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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Atraímos para nós aquilo que mais tentamos evitar


por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@terra.com.br

Estamos nessa vida para aprender, continuamente, e são raras as vezes que saímos do círculo vicioso dos acontecimentos, ou seja, todas as situações, todas as experiências por que passamos formam um abismo entre o que queremos, o que esperamos que aconteça e aquilo que verdadeiramente se manisfesta na nossa vida. O meio externo só reflete para nós aquilo que não queremos. Passamos a maior parte do nosso tempo nesse dilema, correndo atrás da felicidade, mas a realidade é uma só: esse mundo não pode fazer ninguém feliz. E por quê?

Gastamos muito tempo resistindo àquilo que não queremos que aconteça ou que se repita e acabamos atraindo justamente o que mais tentamos evitar. Isso acontece porque não encaramos as situações como elas se apresentam no momento, assumindo responsabilidade por elas. Não agimos e pensamos com calma, coerência, refletindo e perguntando, ao nosso coração, as respostas. Ficamos na negação e culpando as pessoas ou o meio externo pelos nossos fracassos.

Em uma das passagens bíblicas, Pedro perguntou a Jesus: "Qual é o pecado do mundo, aquele pelo qual se deve morrer?"

Jesus respondeu: "O pecado não existe; sois vós que o criam quando, assim como no adultério, sois infiéis à vossa verdadeira natureza e agis conforme o hábito de vossa natureza corrupta. Por isso o dom da luz Crística foi colocado em vós e, por essa razão Eu vim para vosso meio para restituir cada alma à sua verdadeira origem".

Aqui, na matéria, somos infiéis à nossa própria natureza porque não percebemos que existe um ponto de equilíbrio sagrado entre as realidades física e espiritual da consciência. A ajuda que devemos pedir é que sejamos auxiliados a descobrir esse ponto de equilíbrio sutil que habita o coração e esse poder é gerado por duas forças complementares: a luz e a escuridão.

Elas criam toda a perfeição. Se continuarmos ignorantes com relação a essas duas forças atuantes em todos, iremos fracassar em manter o equilíbrio em nossos relacionamentos, criando desarmonia, deixando que todas as dores e angústias vividas pelo espírito se revelem no momento presente.

Corrompemos a divindade existente em nós (as duas forças) na maioria das vezes para agradar aos outros, para sermos aceitos, ou mesmo para evitar situações de sofrimento que não queremos mais. Olhamos para o outro da mesma maneira, criando expectativas, esquecendo que dentro dele, assim como em nós, existe luz e escuridão, provavelmente, também desequilibradas.

Todo ser humano que conseguir agir pautado na verdade que todos têm seu ponto de equilíbrio, que, independentemente das diferenças individuais, possuem um ponto de união comum a todos, sairá da expectativa de que alguém o faça feliz. Perceberá que todos podem ser felizes, se quiserem, agora.

Não estamos aqui para fazer coisas, ter idéias e, sim, para nos livrarmos delas. Libertarmo-nos de crenças e padrões equivocados sobre nós mesmos e sobre os outros. E ninguém poderá fazer isso em nosso lugar. Um dia aceitamos essas idéias e crenças e agora somos nós que temos que nos livrar delas.

Só podemos ser felizes agora. Se nos preocuparmos em sermos felizes amanhã, ou ficarmos chorando a infelicidade de ontem, esqueceremos de ser felizes agora. Isso é adquirir o domínio da mente e alcançar esse ponto de equilíbrio. E não espere ser valorizado por isso aqui nessa sociedade, pois todo aquele que alcança esse feito, que passa a ser fiel à sua natureza, torna-se um verdadeiro mestre. Nesse ponto esse ser jamais irá procurar posições de poder, nunca irá oferecer aos outros técnicas milagrosas de cura, e nem lhe dirá o que deve ou não fazer. Ele procurará uma situação de anonimato e, simplesmente, irá encorajá-lo a assumir total responsabilidade pelo que lhe acontece. Irá auxiliá-lo a assumir seu Cristo interior para ser feliz no AGORA, no momento presente.

VERA GODOY


Texto revisado por Cris



por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@terra.com.br

domingo, 28 de junho de 2009

A importância do momento lagarta


A importância do momento lagarta
por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@terra.com.br

Foi através de uma experiência com Cura Energética que cheguei à plenitude de meu ser e a mais perfeita compreensão de mim mesma, de meu caminho como ser humano e divino, pois fortaleceu-se em mim a fé. Venho trilhando o caminho da consciência há 25 anos e nessas andanças, muito estudo, meditação, prática e entrega às energias superiores, desenvolvi dois trabalhos, uma escola para trabalhar a personalidade e uma terapia para ampliar a consciência. Todos orientados pelo Mestre El Morya e muitos seres da Hierarquia de Luz da Grande Fraternidade Branca. Foram anos de lutas externas e internas para chegar aos resultados que cheguei. Sem contar as experiências por mim vividas desde a infância com esses Seres, sem ter conhecimento da sua existência.

Há mais ou menos um ano me deparei com vários obstáculos que impediam a continuidade de meus trabalhos e também deixavam dúvidas quanto à realização de outros projetos. Foi nessa fase que atendendo ao pedido de um querido amigo e companheiro de jornada fui ao encontro de um profissional de grande influência, inclusive internacional, a quem meu amigo chama de "meu mestre". Posso dizer que foi a "pior" e também a "mais importante" experiência de minha vida. Meu amigo, estagiário de um de seus cursos, com a melhor das intenções e a mais profunda prova de amizade e preocupação, ofereceu-me um tratamento com seu mestre que eu aceitei cheia de expectativas e esperança.

Recebida por ele e sua assistente no deck da piscina do hotel onde se hospedavam, iniciaram o tratamento que contava com a participação de meu amigo como estagiário. Enquanto os dois conversavam a meu respeito, o Mestre fazia alguns exercícios de alongamento. Fiquei intrigada, sentindo-me um tanto desrespeitada, mas nada disse. Sua assistente ao meu lado me fez algumas perguntas triviais. Ao terminarem a conversa, ele me disse: "Seu trabalho precisa parar e você deve deixar pra trás tudo o que se relacione a ele, pois não existe nele nenhum contato com Seres de Luz, e isso é tudo produto de sua mente". Largar tudo e começar de novo, essa foi a resposta para minha busca.

Em choque que, podem imaginar, eu estava, pois, segundo ele, teria que desconsiderar toda a minha vida, fui conduzida a uma meditação pela assistente. Tentava organizar a confusão mental para prestar atenção ao trabalho e não conseguia. Entrando em desespero, pedi socorro aos Mestres e imediatamente senti uma luz muito dourada me envolver; mais centrada, ouvi a meditação e sentindo sua condução puramente mecânica, pensei: "Faço isso com meus alunos intuitivamente e, sem nenhuma pretensão, vejo a qualidade superior de meu trabalho". Imediatamente veio a culpa. Será que é coisa de meu ego? Entrei novamente na dúvida. Acabaram o atendimento, onde não me lembro de ter dito nem meu nome e sem sentir nenhum contato mais humano. Despediram-se de mim me oferecendo um CD contendo a meditação feita comigo e que eu deveria repeti-la pelo menos três vezes ao dia.

Saí de lá atônita e sem rumo. Mediante a autoridade com que falavam e a credibilidade que eu dispensava a meu amigo, reforçaram-se minhas dificuldades. Juntaram-se a elas vários obstáculos do dia-a-dia que me obrigaram a fazer muitas mudanças inclusive físicas. Mudei de cidade, indo morar no campo, o que me obrigou a realmente parar de trabalhar. Voltei a um estado de lagarta. Questionamentos, dúvidas, vieram à mente: o que teria acontecido lá, que me incomodava tanto? Sempre foi tão forte e real o que eu faço, ou seria ilusão? Os resultados sempre foram positivos... ou seria a fé das pessoas?

Quase sem comunicação no campo, refletia, meditava muito. E, finalmente, tudo o que parecia tão ruim no princípio mostrou-se como a maior bênção que um ser humano que procura um caminho de evolução pode receber. Consegui sair do caos mental e percebi com clareza o que me incomodou muito naquele atendimento e também o que nele havia que se diferenciava do trabalho que eu faço. Cheguei a uma conclusão: "Vivi uma experiência puramente mental onde não existiu nenhuma amorosidade". Isso me estimulou ainda mais a continuar. Senti-me envergonhada de duvidar da coisa mais bela e real da minha vida: o contato com os seres de Luz. Pedi perdão a eles e posso afirmar hoje, com toda certeza de meu coração: essa experiência foi um teste para solidificar minha fé e minha confiança.

A todos que lerem esse relato: "Acreditem mais em si mesmos e olhem para cada experiência como uma oportunidade de crescimento, não se deixando envolver por opiniões de terceiros". Como aprendi com Meu Mestre, "discípulo que é discípulo não faz tudo o que o Mestre manda", pois Eles nos ensinam a sermos nosso próprio Mestre".

Valorizem-se e desenvolvam sua auto-estima, não colocando ninguém, mesmo que este se eleja um famoso guru, acima de seus sentimentos. Sigam seus corações e acreditem que as esferas superiores de luz não se manifestam através de uma mente racional. Sem amorosidade e sem amor, nada acontece, pois só através dele as dimensões superiores podem chegar até nós, por mais simples que sejamos.

Ao meu amigo, a minha profunda gratidão, pois, hoje EU SOU!

VERA GODOY

Texto revisado por Cris

Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=18238

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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