka, Tailândia, Mianmar ou Birmânia, Camboja e Laos.

Mahayana ou Budismo oriental

As escrituras dessa corrente budista, que é muito diversa, estão preservadas em chinês. O budismo mahayana coexistiu com o confucianismo, taoísmo, xintoísmo, e comunismo.


Templo budista na China

É encontrada na Coréia, China, Japão e Vietnã. Ainda é uma religião importante para cerca de 500 mil a 1 milhão de pessoas.

Budismo no norte ou tibetano

Os textos antigos desta religião são encontrados no Tibete e apesar de sua vasta abrangência sobre o budismo mahayana, orienta-se especificamente pelo budismo tântrico.

É seguido por cerca de 10 a 20 milhões de pessoas no Tibete e na Mongólia e em partes do Nepal e da Índia himalaia.

A adoração a Buda

Os budistas podem adorar Buda tanto em casa como no templo.

A congregação no templo com outros budistas não é considerada essencial à prática da fé. Em casa, os budistas costumam separar um quarto, ou parte de um cômodo para construir o santuário ou altar, onde são colocados uma estátua de Buda, velas e incenso.


Devota oferece velas, flores de lótus e incenso

Os templos budistas podem ser construídos em vários formatos, os mais conhecidos são os pagodas da China e do Japão.

Um outro estilo de templo é o Stupa, que é construído de pedra sobre o que se acredita serem relíquias de Buda ou cópias de seus ensinamentos.

Os templos budistas são construídos para sinalizar cinco elementos: fogo, ar, terra (simbolizada na base quadrada), água e sabedoria (simbolizada pelo pináculo do topo).

Todos os templos contêm a imagem ou estátua de Buda.

Livros sagrados

Há várias coleções dos ensinamentos budistas, geralmente específico a regiões geográficas, consideradas importantes.

Somado ao cânone, escrito em pali, há ainda as sutras contendo ensinamentos avançado de Buda, guardados por budistas Mahayana.

Os principais símbolos do budismo são: vitórias-régias, a roda da vida, imagens de Buda e mapas de mandalas simbólicas, expressando a forma concentrada, a natureza dos universos budistas.

Resumo dos ensinamentos de Buda

Carma: ações têm conseqüências, a vida está condicionada a ações passadas.

Reencarnação: a consciência permanece após a morte do corpo e toma forma em uma nova vida

Libertação do carma: seguindo os conselhos de Buda, escapa-se do ciclo de ansiedade e sofrimento

Esclarecimento: o objetivo mais alto na vida é alcançar o esclarecimento, um estado de espírito que vai além do sofrimento

Dharma: ensinamento e portanto o caminho para o nirvana.


O centro da doutrina budista

As quatro verdades nobres do budismo são:

1- A vida é repleta de sofrimento

O budista entende que a tendência humana é de evitar encarar as verdades difíceis da vida e isso, por sua vez, levaria ao sofrimento.

2- Os sofrimentos seriam causados pela ambição do ser humano

3- O sofrimento pode ser apagado

O budismo acredita que a meditação pode levar paz à mente e assim o ser humano consegue se deparar com a realidade e vencer a ansiedade, o ódio e o sofrimento.

4- A maneira para acabar com o sofrimento seria o caminho do meio.

Festas budistas

Os feriados são parte importante do budismo.

Wesak

Este é o mais importante e é comemorado em maio, data do aniversário de Buda. Para budistas theravada, o wesak marca ainda o nascimento, esclarecimento e morte de Buda.

Os theravadas visitam os templos e dão presentes aos monges. Os budistas decoram as casas e os templos. Na Tailândia confecciona-se lanternas especiais de papel e madeira.

O dia de dharma marca o começo do ministério de Buda.

O dia de sangha comemora a comunidade espiritual budista.

Já o dia de paranirvana marca a morte de Buda em 486a.C.


fonte: BBC

www.misteriosantigos.com

Respiração, a chave para a meditação



Por Eduardo Diório

São Paulo, 04 (AE) - A medicina tradicional tem realizado, cada vez mais, grandes avanços na descoberta de novos tratamentos para as enfermidades que afligem o ser humano. Paralelamente, as terapias alternativas também têm comprovado que, por meio da sensibilidade e das emoções bem-reguladas, é possível aumentar o bem-estar físico e mental.

A meditação é um poderoso aliado do corpo e da alma que consegue, com alguns exercícios, ajustar o que para muitos parece impossível de ser ajustado."A meditação acalma, nos ajuda a encontrar nossa fonte de luz, criatividade, intuição, saúde e fé", garante Ivete Costa, consultora holística especializada em psicologia transpessoal.

A palavra meditação vem do latim (meditare, que significa voltar-se para o centro, no sentido de afastar-se um curto período de tempo do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si). A técnica, ligada a religiões orientais, como o budismo, é considerada tão antiga quanto a humanidade. Atualmente, porém, não é preciso seguir uma seita para praticá-la. "Por não ser religiosa, demorei para me render aos benefícios da meditação, já que achava que teria de rezar ou conversar com Deus todos os dias.

Seria uma coisa forçada", lembra Fernanda Schultz, cantora e professora de inglês, de 30 anos. Foi um amigo do trabalho que apresentou a técnica a ela. "Ele me levou a um espaço lindíssimo e amei. Os meus pensamentos não eram dos melhores naquela época. Foi aí que percebi que não era preciso ter religião, mas sim estar aberta a novas vivências. Minha vida mudou para melhor. É a pura verdade."

Assim como Fernanda, milhares de pessoas tentam encontrar a luz no fim do túnel praticando diariamente a meditação. De acordo com uma pesquisa norte-americana elaborada no ano passado pela Universidade de Massachusetts, mais de 10 milhões de pessoas meditam regularmente somente nos Estados Unidos.

Para que a dedicação dê resultados, é preciso fazer uso de uma importantíssima ferramenta natural: a respiração. Não pense, porém, que é aquela respiração automática - e muitas vezes feita de maneira errada. É preciso reaprender a respirar e, assim, começar a usufruir de benefícios físicos e emocionais.

Segundo a equipe de profissionais da organização não-governamental (ONG) Arte de Viver, quando respiramos errado os pulmões são forçados e acabam precisando se movimentar rapidamente para garantir o fluxo de oxigênio necessário. Como consequência, o coração também é obrigado a acelerar o ritmo para conseguir fornecer sangue suficiente e transportar o oxigênio.

O resultado disso é a desorganização de vários órgãos, principalmente o cérebro, o que provoca reações negativas no corpo, como ansiedade e estresse. E a meditação é vista como capaz de exterminar esses dois vilões.

A respiração correta é como a dos bebês, que inspiram e expiram profunda e lentamente. Quando a pessoa leva ar para a parte inferior dos pulmões, onde as trocas de oxigênio são mais eficazes, tudo no corpo se modifica. O ritmo cardíaco e a pressão arterial diminuem, os músculos relaxam, a ansiedade cessa e a mente se acalma. "Com este tipo de respiração é possível melhorar a má digestão, aliviar a ansiedade, elevar a qualidade do sono, entre outros benefícios. Isso prova o poder da meditação", afirma Cristina Armelin, psicóloga e coordenadora da ONG .

Para alcançar uma forma de respiração mais eficiente, a receita é a prática: exercícios constantes, que podem ser feitos em casa ou nos centros de meditação, em sessões de aproximadamente 20 minutos por dia. Como a respiração correta ajuda a aliviar a mente das frustrações passadas e da ansiedade com o futuro, ela tem a capacidade de trazer o indivíduo para o momento presente, melhorando a sua qualidade de vida. Para muita gente, o problema está exatamente aí, por não saber como esvaziar a mente, principalmente durante o trabalho de meditação.

"No começo, quem é mais disperso terá um pouco de dificuldade para aprender a se desligar", avisa Lucimara Soares, professora de ioga e meditação da Escola Yoga HariOm. Ela, que pratica a técnica de relaxamento há 11 anos, garante que é possível neutralizar os pensamentos com o tempo.

"A pessoa precisa começar a prestar atenção na respiração. Feito isso, quando aquele turbilhão de ideias surgir, o importante é focar em apenas uma coisa por vez. Perceba no que está pensando e volte a focar na respiração." Assim, segundo Lucimara, a pessoa adquire a capacidade de se concentrar cada vez mais na respiração e menos nos pensamentos.

DE PÉ, SENTADO OU DEITADO?

A postura ideal para descansar a mente varia de pessoa para pessoa. "Tem gente que prefere meditar sentado, na chamada posição de lótus, com as pernas cruzadas. Outras gostam de relaxar deitadas em um local macio. O importante é deixar a coluna esticada e sentir-se confortável. Com o tempo, dá para incrementar com outros movimentos e até para meditar de pé", conta.

Para que isso ocorra, é importante ter dedicação diária de no mínimo 15 minutos. "Quando estiver seguro, aumente o tempo até chegar a uma hora. Aí, poderá sentir o corpo vibrando e conseguir emanar energia para os chacras."

De acordo com Pedro Tornaghi, astrólogo e professor de meditação, "todo ser humano tem sete chacras, ou centros de energia que, espalhados pelo corpo, funcionam como redemoinhos que captam, absorvem e distribuem a energia pelo organismo".

Por meio da meditação, é possível renovar a energia pessoal, livrando-se dos pensamentos negativos e das tensões focalizando em cada chacra. "Em consequência, também desaparecem as dores de origem psicossomáticas, provocadas pela distância entre o real e o idealizado pela mente."

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

postagem e comentário