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terça-feira, 23 de junho de 2009

Maioria das pessoas com artrite sofre também de problemas psiquiátricos, revela estudo

Maioria das pessoas com artrite sofre também de problemas psiquiátricos, revela estudo

23 de junho de 2009 (Bibliomed). A maioria dos pacientes com artrite reumatoide – doença inflamatória das articulações – também sofre de transtornos psiquiátricos, principalmente de natureza depressiva, segundo estudo apresentado este mês no Congresso Anual da Liga Europeia contra o Reumatismo.

Em estudo com 75 pacientes com artrite reumatoide, os pesquisadores descobriram que 63% deles também tinham problemas psiquiátricos, sendo que 87% desses eram problemas depressivos. Além disso, 52% dos participantes relataram terem passado por eventos estressantes antes do início da artrite.

Os resultados indicaram também outros fatores interessantes sobre o peso emocional da artrite: foi diagnosticada disfunção cognitiva em 23% dos pacientes; um terço sofria de distúrbios de sono; e aqueles com depressão tinham artrite mais severa, maior insuficiência funcional e dor.

"Distúrbios psiquiátricos são uma comorbidade muito comum em pessoas com artrite reumatoide, e eles tendem a ser relacionados ao estresse e associados com a atividade da doença e dor crônica", destacou a pesquisadora Tatiana Lisitsyna, do Instituto de Reumatologia RAMS, na Rússia. "Avaliar e tratar a saúde mental daqueles com artrite reumatoide deve ser uma característica regular da prática em reumatologia, para melhorar a qualidade de vida e reduzir o potencialmente estressante fardo psicológico da AR", completou.

Fonte: European League Against Rheumatism. Press release. 12 de junho de 2009.



http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=8164

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ciência e Saúde - Depressão pode indicar hipotireoidismo, alertam especialistas

14 de Maio de 2009


Por AE

São Paulo - Fraqueza nos músculos, cansaço e dificuldade de concentração, além de perceber que seus batimentos cardíacos mais demorados. Tais sinais, típicos de quem está com depressão, também são sintomas comuns nas pessoas que sofrem de hipotireoidismo. “Um sintoma muito comum em pacientes que sofrem de hipotireoidismo, doença causada pela deficiência do hormônio tireoidiano, é a depressão. Muitas vezes, as pessoas que passam a ter o problema costumam buscar ajuda psiquiátrica e, consequentemente, não conseguem solucionar a questão, já que a causa é uma disfunção da tireoide”, diz Ana Luiza Maia, chefe do Setor de Tireóide do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

De acordo com a professora doutora Laura Sterian Ward, do departamento de clínica médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Campinas), os leigos costumam banalizar a doença, sem saber ao certo do que estão falando, muito menos onde está localizada a tireoide e qual é a sua real função. “Ela é uma glândula maravilhosa, alojada na região anterior do pescoço, bem na base da garganta, perto das gordurinhas, no formato de uma borboleta.” Segundo a especialista, o papel da glândula é regular o metabolismo por meio dos hormônios tiroxina e tri-iodotironina. Juntos, eles controlam a velocidade com que o organismo queima energia e processa reações.

Nem sempre o organismo reage da forma esperada pelos médicos, principalmente entre as mulheres. “Essa doença é oito vezes mais comum em mulheres do que em homens. E ainda não se sabe ao certo o motivo de as mulheres correrem mais riscos”, avisa Laura. Há dois fenômenos que denunciam que algo está errado no corpo humano: o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. O primeiro quadro, se não for tratado, faz com que a pessoa sinta-se preguiçosa, deprimida, ganhe peso inexplicavelmente e tenha fortes dores nas articulações; o segundo caso está diretamente relacionado aos sintomas de menores períodos menstruais, perda de peso e batimentos cardíacos acelerados, sem contar o risco aumentado de infertilidade e aborto.

Exame

O mau funcionamento da tireoide pode ser confirmado por um simples exame de sangue, chamado de TSH, que verifica os níveis de hormônio tireoidiano - ou pelo ultrassom, que diagnostica se há ou não nódulos na glândula. “Caso a pessoa comece a sentir alguns dos sintomas relacionados aos problemas de tireoide ou ache que tem uma bolota maior do que a comum na garganta, o ideal é procurar um endocrinologista o quanto antes”, alerta Márcia Puñales, endocrinologista pediátrica do Instituto da Criança com Diabetes e pesquisadora do Setor de Tireóide e do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clinicas de Porto Alegre.


AE

http://veja.abril.uol.com.br/agencias/ae/ciencia-saude/detail/2009-05-14-388779.shtml

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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