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domingo, 21 de junho de 2009

A pílula do amor

A pílula do amor

Dom, 21 Jun, 12h16

Por Rocío Gaia - EFE Reportagens


Imagine se dentro de alguns anos existisse um remédio em forma de comprimido ou inalável que pudesse salvar o relacionamento de um casal. Talvez isso seja possível, de acordo com os trabalhos do pesquisador americano Larry Young, que estuda as bases químicas de uma das mais intensas, complexas e frequentemente contraditórias emoções humanas: o amor.

Cientista da Universidade de Emory, em Atlanta (EUA), Young e sua equipe, em
alguma medida, consideram que o amor "pode ser comparado a uma droga, já que está relacionado com as reações químicas que ocorrem no corpo e afetam o comportamento ou suas funções".

O doutor esclarece que, embora poderiam ser colocadas algumas bases para uma hipotética "poção do amor", suas pesquisas não têm esse objetivo, mas "desentranhar muitos aspectos de certos transtornos, como o autismo, que afeta a capacidade de estabelecer relações sociais, estudando os fatores químicos envolvidos nas emoções". Seus estudos com ratos da pradaria - animais que são bons modelos para as relações humanas, já que formam casais para a vida toda e passam sua juventude juntos - mostraram que uma rápida dose do hormônio correto pode alterar radicalmente as relações destes roedores.

"Nos testes com os ratos, tomando uma fêmea, se ela for colocada junto com um macho e se injeta ocitocina em seu cérebro, o animal tentará se vincular rapidamente com o macho. Por outro lado, se forem retirados seus níveis naturais de ocitocina, a fêmea rejeita o macho", disse o especialista.



O hormônio da confiança

Está provado pelos cientistas que a ocitocina cumpre diversas funções nas relações e
reprodução humanas. Sua liberação durante o orgasmo exerce um potente bloqueio do estresse e também estimula a circulação do esperma e a contração da musculatura pélvica feminina. No parto, esta substância também faz com que o leite chegue aos seios da mãe e estimula o bebê a sugar o mamilo.

O contato do bebê com o mamilo do peito da mãe gera reações no cérebro da mulher que leva à secreção de ocitocina, o "hormônio da confiança", revelou um estudo internacional publicado na parte "Computational Biology" da revista "Public Library of Sciences".

"Este hormônio intervém nos laços sociais e trabalhistas, e nas relações em que uma pessoa cuida de outras. Nos animais, esta substância é responsável de desenvolver o vínculo entre a mãe e sua descendência", segundo Young, que também afirmou que este processo "ocorre do mesmo modo nos humanos".

Além da descoberta do especialista de que a ocitocina é a responsável por vincular os ratos da pradaria, outras pesquisas anteriores realizadas com humanos mostraram que "esta substância hormonal também aumenta a em relação a outras pessoas e a habilidade de compreender suas emoções", segundo o pesquisador americano.O doutor Young acredita também que esse hormônio "também intervém no fortalecimento dos vínculos entre as pessoas".

Se isso se confirmar, algum dia seria possível desenvolver afrodisíacos químicos que fariam com que nos apaixonássemos por uma pessoa ou que despertassem o interesse de outros em alguém, chegando a existir, inclusive, "antídotos contra amores inconvenientes". Uma pílula com esses efeitos provavelmente bateria todos os recordes de venda, certamente superiores às de muitos compostos farmacológicos para tratar uma doença, aliviar a dor ou prevenir um transtorno.

Por enquanto, essa "poção do amor" não chegou às farmácias, mas alguns empresários sonham com ela e, inclusive, já comercializaram através da internet produtos com aspecto de perfume que combinam a ocitocina com feromônios - hormônios associados à atração sexual nos animais - e que prometem aumentar as relações e encontros.Se algum dia fosse possível desenvolver um remédio deste tipo e complementando com uma terapia de casal, isso poderia ser proveitoso para casamentos em crise.

"Com um composto químico deste tipo, poderia se chegar a desenvolver uma 'prova do amor' para saber se duas pessoas são compatíveis para ter uma vida feliz em comum", disse o pesquisador.



Por Rocío Gaia.
Efe-Reportagens.
http://br.noticias.yahoo.com/s/21062009/48/saude-pilula-amor.html

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Colesterol: LDL e HDL

Colesterol: como atuam o LDL e HDL no seu organismo
Entenda o funcionamento do LDL e do LDH e controle seu colesterol


O que é o colesterol?

Embora o colesterol tenha conquistado uma reputação ruim nos últimos anos, ele não é, por si só, ruim. O colesterol é uma substância macia, semelhante a cera derretida, levemente amarelada, que se forma espontaneamente no organismo, revestindo as paredes das células e membranas. É encontrado em todos os órgãos do corpo, incluindo o cérebro, os nervos, os músculos, a pele, o fígado, os intestinos e o coração. Trata-se de uma, entre as várias gorduras (ou lipídios) que o corpo produz. Sem colesterol não seria possível viver. O corpo usa colesterol na produção de hormônios sexuais (incluindo estrogênio, progesterona e testosterona), de vitamina D e dos ácidos biliares que ajudam na digestão de gorduras. No entanto, uma quantidade relativamente pequena é suficiente para desempenhar tais funções. O que o corpo (o fígado, os intestinos e até mesmo a pele) fabrica é mais que o bastante, cerca de três ou qua­tro vezes acima do que ingere a maioria das pessoas. Isso significa que poderíamos passar o resto da vida sem consumir colesterol, sem o menor problema, embora isso não seja necessário.


O Colesterol Bom, o Ruim e o Péssimo

Como muitas outras coisas, o colesterol não faz mal, a não ser que a quantidade seja excessiva. Há diferentes tipos de colesterol: alguns ruins, outros bons. O quanto você tem de cada tipo faz muita diferença na probabilidade de desenvolver doença coronariana.

Na verdade não é o colesterol que é bom ou ruim para você, mas sim o “veículo” do qual ele se utiliza para circular na corrente sangüínea. Como o colesterol assemelha-se a cera derretida, ele não se mistura com o sangue, que é aquoso. Para penetrar nas células e nos tecidos onde precisa atuar, o colestero se agrega a proteínas, criando conjuntos transportadores chamados lipoproteínas. Imagine esses conjuntos como pequenos submarinos em formato de bolha, carregando colesterol por todo o corpo. Alguns desses “submarinos” são amigos, mas a maioria é de inimigos.


Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL)

As lipoproteínas de baixa densidade, ou LDL (do inglês, low-density lipoproteins), são as mal­feitoras, na ver­dade as arquiinimigas. As LDL são as responsá­veis pelo transporte da maior parte do colesterol (75 a 80%) no sangue, depositando-o nas células e nas paredes das artérias. Estas partículas contribuem para a formação de placas, que estreitam as artérias. Isso reduz o fluxo de sangue circulante, diminuindo o oxigênio que chega ao coração. Alguns tipos de LDL são mais perigosos que outros.

As partículas de LDL menores e mais densas são mais prejudiciais para os vasos sangüíneos porque têm maior facilidade para atravessar o revestimento dos vasos e penetrar as paredes. A maioria das pessoas não faz idéia do tipo de LDL que possui, uma vez que os testes necessários para apurar seus índices são caros e complicados e, por isso, não são solicitados rotineiramente. Se você já tem doença coronariana ou um histórico familiar e o clínico já solicitou o parecer do cardiologista, é muito provável que ele peça exames mais detalhados para avaliar melhor seus riscos. Talvez não faça grande diferença; de qualquer modo, é importante ter em mente que é bom baixar seu nível de LDL.


Qual é o nível ideal de LDL?

Depende de seu histórico pessoal e de outros fatores de risco para doença coronariana. Se você é um homem com 45 anos ou mais, ou uma mulher com mais de 55 anos, e não tem doença coronariana, diabetes, hipertensão nem história familiar de doença coronariana prematura e também não fuma, estes são os parâmetros desejáveis (os níveis são medidos em miligramas por decilitro, ou mg/dL):



Nível de LDL Categoria

Menos de 100 mg/dL Ótimo

100-129 mg/dL Quase ótimo

130-159 mg/dL Limítrofe alto

160-189 mg/dL Alto

190 mg/dL ou mais Muito alto


Lipoproteínas de Alta Densidade (HDL)


As lipoproteínas de alta densidade, ou HDL (do inglês, high-density lipoproteins), são “do bem”, os “caminhões de lixo” da corrente sangüínea, conforme descreveu o médico C. Noel Bairey Merz, diretor do Núcleo de Prevenção e Reabilitação Cardíaca do Centro Médico Cedars Sinai, em Los Angeles. Elas são responsáveis pelo trânsito de 20 a 25% do colesterol no sangue, transportando-o dos tecidos para o fígado, que as descarta. Quanto mais HDL na corrente sangüínea, mais colesterol ruim, o que obstrui as artérias, é removido. Os pesquisadores descobriram que para cada ponto percentual acrescido ao seu nível de HDL, o risco de um infarto cai de 3 a 4%. A título de comparação: uma queda de 1% do seu nível de LDL reduz o risco de infarto em apenas 2%.

As HDL são tão benéficas que um alto nível no sangue pode neutralizar fatores de risco como diabetes ou obesidade. Em contrapartida, baixos níveis de HDL muitas vezes acarretam outros problemas. Por exemplo, muitas pessoas com HDL baixo apresentam níveis altos de outras gorduras nocivas no sangue, como triglicerídeos e resíduos de lipo­proteínas. Isso faz sentido, visto que níveis baixos de HDL significam um número menor de “caminhões de lixo” para livrar a corrente sangüínea do colesterol “imprestável”. Um HDL baixo também pode ser sinal de resistência à insulina e síndrome metabólica, ou síndrome X.



Nível de HDL Categoria

Menos de 40 mg/dL Baixo (perigoso)

40-59 mg/dL Médio (neutro)

60 mg/dL ou mais Alto (protetor)



O fumo, o excesso de peso, a vida sedentária e uma alimentação rica em carboidratos (mais de 60% das calorias ingeridas) contribuem para um nível baixo de HDL.

Saiba como controlar esses fatores que colocam em risco sua saúde.

Histórico familiar de níveis baixos de HDL também é um fator de risco. Na verdade, cerca de 50% dos desequilíbrios das HDL são de origem genética. As mulheres são privilegiadas e geralmente têm nível de HDL mais alto que os ­homens. Entretanto, alguns médicos acreditam que elas precisam mantê-los mais altos para permanecerem saudáveis, e sugerem que conservem um nível acima de 60, que é o patamar atualmente recomendado.

Mantenha seu colesterol sob controle através de uma alimentação saudável.




FONTE: Reduza seu colesterol
http://www.selecoes.com.br/selecoesevoce/saude

"Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo ouvir, o terceiro memorizar, o quarto praticar, o quinto ensinar."Rabi Salomon Ibn Gabirol (Século XI; Espanha)

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